Fonte de Pesquisa: G1 - Ciência e Saúde

01/10/2013 17h45 - Atualizado em 01/10/2013 17h55

Belga morre por eutanásia após cirurgia de mudança de sexo

Nathan Verhelst, de 44 anos, nasceu mulher e fez vários procedimentos. Médico disse que ele sofria transtornos físicos e psicológicos 'insuportáveis'.

O belga Nathan Verhelst, de 44 anos, que morreu por eutanásia na última segunda-feira (Foto: Reprodução/Facebook/Nathan Verhelst)
O belga Nathan Verhelst, de 44 anos, que morreu por eutanásia na última segunda-feira (Foto: Reprodução/Facebook/Nathan Verhelst)

Um belga de 44 anos morreu por eutanásia nesta segunda-feira (30) após alegar transtornos físicos e psicológicos "insuportáveis" depois de realizar um procedimento cirúrgico para mudança de sexo. Nathan Verhelst morreu em um hospital de Bruxelas, na presença de vários amigos, depois de uma longa batalha para conseguir a aprovação do procedimento.

Wim Distlemans, médico do hospital universitário VUB que acompanhou o procedimento, disse que Nathan morreu tranquilamente. De acordo a imprensa da Bélgica, ele afirmou que as condições para a realização da eutanásia existiam, já que "havia claramente sofrimento físico e psicológico insuportáveis", explicou ao jornal "Het Laaste Nieuws".

Nathan nasceu menina, em uma família com três meninos, e se chamava Nancy. Ele foi rejeitado por seus pais, que desejavam mais um menino, segundo o jornal que o entrevistou antes de sua morte.

A publicação afirma que o belga sonhava desde a adolescência poder se tornar homem, e realizou três cirurgias (tratamento hormonal, remoção dos seios e mudança de sexo) entre 2009 e junho de 2012, mas sem que se sentisse satisfeito: seus seios continuavam grandes e o pênis que foi criado "fracassou", explicou.

"Eu havia preparado uma festa para comemorar o meu novo nascimento, mas na primeira vez que me vi no espelho, tive aversão pelo meu novo corpo", contou Nathan. "Tive momentos felizes, mas, no geral, sofri", resumiu, considerando que "44 anos é muito tempo na terra".

Avaliação


"Para recorrer à eutanásia, a pessoa deve apresentar um problema grave e incurável que lhe cause sofrimento" pode ser "psíquico ou físico", explica Jacqueline Herremans, membro da Comissão Nacional sobre a eutanásia.

"Um primeiro médico avalia o caráter grave e incurável do problema (...) Outro médico, um psiquiatra, especialista na patologia em questão, analisa o pedido para determinar se é, por exemplo, uma depressão passageira", acrescentou à RTL.

Desde 2002 a Bélgica autoriza mortes por eutanásia, mas o debate sobre a prática não terminou, já que o Parlamento belga deve considerar a sua extensão para os menores "capazes de discernimento" e adultos com doenças incapacitantes com o Alzheimer.

A grande maioria dos belgas aprova essas mudanças, de acordo com uma pesquisa publicada quarta-feira no jornal "La Libre Belgique".

Exibições: 453

Responder esta

Respostas a este tópico

Para recorrer à eutanásia, a pessoa deve apresentar um problema grave e incurável que lhe cause sofrimento" pode ser "psíquico ou físico", explica Jacqueline Herremans, membro da Comissão Nacional sobre a eutanásia.

Triste demais... Vida e procedimentos, sou totalmente contra a Eutanásia, por formação espiritualista...Bjs MIL.

 Querida Silvia.

 Ainda é muito difícil avaliar esta questão.  Imagino que Nancy poderia ter um tratamento psicológico  que o ajudasse de alguma forma, uma vez que tinha graves problemas físicos e psiquiátricos

Até que ponto pode ser dito que um problema é incurável?

 

Posso até concordar com a aplicação da eutanásia quando se tratar de um caso onde não exista mais nenhuma possibilidade de volta à vida, comprovado por especialistas.

 

beijossss

 

Abraços

Um desfecho esperado para uma historia muito triste...

Não dá pra tentar explicar ou comentar, porque é um assunto mega controverso, onde cada um tem uma opinião já formada... Entra tudo no problema, preconceitos, intolerancia, e uma série de acontecimentos.

Quanto ao desejo de eutanásia, é uma questão de livre arbítrio. E se foi atendido, aplausos para quem autorizou.

Caso contrário, o infeliz iria terminar por se suicidar, porque não queria mais continuar vivendo...

Decididamente, coisas da vida.

Beijos aplaudindo sua publicação,

Marcial

Perfeita colocação, querido Marcial. Beijossssssss

Sempre pensei assim:

Enquanto há vida... há esperança!

Este assunto é muito complexo,

mas eu não teria coragem de aplicar uma eutanásia em uma pessoa nesta situação...

Mesmo que eu fosse uma médica...

Um problema quando sentido na própria pele é diferente do que ler sobre ele!

Será que não poderia ser feito mais nada mesmo?

Este seria o questionamento que viveria eternamente na minha mente,

se eu fosse alguém que tivesse de alguma forma contribuído com esta eutanásia!

Querida Sílvia obrigado por compartilhar algo assim,

um caso verdade, para uma profunda reflexão!

Beijos

A psicóloga, Renate Jost de Moraes, da qual sou fã, descobriu por que o ser escolhe a homossexualidade, ainda no útero materno. Descobriu também como reverter este quadro, muitas vezes, de sofrimento, como é o caso do Nathan e, desconstruir essa escolha e voltar a uma vida hétero. Mas este é apenas o subproduto de um achado científico muito maior e mais belo. Ela descobriu, por exemplo, como quebrar a barreira entre o consciente e o inconsciente, que Freud dizia ser intransponível, surgindo daí as várias implicações, uma delas, reverter casos como o do Belga Nathan.

Quando os pais desejam muito um bebê menina e gera um menino, o bebê a nível de inconsciente profundo, escolhe, para agradar os pais, SER do sexo oposto. A confusão fica formada porque, depois de adulto, esse registro/escolha, fica esquecido nas camadas mais profundas, não há lembrança, mas o programa fica lá, atuando e não deixando acontecer a plenitude da pessoa.

Assim, se Vc é gordo(a), Vc escolheu a obesidade por algum motivo, geralmente um equívoco de interpretação, um registro que pode ser tirado e colocado outro no lugar. Assim com a depressão, que foi o meu caso, e muitas outras doenças.

O caso do Nathan, bate perfeitamente com o que estudei nos livros da psicóloga Renate. É um caso violentíssimo porque, além de os pais desejarem ardentemente uma menina, REJEITARAM o Nathan ao nascer e, a rejeição por si só é um ato de extrema violência, atingindo diretamente no centro do ser.

Os livros da Renate: As chaves do inconsciente, primeiro.... depois, O inconsciente sem fronteiras. Tem ainda um terceiro que não foi lançado, mas que estava em vias de terminar. Acontece que Ela morreu dois anos atrás e não sei se será lançado o terceiro. Esta senhora foi aplaudida de pé pela comunidade científica europeia. Quem tiver interesse, aí está.

Sua abordagem, chama-se ADI-TIP.... Abordagem Direta do Inconsciente/Terapia de Integração Pessoal.

Fundasinum é o nome da clínica, em Belo Horizonte

Na minha opinião, é brilhante a descoberta dessa senhora.

Um beijo, Silvia!

   

Milton.

Tenho o livro da Renate Jost de Moraes e  da Luiza Zancheta, esta última de Porto Alegre, também já falecida.

Há mais de 15 anos passados fiz o tratamento ADI, em Laurentino-SC, com as psicólogas  Leda Corso e Conceição, no Colégio das catequistas de lá, que fizeram curso com a Renate.

Tenho as minhas restrições e para mim a melhora durou por pouco tempo, fui consegui-la posteriormente com outros métodos. Mesmo assim há no tratamento algumas coisas positivas.

Beijo..

Arlete, compreendo Vc, já ouvi relatos outros, também, e, claro, como é uma abordagem delicada, sutil, dá margens a muitos questionamentos. Por exemplo, aqui em Aracaju, penso, o médico que aplica essa técnica não passa muita confiança. A começar pela atendente.

Conheço um amigo, dentista, que se livrou definitivamente do seu problema crudelíssimo, mas a terapeuta era de Recife.

Acredito na técnica, mas não confio tanto em quem aplica. É de extrema delicadeza, sem contar que é condição para o bom atendimento, amor o próximo. Condição essa, colocada por Renate, de forma bem explícita em  seu primeiro livro. Isto, nos tempos de hoje...

Acredito que o caso Nathan, poderia ter tido um outro desfecho, caso conhecesse a técnica, mas quem vai saber a essa altura? Conjecturas, só conjecturas, para um caso extremamente triste.

E se o espiritismo estiver certo, aquele indivíduo deve estar num outro estado de sofrimento, agora, talvez, bem pior, até a sua próxima encarnação, quando virá renascer com problemas cruéis, como depressão, por exemplo, mas isso, se a decodificação de Kardec estiver correta. Enfim.   

Um beijo!

"A psicóloga, Renate Jost de Moraes, da qual sou fã, descobriu por que o ser escolhe a homossexualidade, ainda no útero materno."

É preciso salientar que os casos de indicação para a cirurgia de mudança de sexo são de transexualidade e não de homossexualidade. As palavras não são sinônimas. No caso em tela, em nenhum momento sugere-se a transexualidade, o que nos leva a crer que se tratava, mesmo, de um grave problema psicológico relacionado à rejeição dos pais. Por tal motivo, o sofrimento de Nathan, ao ver-se com o novo corpo. Fosse transexual, isto não ocorreria, pois o insuportável sofrimento seria exatamente o desencontro entre alma masculina "presa" ao corpo feminino.

É equivocada a indicação da cirurgia de mudança de sexo para os indivíduos homossexuais, que não rejeitam o próprio corpo. A homossexualidade limita-se, apenas, ao sexo. Consiste num desvio do impulso sexual erótico do indivíduo, em direção àquele que exibe um corpo igual ao seu. Não pretende o homem ser mulher, nem a mulher tornar-se homem. Não pretendem, os homossexuais, a extirpação da sua genitália, tendo em vista ser o foco do seu erotismo, a relação sexual com pessoas que têm genitais semelhantes aos seus. Neste contexto, fosse Nathan transexual, não sofreria com a mudança de sexo; fosse homossexual, seu caso não se ajustaria às conclusões da Psicóloga Renate, porque teríamos um homossexual que, após a cirurgia, passou a habitar em corpo errado.

A cirurgia de mudança de sexo realizou-se e a situação está posta, exigindo solução. O incalculável sofrimento de Nathan passa a ser irreversível, porque a cirurgia de mudança de sexo o é, o que torna legítimo e justo o pedido para ser eutanasiado.

Beijosssssssssssss

Quem sabe se ele como na cirurgia também não arrependeu sendo tarde quando morria, deveria ter sido tratado e a família também. Continuo pensando o mesmo de 2009 Casos diferentes mas a mesma decisão. 

Eutanásia

Muito se falou em Eutanásia estes dias Eu discórdia deste procedimento e acho cruel quando o paciente é deixado sem comida e sem água Qualquer ser humano morreria sem se alimentar
Dignidade na vida, dignidade na morte. Quem pode afirmar que o paciente não sente fome e sede. Fica meu protesto pela morte impiedosa aos que são condenados a morrer de sede e fome. Se fosse morte mesmo quando desliga se o aparelho já não sobreviveria. Esta é minha opinião. Sabemos que pessoas com depressão têm idéias de morte e acham a vida ruim durante este quadro clinico e precisam ser tratadas. Quem não sentiu tristeza e desejo de morrer um dia e no outro sorri?
Sabemos que nossos sofisticados aparelhos não captam todas as ondas que imitimos de nosso cérebro que tem áreas desconhecidas e não alcançadas por eletro encefalogramas
Pessoas que simplesmente acordam apos longo tempo de coma.
Porque não tratar os envolvidos durante este questionamento e a vontade de desligar os aparelhos de alguém “querido’”. O cansaço a espera, a esperança vai sendo minada e podem tomar decisões erradas que venha mais tarde lamentar. A própia decisão não é fácil e gera mais traumas e opiniões diversas. Nosso direito natural a vida não deve ser negado por isto e por acreditar que a vida a Deus pertence fica meu lamento pelas vidas apagadas, banidas de nossa convivência.
E que bom que na nossa constituição a vida deve ser preservada. Que continue assim Diga não a morte e sim a vida.

Dione Fonseca ( Mamuzinha)
Enviado por Dione Fonseca ( Mamuzinha) em 14/02/2009

RSS

Membros

Poema ao acaso...

Pensamento do dia

Autores em destaque - hoje 

Portal para 38 Blogs-Sílvia Mota

Badge

Carregando...