Queridos poetas e autores

 

Quantos de nós, pequenos embriões poéticos, nos sentimos à deriva neste gosto de escrever, nesta arte de tocar no Outro com as nossas palavras e mais profundas reflexões e sentimentos?

 

À medida que eu vou me sentindo mais Eu, maior é a vontade de afirmação e fome de aprendizagem. Por tal dirijo um apelo a todos vocês, sobretudo aos autores que já publicaram, para que partilhem a vossa experiência.

Aposto que muito terão para dar e eu para aprender.

 

Sinto-me bem aqui no PEAPAZ e estou cada vez mais centrada no assumir das minhas palavras, como Ema que sou e não através de pseudónimos ou nicks (de acordo com o lugar).

 

O meu nome é Ema e tenho um sonho, que conselhos me podem dar?

 

Um abraço,

Ema Moura

 

 

 

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Respostas a este tópico

Estimado Marco 

Sinto-me muito honrada com a participação de todos e emocionada pela força e estima que chegam até mim. 

É um privilégio poder privar convosco e receber assim algo das vossas experiências e o que li aqui responde na íntegra às minhas dúvidas a respeito do tema proposto. 

Mais posso acrescentar que também tenho dúvidas quanto às minhas capacidades e não o afirmo por "falsa modéstia", mas pelo meu jeito inseguro de ser, sempre duvidando de mim mesma e muito autocrítica. Contudo, quando escrevo sinto-me diferente, como se fosse mais forte. Por isso quando leio as vossas reacções sinto uma emoção muito grande. Não tenho nem palavras para descrever tal emoção.

Muito obrigada por ter vindo ao encontro da discussão e pela partilha a que se dispôs... Foi de um valor imensurável.

Um abraço,

Ema


Marco Bastos disse:

Prezada Ema.

Li sua mensagem e os comentários, todos sábios. De sua poesia também li algumas delas e gosto do que você escreve. No entanto a minha experiência nesse assunto é pequena. No papel, publiquei em 7 ou 8 antologias e já lá se vão umas sessenta páginas publicadas. Dessas antologias, algumas paguei para participar e outras participações foram gratuitas, por prêmio ou por convite.Tenho planos de ainda esse ano editar um livro solo. [...]


Nobre Ema.

Li tuas dúvidas e apreciei cada comentário e cada conselho dos maravilhosos poetas e poetisas do PEAPAZ.
Eu não tenho a imensa bagagem literária desses monstros da literatura, mas posso te contar sobre minha experiência como escritor, se é que sou um.
Em primeiro lugar nunca tive altas pretensões quando comecei a escrever meus textos, na época tinha uns 15 poemas. Eu escrevia mais para mim, lia e depois guardava numa gaveta do meu guarda roupa. Eu tinha vergonha, pois acreditava que as pessoas iriam achar meus textos ridículos. Nunca me preocupei em ler poetas famosos, não sou um expert em regras em como escreve uma poesia. Eu apenas escrevia o que sentia. Na verdade teve um “amigo” meu, professor de Língua Portuguesa, que leu alguns dos meus textos e afirmou que eram lixos. Desse episódio nasceu meu poema de título NÃO SOU POETA. Como eu já tinha receio de mostrar meus trabalhos, depois desse fato eu parei de escrever por um tempo.
Certa vez, quando tive acesso à Net, eu costumava navegar por sites e blogs de literatura, especialmente os que abordavam a poesia. Em um deles vi que tinha um concurso literário sobre poesia, decidi participar, mas a resposta que tive do organizador do concurso foi que eu não poderia participar porque eu não era um escritor conhecido, um iniciante, um curioso nas letras.
Esse novo episódio, em vez de encerrar de vez meus sonhos de escrever, pelo contrário, foi um combustível místico que desencadeou em mim uma compulsão por escrever que chegava a atrapalhar meus estudos e trabalho. A poesia fluía de mim por todos os lados, tudo que eu via e sentia se transformava em poesia, eu cheguei a escrever um livro de poesia por mês, e em quando me apaixonei, escrevi dois livros em menos de um mês.
Alguns amigos, quando me viam escrevendo, me disseram que eu parecia que estava psicografando, coisa estranha, pois as poesias chegavam até mim como sopros em meus ouvidos, elas já vinham completas com título e tudo. Não adiantava eu resistir e não escrever quando a inspiração chegava, pois eu não conseguia estudar, trabalhar ou dormir enquanto eu não colocasse no papel o que tinha que ser escrito.
Com isso meu acervo literário cresceu rapidamente, e o que antes eram 15 poesias rasbiscadas e escondidas numa gaveta de guarda roupa, se transformou em mais de 1.000 poemas, os quais deram origem a 25 livros de poesias, sendo apenas um publicado, Além de Um Olhar. Certo dia, uma professora universitária, um anjo de Deus que passava seus dias na Terra, leu dois poemas meus e achou maravilhoso, ela me incentivou a escrever e a publicar um livro, foi ai que consegui completar as 50 primeiras poesias, as quais estão no livro citado.
Com a publicação desse livro, fruto de muito esforço pessoal e com a ajuda de um patrocinador, o qual arcou com 1/3 dos custos da publicação, comecei a ser reconhecido e meus textos começaram a ser lidos na faculdade, nas escolas onde lecionava, pois sou professor habilitado em Licenciatura Plena em Biologia. O tempo passou e após dois anos da publicação do meu livro e pelo conjunto da minha obra, fui convidado a fazer parte da Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda-AALCO, do qual sou membro “imortal” (que chique), ocupando a cadeira 16. Foi nessa academia que me intitularam como sendo o Poeta dos Sentimentos.
Hoje em dia continuo escrevendo, não mais com aquela impulsividade de outrora, mas ainda escrevo e publico muitos dos meus poemas inéditos no site da Diva Sílvia Mota. Hoje em dia não escrevo mais para mim, escrevo para todos e compartilho com todos, esse é meu legado e à Diva Silvia Mota deleguei minha curadora.
Gostaria de dizer a você, que aqui no PEAPAZ, você não vai encontrar tão somente escritores, poetas, literatas, mas em primeiro lugar você vai encontrar amigos amantes da literatura, em especial à poesia. Aqui me sinto em família, aqui me sinto bem.
Portanto, nobre poetisa, escreva tudo que lhe for dado como inspiração, não tenha medo, não tenha receio, apenas escreva, escreva, escreva...
Com carinho,

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Obrigada Cláudio! Estou verdadeiramente extasiada com a sua participação, que muito me honrou.

Eu recordo de sentir algo parecido com o que escreveu sobre os momentos de inspiração. Era como uma explosão de ruídos que não podia conter. As minhas irmãs costumavam correr para me entregarem papel e caneta. Depois era uma viagem e nem dava conta do tempo passado ou do teor dos textos escritos.

Comecei aos 6 e parei aos 21/22 por imperativos familiares.

Até parar, eu me sentia segura quanto ao queria ser e fazer, depois um vazio foi crescendo. No ano passado abri as comportas da minha barragem e retomei a fala.

Não penso em mim como escritora ou como poeta, sou apenas alguém que desabafa de uma forma diferente, igual a tantas outras.

E é verdade, o medo quando toma conta silencia-nos, mas não o faz eternamente. 

Dou na minha liberdade os primeiros passos, sabendo que tenho muito a aprender.

A caminho, então, levando na bagagem um bocadinho da história de todos.

Grata pelo carinho,

Ema



Cláudio Avelino disse:



Nobre Ema.

Li tuas dúvidas e apreciei cada comentário e cada conselho dos maravilhosos poetas e poetisas do PEAPAZ.
[...]

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Ema,  sua pergunta. .."tenho um sonho, que conselhos me dar?"  Acredito que seja de todos nós. Eu direi a você que se tens um sonho, meu conselho é: - Continues a sonhar. Se sonhas com um "Castelo no ar (nas nuvens) ele está aonde devia estar, basta que coloques as colunas e os alicerces sob ele". Não te falo  isto por experiência transbordante, pois não a tenho nem competência também, talvez vivência e algo como estar  "na estrada" a mais tempo que tu. No entanto, passo a ti o que sempre fiz na vida, nunca lei um só livro sem ter ao lado um bloco e uma caneta. Você não vai a toda hora interromper a leitura, anote o termo que lhe é estranho, o pensamento interessante, o período que lhe causou impacto. Depois tire suas dúvidas em um bom "pai dos inteligentes". Colecione pensamentos, frases etc. Vá aos poucos centrando suas preferências de gênero literário. Não dê total preferências só a Best-Sellers, podem ser enganosos. Eles têm uma fórmula pronta, enunciação de pessoas e cenários, intrigas, mulheres fatais, criminosos perigosos, espionagem, sexo fortuito, até entre os principais personagens, mortes violentas (para chocar) uma pitada de suspense e mistério, ou desconexão confusa com a realidade sem ser ficção cientifica. Misturam muito gêneros. Há os Best-sellers sérios, dignos de ler. Deixarei uns endereços caso queira "conversar" mais sobre o assunto: santos.mauro@yahoo.com.br, face book Mauro Martins Santos (Moji Guaçu) www.mauro.recantodasletras.com.br  http://cortinasdotempo.blogspot.com.br. Sou autor de O CASTELO DO REI SCARPARO (Editado) outros em preparação. Um forte abraço e gostaria de ser seu colega-amigo.

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