O que sabes da depressão

De quando morremos por dentro

De quando nos acolhem as mortalhas

E nos jardins de nossa vida as flores são negras

O que sabes da morte dos sonhos

Da morte dos sorrisos

Ou do que morreu antes de nascer

Eu morri

Caminhei pelo chão me arrastando

As ruas, a casa, o céu me renegavam

Eu não tinha onde ficar

Porque não existia lugar dentro de mim mesmo

Meus olhos se acostumaram as lágrimas

Os sorrisos fugiram de mim

Sentei então na mais alta montanha em minha imaginação

Para me hibernar

Fui ao inferno com minhas emoções

No poço mais fundo do meu eu

Foi lá que então encontrei... 

Levanta-te!

... Deus

Vi que na escuridão enxergava as estrelas

Que ainda existia luz

Então acordei

Rosalina Herai

Campo Grande MS

10/5/2016 

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Respostas a este tópico

Mal que está se alastrando na humanidade.

A depressão destrói o ser, querendo ou não.

Teus versos são profundos, e alcançam a veracidade de uma mente depressiva.

Parabéns, querida Rosalina.

Excelente criação.

Bjsssss.

Extremamente triste, o eu-poético que se reafirma na fé.

Belo poema!

Parabéns!

Beijosssssssss

Querida amiga Rosalina, fue un gran placer leer tu bello poema.

Abrazos enormes y mis felicitaciones

Profundo poetar... É a poesia realmente verter, em tão real nos dias do cotidiano... Abraços!

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