QUEIXUME

 

Para a amada ele cantou o seu QUEIXUME.

Lá do céu a lua olha com ciúmes.

Sob a nuvem negra assim escureceu.

Flor vermelha exalando seu perfume.

Noite alta espalhando tal negrume.

Propagando o amor que já morreu.

 

 

Madrugada noite adentro em desencanto.

Foi perdendo as estrelas do seu manto.

Brisa fria, alma triste estremeceu.

Seu queixume transformou-se em triste canto.

Fria lágrima rolou naquele pranto.

Seu amor de ontem, hoje o esqueceu.

 

O orvalho fez-se, então, pérola fria.

Rosto forte, mas de pele ‘inda macia.

Mesmo co’a idade o viço não perdeu.

Rola a noite, a tristeza em cantoria.

Nem o sol quer iluminar o dia.

Solidário com a lua no seu breu.

 

 

O amor segue o caminho do perdão.

Planta e colhe nova flor no coração.

Busca o sol que sem querer amanheceu.

O queixume é transformado na canção.

Novo pranto rola com nova emoção.

Flor vermelha pelo amor já renasceu.

 

 

Regina Madeira

Miguel Pereira - RJ

 

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Respostas a este tópico

Que lindo, Mamis! Você brilhou no céu peapaziano com esse poema espetacular! Amei!

Obrigada,querida filhota, pelo carinho da visita.Beijos carinhosos.Deus sempre.

Que maravilha! São mãe e filha? Não sabia!!! Beijosssssssssss

Querida Sílvia, a Nina é minha filha do coração, que adotei lá no Recanto das Letras. Amo-a muito e aos meus netinhos Pablo e Odilon. Abraços carinhosos.

Sentimento bonito, esse! Parabéns às poetas encantadoras! Beijossssssss

Bom dia,querida Sílvia. Abraços carinhosos.

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