Desencanto

De Té

E o desencanto aferrolhou seus olhos de puro espanto.

Já não há poesia, o canto se esgotou nessa fantasia.

 O verbo emudeceu, na leva desse assombramento.

 Sob o azul celeste, não se abriram alas para a alegria...

Em negrumes crepes, esvoaçam vultos desfigurados.

Seu olhar é vago, e todo o seu corpo tão amortecido.

Quando na praia desce a névoa, que cobre o azul anilado.

E as nuvens rosa, apressam a jornada prevendo o perigo.

Paralisada, sua força sucumbe ,em dor angustiante..

Já perdeu a esperança, dessa alegria que lhe dava vida..

Sua ténue voz se ouviu, no silencio da maré vazante.

Sonhava com a ventura nessas águas perdida..

A noite desceu solitária e pura, murmúrios se ouviam.

Onde o mar se recolhe, extingue-se essa alma ferida ..

De Té Etelvina Costa

Fevereiro de 2017

Exibições: 11

Membros

Designers PEAPAZ

*Sílvia Mota*

*Nara Pamplona

*Livita*

*Margarida*

 *Imelda*

*Toninho*

Poema ao acaso...

Visitantes

Liv Traffic Stats

Mídias Sociais

View Sílvia Mota ***'s profile on LinkedIn

Badge

Carregando...

© 2018   Criado por Sílvia Mota.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço