Cinzas

De Té

De mãos dadas as minhas dores se exaltam

Onde me deploro e oro me saciando

Esculpo belas mágoas que me arrastam

Na pedra marmoreia do meu sentimento

E em amansadas dores impúdicas me desatino

E cinzelo a minha obra entalhada do irreal

Entre teus braços fortes estilhaço meu destino

E fica dentro de mim a criação em pedestal

oh! louca poeta da ilusão que te cativas

A um sonho nascido num tempo de aromas

que perfumaram tua mente entre liras.

De musicais sorrisos e amores devaneadas

libidos onde te abrasaste fogosa sereia

A Neptuno entregaste concha de cinzas apagadas

De Té Etelvina Costa

16-04-2013

Exibições: 17

Mauro M. Santos

Graça Campos

Carlos Saraiva

José Santiago

Lilian Reinhardt Art

De Luna Freire

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