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Depressão em Verso e Prosa

Espaço reservado às publicações em Verso e Prosa condizentes ao tema DEPRESSÃO, sob seus diversos enfoques. Mera tristeza é fato da vida, não depressão. Objetivo: eliminar tabus, ao trazer à baila temas relevantes na contemporaneidade.

Site: http://peapaz.ning.com/group/depressao-em-verso-e-prosa
Local: Poetas e Escritores do Amor e da Paz
Membros: 82
Última atividade: 30 Out, 2016

POETA SUICIDA, por Sílvia Mota

Às saudades... todas as saudades...



Poeta suicida

Há dias aos quais sonho a vida
de forma tão insana,
que desgrudo meu olhar de mim
e afloro primavera queimada.
Hastes secas,
pétalas ressequidas
ao sol do meio dia
- enxerto mal feito -

Há dias aos quais morro em vida
e de forma incontida
revelo a insolência tola
do peito atrevido.
Exibo ao mundo
uma indecorosa felicidade,
que chora escondida

e se amofina à cópula dos ratos.

Há dias aos quais fantasio sexo
através das rendas
e veludos vermelhos
enfurnados na lembrança.
Cubro-me de lingeries
negra, verde, azul, branca...
e colorida de ilusões
enluto-me na saudade.


Há dias aos quais me acavalo
na cauda dos arco-íris
e sumo no vento, pelo Infinito,
a sugar o sexo dos anjos.
Embebedo-me consciente
ao sabor agridoce... gota a gota...
empanturrando-me de vertigem,
até vomitar Eras no paraíso das estrelas.

Nesses dias, aos quais sou humana,
h u m a n a m e n t e monstro de mim,
é preciso estourar os tímpanos
com a granada da Esperança.
Emparedo-me viva – como vampira,
nos poros sanguinolentos da própria pele
e por apodrentar em perfume,
suicida viva, despetalo.

Ao então, quando a escuridão desaba
e o Universo se arrasta aos meus pés
a bolinar-me morta, os meus Eus imortais
arreganham-se em orgasmos múltiplos.
Nessa ménage indescritível
arrombo o sarcófago da inércia
e renasço falena... meio fada... meio bruxa...
borboleta noturna... meio fêmea... meio poeta...





************** *********************
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 30 de março de 2010 – 16h45
Fundo musical: Charles Aznavour. Mourir d'aimer

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Comentário de Marcial Salaverry em 1 maio 2015 às 20:17

Queerida poetamiga Leti...

Lindo demais este teu canto a um amor perdido...

Ficcional ou real, é uma linda amostra de seu talento poetal...

Beijos aplauditivos,

Marcial

Comentário de María Cristina em 17 setembro 2014 às 19:03

Perdido entre mis correos, Recién leo tuyo Hoy este poema de Sylvia.

Impresionante tu poema!!!! Quedé pensando en la vida y en el mundo que transitamos!!!!

Durísima realidad de muchos seres humanos!!!!

Comentário de Diná Fernandes de Oliveira Souza em 20 dezembro 2013 às 12:00

Silvia, obrigada pelo convite. Cá estou a participar do grupo. Sempre uma satisfação, interagir com essa familia. Adorei o convite.Bjs! 

Depressão

Chega silenciosa

É Invasora e pretensiosa.

Parece conhecer

Os mais íntimos segredos

Do ser fragilizado.

 

Comanda o sentimento,

Queda  as forças,

Deixa  a’ lma amarguada.

É sinistra e severa.

É a pior das condenações!

 

Depressão é possível...

Querer superar é imprescindível.

 

dinapoetisadapaz

Comentário de Fatima de Royes Mello em 8 janeiro 2013 às 21:15

Lamento é...
Fatima Mello[fofinha]

É o vai e vem do berço
Embalado por mãos exaustas
Da tríplice jornada de uma mãe

O andar trôpego
Do andarilho de lata em lata
Em busca de algum resto de alimento

O suspiro doído
Dos doentes nos saguões
Dos hospitais em busca de atendimento

O tremor dos mendigos
Nas noites gélidas do inverno
Embaixo de uma marquise qualquer

Dos passos cansados
De um pai a todo lado
Na busca incessante por um emprego

Lamento...
Eu sinto no peito
Em ver meu povo dia após dia
Em busca do pão, da casa; do emprego

Comentário de Soaroir de Campos em 14 junho 2012 às 14:49

Não leve tudo que direi ao pé da letra. É que hoje completo 65 anos.

Nasci pequena, cresci  desacostumada a grandes aplicações;  em seguida investi  tudo no mercado de capital aberto; os índices das ações flutuaram... hoje vivo dos dividendos distribuidos , em cada exercicio social.

 

 

Bolsa de valores

© Soaroir Maria de Campos - 16/10/07  15:52

P/poesia on-line do RL "O que perdemos por orgulho"


No leilão da vida pus preço Nas ações de meu orgulho Apregoado na bolsa da razão Vieram os lucros e dividendos. Ao final do pregão, arremates Entre as perdas e os danos Na dação em pagamento Comutei meu patrimônio. Não invisto mais em orgulho Seu destino é a insolvência Fico com o líquido e certo Sem encargos, a modéstia.

Soaroir
Enviado por Soaroir em 16/10/2007

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 14 junho 2012 às 0:57

Que belo poema querida poeta Benedita! Adorei! Beijossssssssss

Comentário de Benedita Silva de Azevedo em 14 junho 2012 às 0:45

Depressão, por quê?

 

Minha linda amiga,
saia ao pátio e veja
o horizonte azul.

O marulhar das águas
a bater nas pedras,
o vôo da gaivota
a voltar ao ninho.

Veja minha linda!
O vento a soprar
e a brisa suave
a brincar com
teus cabelos.

Veja o sol que
brilha solitário,
mas nunca deixa
de levantar-se
com a aurora,
para embelezar
e aquecer os
corações aflitos!

Seu calor é vida
a transbordar!
Quer apareça
ou não, segue
o seu caminho,
a sua eterna rota
lá no infinito e
jamais desistirá.

Busque o calor
 do sol a pino,
deixe queimar
este desalento
e vá em frente,
mesmo sem saber
onde vai parar,
nunca desista!

És  mulher
moderna e tens
tanta beleza,
que podes rir
ou chorar
e ainda assim,
serás bela flor
cheia de nectar
a oferecer amor.

Minha amiga oculta,
oculta esta tristeza!
Ame-se! Esqueça
esta agonia e
busque sua
paz interior!

Praia do Anil, 09 / 05 / 2007
Benedita Azevedo

 

 

 


 

Comentário de Marcial Salaverry em 10 agosto 2011 às 23:02

Querida poeta...

Nem na poesia vc pode nos abandonar...

Agora e sempre, com seu talento invulgar,

ESCREVE POETA

Marcial Salaverry
 
Escreve poeta...
Não deixe o amor morrer,
Não deixe a alma perecer.
A vida é bela,
Há que sabê-la viver...
A poesia é bela,
Não a deixe fenecer.
Escreve poeta...
As belezas do amor...
Com tua alma poetal,
Dê à vida mais calor.
Escreve poeta...
A vida é uma linda poesia...
Sem tuas palavras,
É uma triste monotonia.
Escreve poeta...
Não deixe o romantismo fugir...
Com mais um poema,
Faça o amor ressurgir.
Escreve poeta...
Sempre de amor falando...
Continue a vida mantendo,
Sempre o amor resgatando.
Escreve poeta...
Não se deixe desanimar,
Se alguém o criticar,
Dizendo que o amor morreu.
Se mais uma poesia escrever,
Ele irá renascer.
Portanto... escreve poeta...
Marcial Salaverry
Comentário de Marcia Portella em 10 agosto 2011 às 21:00
Resgate

Quando te procuro em
suas noites mal-dormidas,
sou tua fada,teu fado,teu sonho.
Olhar velado,sorriso enigmático
teu destino ,que se despe
cercada de luz........
Singrando noites,navego tua
alma,cantando canções de
ninar,entorpecendo o tempo,
adormecendo horas.
Venho te resgatar ao luar
sugando tua alma com
meus ábios nos teus,
soprando ao vento,te
seguindo suavemente ,
na brisa transparente........
Ao tocar minha pele
translúcida,ouvirás o
silêncio acariciando
o rosto do mundo,
Dormirás......

M_P
Comentário de roberto correia matos em 10 agosto 2011 às 19:35

                                 Pesadelos

 

Repouso nas noites mal-dormidas,

Agitado por pesadelos angustiantes.

Deliro em sonhos enlouquecidos

Mergulhado nesse espaço vazio,

Castigado pelo vento frio

Duma brisa gélida cortante.

Desperto feito sonâmbulo

O corpo exsudado e trêmulo.

Prostrado na solidão vivida

Soçobrado por murmúrios sibilantes.

Vivo do passado longínquo,

Refúgio das tristezas incessantes.

Ora atormentado pela insônia

O corpo fatigado e pungente.

Prisioneiro do labirinto da vida,

Banhado por lágrimas infrenes.

Afago os cabelos em desalinhos

Escovado por mãos suaves, ausentes.

Nos delírios dos espasmos sofridos

Durmo sobre seios inexistentes.

Sonho, às vezes, contigo

Acordo sempre na saudade.

                         ***

 

 
 
 

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