Plêiades = Sete Estrelos,
Constelação de Touros
 
luá nus seus cabelus
 
eita nóis, qui bão qui é
vê a lua qui bria nu paió.
us óios num tem visão mió
qui a lua briando nus seus pé.

desmancho suas trança dus cabelus
i façu uma cortina pros meus óios
óio prá dentro u seu corpo di muié
i prá fora, as nuvis di prata casu houvé.

prás oreias dô u brinco Sete-Estrêlos
prás estrelas vão as areias dus abróios
das flô di chita, na buniteza da sua saia,
vem u chero qui dá chero a nossa paia.

nu, merguio nus seus óios poços d´água
riacho, desço us montis da sua serra
na caia, a juriti si móia nas anágua
na pele-flô do sol-si-pô da nossa terra.

nóis i a lua nu ermo acorda us bicho
urra a onça lá na mata tão sem mágoa
desata us grilo e u cavalo nu relincho
a maritaca canta i no canto si deságua

agora a lua qué vê onde eu ti ponho
calaru us bichos i não us meus disvelus
óia da janela i alumia nus seus sonhos
i eu fico a vê -  u luá nus seus cabelus.
.
Marco Bastos.
.

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Respostas a este tópico

Aravejasó o moçu zoiudo qui gostá di zoiá us zóio

di seu bem querê...

Dá inté uma gastura cando a genti zópia pra quem  qué zoiá,

i qui tpá isperano sê zoiada peluzoio sonhadô...

Abraçis daquelis tar di poetico,

Marcial

meu jovi,

gosto dus óios qui remexe i qui desmaia 

quando a juriti si móia nas anágua

e a maritaca canta i no canto si deságua.

rs.

 

obrigado.

abrçs.

teste

Inda maimiódibão,

são aquelias zoinho

qui si istrimeci,

i n um para de píscá,

modi tá quereno

é oiçá a jurupoca piá...

Marcial

Quando pisca i istremeci já é bão, mas mais mió é quando gira trocando as instalação e despois arregala, fica vesgo i paradãos. rs.

Num vim vigiá as cunversa. Passei só pra assuntá us poema, mai num é qui inscutei toda essa cunversa afinada di semvergonhice doceis dois? Tomem tentu seus mininu, se avergonhem, pruquê esse lugá é di genti séria. Eu plurinxemplu sô moça di famia qui si entregô poramô só adispois du casamentu. Fui moça virge i casei di brancu in tudo, mermo cum us deseju quereno cantá apressadu. E essi negóciu di zóio vesgo i paradão é diabice do demo. In cruis credo! Vô saino dipressa pru coisa ruim num si apossá di mim.

Ah, seu Marcu, seus verso são muitio bunito! U'a formosura di belo!

Já fui simbora...

Ó, foi simbora, logo agora quieu ia mudá di assunto.

Ai que pena, muié tê que si casá di branco, naqueles tempo di antanho. I nem ficava bremeia du lado du novio qui sabia da trapaça. rs. Intonces moça, quando quisé vorta prá contá suas istrepolias qui aqui é o memo segredu daqueles conficionário das antigas, cum a diferença qui não vai carecê rezá 300 pai nossos e 200 salve rainhas. rs.

bjs.

Lindo demais!!...bjus

Nossa que caboclo inteligente sô

Proseou seus dotes poéticos pras mininas

Cantou nos artus da serra cum  seu viulino de guerra

Vim a cá pra assuntar sua prosa danada de boa

Parabéns querido poeta pelo talento

Meu abraço

E num foi, Selda. Proseá cum as minina em noite de lua, é tão bão. Imagina ocê, um paió cum umas faias nu teiado, pra lua entrá, janela aberta pra oiá u mundo, brisa gostosa da noite, e u luá alumiano cá i acolá. A gente oia pra ela e ela tá cum um brio tão bunito nus óios, qui chega logo a vontade di escrevê poesia concreta. rs.

Obrigado Mineirinha, ocê é muito delicada.

bjs. 

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