Desencanto

De Té

E o desencanto aferrolhou seus olhos de puro espanto.

Já não há poesia, o canto se esgotou nessa fantasia.

 O verbo emudeceu, na leva desse assombramento.

 Sob o azul celeste, não se abriram alas para a alegria...

Em negrumes crepes, esvoaçam vultos desfigurados.

Seu olhar é vago, e todo o seu corpo tão amortecido.

Quando na praia desce a névoa, que cobre o azul anilado.

E as nuvens rosa, apressam a jornada prevendo o perigo.

Paralisada, sua força sucumbe ,em dor angustiante..

Já perdeu a esperança, dessa alegria que lhe dava vida..

Sua ténue voz se ouviu, no silencio da maré vazante.

Sonhava com a ventura nessas águas perdida..

A noite desceu solitária e pura, murmúrios se ouviam.

Onde o mar se recolhe, extingue-se essa alma ferida ..

De Té Etelvina Costa

Fevereiro de 2017

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