A Praça, Um Vôo de Todos (Conto Poema)

 

Eu sentara no banco da tosca praça de Todos

Estarrecido com o mundo, eu total em desgraça

A ermo na suja cama de cimento, eu o mendigo

Eu olhava ao meu próprio para baixo, meu umbigo

“Nothing to do at the airport”

 

Crianças, elas brincam sem ter muito o que fazer

Correndo, suam, caem, levantam, gritam, suturam

Cansados, pausam, conversam, sonham, viajam, flutuam

Assuntos sem pretensões, elas têm o que dizer

“ Nothing to do tomorrow”

 

Eu ali bêbado de frustrações heranças nada a ver

Em total cegueira, eu  camiseta a nada ouvir

Eu ali soberbo de ilações pés sem chão nada a crer

Em fatal descaso descalço eu fracassado a ruir

“Nothing to do at the airport”

 

Eu sonâmbulo mientras vigilante e inconsciente

Eu ouço a voz do menino feliz papo profundo

Diante eu auscultar ele assim perguntar onisciente

Questiona ... qual o pior defeito das pessoas do mundo

“ Nothing to do tomorrow”

 

Eu ali espero respostas de seus amigos dizer

Em parcial lucidez, quero algo que eu possa ouvir

Eu ali em privações as mãos refregam no que crer

Em parcial fluidez estico meus braços ao querer

Ao guidão da bike me seguro não posso cair

“Nothing to do at the airport”

 

Ele o menino feliz sem respostas dos seus pares

Ele treze anos sexta dia treze quer responder

E diz o pior defeito das pessoas é o pecado

E o mundo sem tristezas suscita frescos ares

Ele aos seus jovens prediz sua bíblia sem recado

 

Oh! Menino feliz : “Nothing to do tomorrow” ,Ok ,“But be always happy “

Oh! Eu na praça de Todos: “ Let me take my bike to run ahead by going to any future”

 

FIM

13 de maio de 2016

Antonio Domingos Ferreira Filho

Exibições: 68

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