A REGIÃO MINUANO ABRANGE OS ESTADOS DO RIO GRANDE DO SUL, SANTA CATARINA E PARANÁ.

Nesse TÓPICO pretende-se Listar e Significar as palavras (ou expressões idiomáticas) usadas na Região, conforme ocorram nas publicações de textos e/ou comentários  Para apoio e maior eficácia na conceituação poderão ser anexadas fotografias ou links que remetam para a coisa definida. Não há necessidade de antecipar - as listas deverão ser atualizadas toda vez que uma nova palavra demandar significação.

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Não se tem a pretensão de redigir um Dicionário, mas de reunir e apresentar informações que permitam a leitura e a compreensão dos textos publicados na REGIÃO MINUANO.

Além dos significados, questões de fonética poderão ser abordadas. Palavras de uso corrente e ubíquas, dicionarizadas (no PRIBERAM) não deverão constar nesse glossário, a menos que a significação regional não corresponda ao entendimento geral ou ao significado conforme o Dicionário.

Usar os campos destinados a COMENTÁRIOS  a esse TÓPICO para a listagem das palavras e significados, e os campos de COMENTÁRIO a nível subsequente para explicações ou interação com pessoas interessadas. 

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Respostas a este tópico

1) Prezado Mauro Martins Santos. 

Colecionei esses termos e expressão idiomática regionais nos textos e comentários que encontrei aqui postados., a maioria em seus escritos. Que tal iniciarmos esse PEQUENO dicionário de termos regionais da REGIÃO MINUANO, a partir deles?

Não verifiquei se encontram-se no PRIBERAM e possivelmente não saberia identificar se o sentido dicionarizado é o que corresponde à linguagem regional.

ALA PUCHA CHÊ

PAGOS

QUERÊNCIAS

GINETE

PAJADOR

PELEA

CAINGANGUES

GUAIACA

BRUACA

CHIRIPÁ,

CUSCO,

PINGO,

MATEAR,

GALPONEIRA 

POSTEIRO

2) Prezada Sílvia Mota, socorro!. rsrs. Como conseguiremos criar uma lista como  esta de forma a que possa ser ordenada alfabética e automaticamente?. A ideia é relacionar em uma única lista todos os termos regionais de uma dada REGIÃO, com os seus significados. Se para a significação recorrermos a fotografias ou outro recurso de expressão, como faríamos isso?

CHIRIPÁ: TRAJE GAÚCHO (SOMENTE COMO ILUSTRAÇÃO - TERMOS PARA OS QUAIS HAJA DOCUMENTAÇÃO NA INTERNET - BASTARÁ IMPRIMIR O LINK):

A história da indumentária gaúcha se dá em quatro fases, cada uma representadas por uma peça de roupa:

- Chiripá primitivo
- Braga
- Chiripá farroupilha
- Bombacha
 
Traje Indígena - 1620 à 1730 indígena

Quando o homem que veio explorar a América – e se vestia à moda europeia – aqui chegou, encontrou nos campos índios missioneiros e índios cavaleiros. Os Missioneiros se vestiam conforme indicavam os padres jesuítas. Passaram a usar os calções europeus e em seguida a camisa. Vestiam também uma peça de indumentária não-europeia e provavelmente indígena: "el poncho", isto é, o pala bichará, um poncho feito de lã. Esta peça não existia no Rio Grande do Sul antes da chegada do branco, pois os nossos índios pré-missioneiros não teciam e nem fiavam. Os Padres descobriram a atração que as vestes religiosas e as fardas militares exerciam sobre os índios e distribuíram essas roupas entre eles.

A mulher missioneira, usava o tipoy, um longo vestido formado por dois panos costurados entre si, deixando sem costurar, apenas duas aberturas para os braços e uma para o pescoço. Na cintura, usavam uma espécie de cordão, chamado chumbé.

Os índios cavaleiros eram assim chamados porque prontamente se adonaram do cavalo trazido pelo branco, desenvolvendo uma surpreendente técnica de adestramento e equitação. Usavam duas peças de indumentária absolutamente originais: o chiripá e o cayapi. O chiripá era uma espécie de saia, constituída por um retângulo de pano enrolado na cintura, até os joelhos. O cayapi era um couro de boi, inteiro e bem sovado com o pêlo para dentro, pintado com listras, em cinza e ocre. Era usado nas costas, para esquentar. À noite, servia de cama, estirado no chão. Era também conhecido como quillapi ou toropi.

A mulher, entre os índios cavaleiros, usava apenas o chiripá. No pescoço, colares de contas ou dentes de feras. De peças da indumentária ibérica e indígena, o gaúcho foi constituindo sua própria indumentária.

Traje Gaúcho - 1730 à 1820 charqueador - estancieiro

Patrão das Vacarias e Estancieira Gaúcha
O primeiro chefe militar rio-grandense tinha mais dinheiro e se vestia melhor. Ele foi também o primeiro estancieiro. Trajava-se basicamente no estilo europeu, com a braga - calças largas e curtas - e as ceroulas de crivo, uma espécie de bordado na peça que se usa por baixo das calças.

Passou a vestir também a bota de garrão de potro, invenção gauchesca típica. Igualmente o cinturão-guaiaca, o lenço de pescoço, o pala indígena, a tira de pano prendendo os cabelos, o chapéu de pança de burro, entre outros.

A mulher desse rico estancieiro usava botinhas fechadas, meias brancas ou de cor, longos vestidos de seda ou veludo, mantilha - um manto fino para se cobrir, xale ou sobrepeliz - um tipo de veste eclesiástica, branca, de tecido fino, que se usava por cima da batina. Os cabelos eram enrolados e presos, e o leque sempre a tiracolo.

Peão das Vacarias e China das Vacariaspeão e china da vacarias  

 
O traje do peão das vacarias destinava-se a proteger o usuário e a não atrapalhar a sua atividade - caçar o gado e cavalgar. Normalmente, este gaúcho só usava o chiripá primitivo e um pala enfiado na cabeça. À cintura, faixa larga, negra, ou cinturão de bolsas, tipo guaiaca, adaptado para levar moedas, palhas e fumo e, mais tarde, cédulas, relógio e até pistola. Ainda à cintura, as armas desse homem: boleadeiras, faca flamenga ou a adaga e, mais raramente, o facão.

A camisa, quando contava com uma, era de algodão branco ou riscado, sem botões, apenas com cadarços nos punhos, com gola imensa e mangas largas. As botas mais comuns eram as de garrão-de-potro, que eram retiradas de vacas, burros e éguas (raramente era usado o couro de potro, que lhe deu o nome). Essas botas tinha seu pelor aspado, ou o perdiam com o uso. As botas não costumavam durar mais de 2 meses. As esporas mais comuns nessa época eram as nazarenas e as chilenas.

O peão das vacarias não era de muito luxo. Só usava ceroulas de crivo nas aglomerações urbanas. Ademais, andava de pernas nuas como os índios. À cabeça, usava a fita dos índios, prendendo os cabelos e também o lenço, como touca, atado à nuca.

O chapéu, quando usava, normalmente era feito de palha, e mais raramente, de feltro, e de couro cru, este último conhecido como pança-de-burro. O chapéu, qualquer que fosse o feitio, era preso com barbicacho sob o queixo ou nariz. O barbicacho era trançado em couro cru ou cordões de seda.


Ainda nesta época, aparece o cingidor, hoje conhecido como tirador - uma espécie de avental de sola macia ou couro cru, que o laçador usa a fim de proteger as calças ou as bombachas dos danos que poderia ocasionar o atrito do laço, no momento de prender o animal.

A mulher vestia-se de maneira simples. Saia comprida e rodada de cor escura e blusa clara. Por baixo, apenas usava bombachinhas, que eram as calças femininas da época.
  
 
Traje Gaúcho - 1820 - 1865 traje farroupilha

Chiripá Farroupilha e Saia e Casaquinho

Este período é dominado por um chiripá que substituiu o anterior. O dessa nova fase é em forma de grande fralda, passada por entre as pernas. Este chiripá adapta-se bem ao ato de cavalgar, certamente a explicação para a sua criação. Esse é um traje muito funcional, nem muito curto, nem muito comprido, tendo o joelho por limite, ao cobri-lo. 
As esporas deste período são as chilenas, as nazarenas e os novos tipos inventados pelos ferreiros da campanha. Vestiam a bota forte, comum, a bota russilhona e a bota de garrã o, inteira ou de meio pé. As ceroulas são enfiadas no cano da bota ou, quando por fora, mostram nas extremidades, crivos, rendas e franjas. À cintura, faixa preta e guaiaca, de uma ou duas fivelas.

Camisa sem botões, de gola, e mangas largas. Usavam jaleco, de lã ou mesmo veludo, e às vezes, a jaqueta, com gola e manga de casaco, terminando na cintura, fechado à frente por grandes botões ou moedas. No pescoço, lenço de seda, nas cores mais populares, vermelho ou branco. Porém, muitas vezes, o lenço adotado tinha outras cores e padronagens. Em caso de luto, usava-se o lenço preto. Com luto aliviado, preto com petit pois, carijó ou xadrez de preto e branco. Aos ombros, pala, bichará ou poncho. Na cabeça usavam a fita dos índios ou o lenço amarrado à pirata, chapéu de feltro, com aba estreita e copa alta ou chapéu de palha, sempre preso com barbicacho.

A vestimenta da mulher era saia e casaquinho com discretas rendas e enfeites. Tinham as pernas cobertas com meias, salvo na intimidade do lar. Usavam cabelo solto ou trançado, para as solteiras e em coque para as senhoras. Os sapatos eram fechados e discretos. Como joias, apenas um camafeu ou broche. Ao pescoço vinha muitas vezes o fichú (triângulo de seda ou crochê, com as pontas fechados por um broche). Este foi o traje usado pelas ricas e pobres desta época.
 
 
 
Traje gaúcho - 1865 até nossos dias
traje atual
Bombacha e Vestido de Prenda
 A bombacha surgiu com os turcos e veio para o Brasil usada pelos pobres na Guerra do Paraguai. Até o começo do século, usar bombachas em um baile, seria um desrespeito. O gaúcho viajava à cavalo, trajando bombachas e trazia as calças "cola fina", dobradas em baixo dos pelegos, para frisar.

As bombachas são largas na Fronteira, estreitas na Serra e médias no Planalto, abotoadas no tornozelo, e quase sempre com favos de mel. A correta bombacha é a de cós largo, sem alças para a cinta e com dois bolsos grandes nas laterais, de cores claras para ocasiões festivas, sóbrias e escuras para viagens ou trabalho. À cintura o fronteirista usa faixa; o serrano e planaltense dispensam a mesma. A guaiaca da Fronteira é diferente da serrana, por esta ser geralmente peluda e com coldre inteiriço.

A camisa é de um pano só, no máximo de pano riscado. Em ambiente de maior respeito usa-se o colete, a blusa campeira ou o casaco. O lenço do pescoço é atado por um nó de oito maneiras diferentes e as cores branco e vermelho são as mais tradicionais.

Usa-se mais frequentemente o chapéu de copa baixa e abas largas, podendo variar com o gosto individual do usuário, evitando sempre enfeites indiscretos no barbicacho.
Por convenção social o peão não usa chapéu em locais cobertos, como por exemplo no interior de um galpão.

As esporas mais utilizadas são as chilenas, destacando-se ainda as nazarenas. As botas são preferencialmente pretas ou marrons. Para proteger-se da chuva e do frio usa-se o poncho ou a capa campeira, e do calor o poncho-pala. Cita-se ainda o bichará - um poncho de lã forte - como proteção contra o frio do inverno. O preto é somente usado em sinal de luto. O tirador deve ser simples e sem enfeites

Querido Marco,

Acabo de realizar um teste no Word.

Se inserirmos as palavras e sua significação, com a imagem, desde que não apertemos a tecla "Enter" em nenhum momento, o Word mantém tudo em ordem. Mas, ao transferirmos para o PEAPAZ, a imagem desaparece. Uma solução é transformar o documento em .PDF. Mas, a cada nova lista temos que repetir o trabalho todo. Outra solução será não trabalharmos com listas completas, mas com a palavra individualmente considerada.

Não conheço outra possibilidade, mas aceitamos as sugestões dos mestres em segredos do mundo digital.

Beijossssssss

O dicionário poderia desenvolver-se nos espaços para comentários, de cada TÓPICO aberto.

Na página principal do Dicionário, as palavras apareceriam em ordem alfabética (fácil de ordenar pelo Word), com links para cada desenvolvimento (nos espaços dos comentários). Espera, que realizarei um teste, agorinha...

DEU CERTO!!!

Siga o link e observa se resolve nosso problema do dicionário:

http://peapaz.ning.com/group/culturaregional/forum/topics/regiao-mi...

Ficou perfeito !!! Na Página-Teste, comentei sobre listarmos somente as acepções de cada REGIÃO. 

E VIVAAA, de grão em grão... estamos avançando. O que ficar resolvido para uma REGIÃO acelerará o desenvolvimento das demais.

Sim, é verdade!

Chegaremos lá...

Beijossssssssss

Obrigado, Sílvia. eu estava mesmo precisando do socorro. rs.

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