Rio de Janeiro, Eu Paralimpiadas de 2016

Rio,meu Rio,sinto saudades e nem sei que te vivi em pele arrepiada das notas musicais dissonantes,de tuas cores sutis e batucadas ;
De gente abobalhada andando em multidão sem olfato ou matiz ;
De gente abestalhada no mutirão com nariz arrebitado,perucas,bandeiras,desenhos de lápis delineador de carvão, o baton vermelhão no telão,torcendo a roupa suja em estádios lotados.
Onde é hoje longe de ti, te ressuscito por imagens reeditadas e pena, não são as que refletiram em meu coração cardíaco e choroso de tanto apanhar.É bom sofrer um bocadinho pra gente conhecer lados bondosos da vida.
Rio,olha aqui,Você é Lindo.A mais linda Cidade,não se descuida não...ta bom,cuida de ti, que cuidamos da gente do jeito que dá.Com bala de Anis e outras de largos dissabores.
Eu nado neste brejo sugismundo de arrogâncias,vaidades,tormentas e saudades.É água suja podre e pobre de musgo esverdeado,minha camisa é aquela da aquarela,sempre amarela desbotada.
-sente-se Rio.Olhe para mim,amigo do peito, de suas calçadas sofregas,florestas incrustradas no concreto,beira mar infinito,em tons dissonantes de João Gilberto,oitentão, minha nossa bossa nova.
Um azul acinzentado de bobo quer brilhar,como; não dá...o branco de meus olhos arregalados a dar braçadas (só louco amei com te amei!) horripilantes, estou sem partes do corpo, os quais me tomaram na marra,e agora ;
Paralimpiadas venha é a nossa vez.Que vendam milhares de ingressos,entrem todos,convites de sobra,a casa é de todos que vos é dada de graça ; Todos batam com força em muitos recordes de lutas sem fim, está do seu ladinho,quer não...Quem? A VIDA.OLHA ELA AÍ.
Rio de Janeiro,braços abertos sobre a Guanabara,os meus estão apertados em torno de mim mesmo,me dê um help,vitiligo.
Deixe-me dormir em tuas praças,relaxado em teus bancos aquecidos do sol do dia inteiro,sonhar com esperanças,embaixo de tuas inúmeras meias luas,no replicar dos desejos ocultos por tristezas,não,não chore não amigo da leitura,acordar ao voar das gralhas brancas de asas grandes da PAZ...Abrir os olhos para o Mar Azulzinho já de manhã na espreita do alvorecer daquele SOL fingindo e fugindo e planando under the sky,levitando preguiçoso e imponente ...marejando as gotículas das marés agitarem se no beira mar de la playa.
olha, eu corro e pego o banho matinal animal sem cereal.Na real é Rio.
Que Maratona!Senhor.Descomunal

Antonio Domingos
23 agosto 2016
DO CELULAR SEM IMAGEM

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Respostas a este tópico

Antonio Domingos Ferreira Filho

Teu texto toca  em nossas fibras,

canta o maravilhoso Rio de Janeiro,

homenageia as paraolimpíadas,

parabéns estimado Antônio, bjs MIL.

Grato estimadada amiga Irati.Escrevi com a alma como se o Rio fosse aquele amigo que toma uma cervejinha com a gente no boteco.Depois eu corrijo paraolimpiadas.Escrevi errado.

Um desafio se é que se pode assim classificar.

A Cidade Maravilhosa como sede de evento, algo que não se poderia conceber até alguns dias atrás.

Os problemas ao lado da beleza, não deixam de ser um realce.

A geografia, o clima, a cultura muito bem exemplificados, parafraseando clássicos refrões, que identificam a cidade orgulho, o cartão postal do Brasil.

Bem-vindo ao Rio sob a tua óptica!

Belo trabalho!

beijos

Obrigado estimada amiga Sílvia.

Gostei muito!

EXCELENTE começo! Excelente conclusão! Excelente boteco com amigos, para dar esta EXCELENTE prosa!

ADOREI esta tua visão dum Rio em plenas olimpíadas! a descrição caricatural, e a visão dum Rio, que não faço ideia se existe AINDA, mas que, para bem de todos no Mundo, DESEJO que exista... faz parte do imaginário mundial!

Merecia estar com o texto sem ser centrado! Já que é prosa! Mas cada um como cada qual!

beijos de Poesiaaaaaa!

Chantal Fournet

Estimada amiga Chantal

Grato por valoroso comentário.

Reli o texto e tens razão. É Prosa e deveria esta com margem usual, à esquerda. A cor do texto e a apresentação eu já não havia gostado, mas publiquei pelo celular, complicado.

De fato, o Rio de hoje, não é como o Rio da década dos anos 60, quando tivemos os movimentos musicais da Jovem Guarda e da Bossa Nova ( falando em cultura).

Não vemos mais as reuniões de Poetas, Escritores, Compositores nos bares tradicionais no centro do Rio.

A Lapa resiste com noitadas de Samba, mas com salvaguardas.

Hoje, o que as pessoas mais reclamam é a falta de liberdade em perambular pelas ruas do Rio à noite, lotar os bares, viver a boemia, as noitadas, os chopes e o motivo é estarrecedor: A VIOLÊNCIA generalizada. A falta de segurança pública é total. Não tem Governo que dê jeito. A Polícia é corrupta e de nada adianta aumentar as forças policiais. A Imprensa insiste em dois jargões, que em minha opinião não reflete a realidade atual da sociedade brasileira: São eles: " FALTA FISCALIZAÇÃO" E " FALTA POLICIAMENTO"

Num País em que é necessário fiscalizar TUDO e o contingente policial aumentado a níveis absurdos, muita coisa de errado prevalece. " Cultura endêmica da corrupção , e as lacunas da ética e moral.

Querida amiga Chantal

-Eu publiquei um artigo faz uma semana sobre a Educação do Ensino Médio no Brasil no Grupo Educação, não como um especialista no Tema, mas como um observador e Pai de duas Professoras. Não sei se há um administrador para divulgar

- Hoje cobrei a Arteology o status da entrega de seu livro que adquiri. Assim que receber e ler lhe informo.

atc antonio

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