NATUREZA-MORTA REAVIVADA

Mauro Martins Santos

Vive-se numa época, que o novo parece não mais existir,

Quase, ou mais nada de inédito ao espírito espanto criar, 

No mundo da Arte, melhor deter-se e passar a observar,

Atentamente, o que todas as a artes aí estão para exibir.

Pois que em toda geração têm os seus artistas eficientes

Explorando de forma tenaz mui esforçada e persistente.

 

Antigos temas revisitados e executados novos podem ser,

Fazem isso: pegam antigos temas os releem com atenção, 

Os interpretando vão -  com todo o sentimento a recorrer. 

Como não sensibilizar com renovadas obras: os corações? 

Artista plástico revisita velhos gênios, suas obras aí estão, 

Espalhadas pelo mundo em públicas e privadas coleções.

Falo de belas obras, óleo sobre madeira, natureza-morta:

Dos gênios de séculos atrás, que há muito já não se viam,

Jovens talentos recriando neste século abrindo as portas.

 

Usando colar tela sobre madeira, o estilo vou homenagear,

Também dos tais gênios, por vezes tentei esse recurso usar,

Firmeza no suporte, os pincéis ficam mais leves a deslizar! 

As telas da imagens são de Gian Luca Corona, artista plástico italiano, cuja proposta é resgatar revisitando de forma recorrente as obras dos gênios, cujo estilo acadêmico se voltava para a Natureza-Morta.

Este artista, não só adota o estilo acadêmico como vai além - atinge o estilo acadêmico realista e hiper-realista. Tendo por escopo reavivar a Natureza Morta, e usando os suportes e materiais que eram usados pelos gênios da pintura.

Qual a vantagem que leva o hiper-realismo sobre a fotografia então?

As artes plásticas - segundo seu divulgador e cooperador junto a meu blog: O artista JOSÉ ROSÁRIO; tem a vantagem da textura (pêssegos, figos...)

brilho, luz e sombras, controlados exatamente pela hora do dia; sua quase tridimensionalidade ilusionista quase palpável, profundidade, acentuada, perspectiva verossímil etc. José Rosário é um grande artista mineiro, especializado em paisagens realistas, típicas rurais,  bastante aplaudido pela critica nacional e internacional. Colabora há tempos com meu blog As Cortinas do Tempo e mantém o seu Blog, Artes José Rosário, onde além da divulgação de sua arte, é um divulgador dos maiores e melhores artistas plásticos do mundo em seus estilos e técnicas.

joserosarioart.blogspot.com e meu blog:

http://cortinasdotempo.blogspot.com.br  in [lJosé Rosário Art leituras]

[Mauro Martins Santos]

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Respostas a este tópico

Para deixar mais clara a mensagem:

- A bela obra em destaque é de Gian Luca Corona.

- O texto poético é da tua autoria e homenageia o artista plástico José Rosário.

É isso, mesmo?

Poderias trazer-nos uma biografia específica e mais completa do artista Gian Luca Corona. O que achas?

Grata, por compartilhares novas informações do mundo das artes plásticas.

Beijosssssssssssss

Claro minha querida Sílvia, será um prazer, assim estarei  mais tempo por aqui.

É o seguinte: O texto poético de minha autoria - visa em primeiro ressaltar a Natureza-Morta, interpretada e executada por Gian Luca Corona - o qual é divulgado (junto a outros) pelo amigo José Rosário in Joserosarioart.blogspot.com.

Irei adicionar a biografia de Corona sim, não o fiz toda, para ser mais breve.

Falo em José Rosário, por ele creditar todas as suas publicações em meu blog Cortinas do Tempo. Está claro agora minha amiga querida. Beijos e um abração carinhoso e fraterno. 

QUERIDA AMIGA SÍLVIA 

BIOGRAFIA DE GIANLUCA CORONA

ARTISTA PLASTICO ITALIANO 

domingo, 26 de junho de 2016

GIANLUCA CORONA

GIANLUCA CORONA - Controvento - Óleo sobre madeira - 60 x 100 - 2014
GIANLUCA CORONA - Mel natural - Óleo sobre madeira - 50 x 80
A natureza-morta é um gênero de pintura que se caracteriza pela representação de objetos inanimados e foi utilizada pela primeira vez na Grécia, segundo antigas escavações por lá. Seguidora fervorosa das tradições e novidades que vinham da Grécia, a Itália também adotou o gênero, como comprovam escavações feitas em Pompeia, onde pinturas e mosaicos adornavam paredes e objetos. Aliás, a Itália se tornou um país com produção considerável dessa vertente. O Renascimento daria nomes louváveis nessa área, como Caravaggio, e o país serviria também de incentivo para os países do norte da Europa. Mantendo a tradição italiana de naturezas mortas, Gianluca Corona é um dos grandes representantes atuais nessa área.

GIANLUCA CORONA - Composição com ameixas e magnólia - Óleo sobre madeira - 40 x 60
GIANLUCA CORONA - Consonanza - Óleo sobre tela colada em madeira - 25 x 50 - 2012
Gianluca Corona nasceu na cidade de Milão, no ano de 1969 e em 1991 ele já estaria formado pela Academia de Belas Artes de Brera, também na cidade de Milão. Uma das referências artísticas da cidade e também do norte da Itália, a Academia de Brera, como é mais conhecida, é um emblema da perfeita ligação entre Ciência, Letras e Artes. Gianluca se formou ali sob rigorosa disciplina. Ao deixar a Academia, ele concluiu seus estudos na cidade de Bérgamo, agora sob os ensinamentos de Mario Donizetti. Conhecido internacionalmente por ser um ensaísta e eficiente artista técnico, Donizetti também apurou em Corona o gosto pelo trabalho bem executado e o rigor da aplicação técnica.

GIANLUCA CORONA - Uvas - Óleo sobre tela - 70 x 100 - 2011
Não é de estranhar que a arte de Gianluca Corona tenha inspiração nos mestres passados. Ele se apossou das técnicas tradicionais dos séculos XVI e XVII e faz questão de utilizar os mesmo materiais desenvolvidos naqueles tempos. Ele aplica os conhecidos baseados daquelas épocas em retratos e naturezas mortas. Essas últimas são o cartão de visita de sua produção e com elas vem conquistando respeito dentro e fora de seu país.

GIANLUCA CORONA - Figos - Óleo sobre madeira - 25 x 35 - 2011
GIANLUCA CORONA - Scarlet - Óleo sobre madeira - 25 x 25 - 2013
Diversos críticos e conhecedores da arte italiana, colocam esse artista lombardo como um profissional sem paralelo na arte figurativa de seu país. De comportamento humilde, seletivo em suas composições e produção altamente eficiente, é sensato dizer que Gianluca Corona já deixa sua marca na arte italiana desses tempos.

GIANLUCA CORONA - Susine - Óleo sobre madeira - 30 x 55 - 2014
Até bem pouco tempo atrás, a natureza morta era considerada um gênero secundário da arte pictórica em diversas partes do mundo. Felizmente, esse gênero retorna com força ao cenário mundial, graças às grandes feiras internacionais e exposições mundiais que ressuscitaram essa temática. E, evidentemente, aos competentes artistas de vários países que vem devolvendo a esse gênero, o lugar de destaque que não merecia ter perdido. Devido ao grande sucesso de Gianluca Corona com essa temática, em exposições em Londres e Bélgica, ele se tornou o grande artista italiano representante desse gênero na atualidade.

GIANLUCA CORONA - O mel de Miranda - Óleo sobre madeira - 35 x 80 - 2014

GIANLUCA CORONA - Duelando - Óleo sobre madeira - 25 x 55 - 2013
Com desempenho técnico admirável e com atenção especial dada a cada detalhe das obras, Corona se encaixa na vertente hiper-realista dessa nova safra de pintores de naturezas mortas. Nada escapa ao seu olhar: frutas, legumes, folhas, queijos, pães, objetos, todos relembrando a influência dos antigos trabalhos que foram a base de sua formação. A tensão vibrante que consegue em seus desenhos e pinturas, vai muito além do resultado fotográfico, como se conseguisse um realismo mágico, que expressa formas e cores de uma forma bem delicada.

GIANLUCA CORONA - Estados - Óleo sobre tela - 40 x 80
GIANLUCA CORONA - La contesa
Óleo sobre tela - 35 x 60
Para uma época, onde não pareça existir mais nada de novo a criar no mundo da arte, o melhor mesmo é observar atentamente o que os eficientes artistas dessa geração tem explorado com antigos temas. Gianluca Corona faz exatamente isso, pega os antigos temas e fórmulas, mas os reveste de todo seu sentimento e dedicação. Não há como não se sensibilizar com sua obra. O artista ainda vive e trabalha em Milão e suas obras estão espalhadas por várias coleções públicas e privadas de diversas partes do mundo.

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