A SENHORA... A MULHER... A MÃE

Ano 2150 depois de Cristo. Um século depois do arquipélago de Cabo Verde se transformar na gigante ilha, a Nova Atlântida. Meio dia e um sol abrasador, todos os habitantes recorrem as máscaras ligadas ao “ar perfeito”. Não obstante os esforços tardios da humanidade, o inevitável aconteceu, séculos e séculos de poluição não tiveram solução, o ar natural tornou-se rarefeito e qualquer mudança de estado climático obriga ao uso de equipamento auxiliar.

De repente tudo se torna escuro, uma gigantesca nave aproxima-se e eclipsa o sol e mergulha a ilha num manto negro. Da nave saem minúsculos seres. Minúsculos no tamanho, mas gigantes na destruição. Há um alarme e desespero. Todos procuram fugir, vão para seus meios de transporte. Tentam mas nada conseguem... com o andar dos séculos, tudo é elétrico sim, mas a fonte é o sol e este encontra-se tapado. A esperança é a reserva, mas foi como se a enorme nave a sugasse ao se aproximar... Geram o medo e o caos...

Incrível, uma visão Divina, uma luz do céu e com um alento e uma réstia de esperança. Uma mulher enormemente gigante e com asas duas vezes maiores e nas mãos um arco de ouro, pelo brilho, puríssimo.  Longos cabelos loiros, rosto oval e olhos castanhos, vestida de alvos tecidos envoltos ao corpo e a contrastar com as asas acastanhadas.

As flechas parecem e são miraculosas e extremamente certeiras e incrivelmente poderosas, pois que dizimam milhares de seres do mal, vindos na nave do terror. Elas também  são “bumerangues” , são seis flechas, bastavam apenas duas. Pois regressam para a heroína depois de dizimarem milhares de seres do mal...  

A luta é titânica e nós apenas observamos paralisados. O antes medo é agora admiração e contemplação. Vence a poderosa. Os minúsculos milhões do mal ainda tentam lutar usando a nave como escudo, inglório...  Basta uma flecha para criar um manto invisível entre a Heroína e a “nave do mal” e é ela quem pisa e pousa seu pé sobre a nave. Desistem e ameaçam voltar e desaparecem... E o sol retorna  com seu calor abrasador. Eu pergunto:

-Senhora quem sois vós?

-Sou apenas o que dizes, a Senhora... A Mulher... A Mãe! – Respondeu enigmática.

E ela voa e desaparece entre as nuvens de onde ainda se vê por algum tempo raios de luz.

 

Praia, 07 de abril de 2016,

João Pereira Correia Furtado

http://joaopcfurtado.blogspot.com

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Respostas a este tópico

Estimado amigo poeta João Pereira Correia Furtado

Sensacional, um belíssimo conto, adorei ler, parabéns, bjs MIL.

Muito obrigado MIL amiga e poetisa 
Imensamente grato pela leitura e comentário
Lembrança minha de PAZ E BEM !


Belíssimo destaque, querida Maria Iraci! João o merece.

És uma grande artista!

Parabéns!

Beijossssssss

Amiga e mestre Silvia

Boa tarde, PAZ E BEM.

Estou a aprender contigo, quando cheguei não sabia nada de RONDEL, INDRISO, CONTO MINIMALISTA, CONTO CURTO, TROVA etc... 

Hoje e graças ao PEAPAZ estou a conseguir.

Espero aprender muitos outros estilos de literatura!

OBRIGADO SILVIA E PEAPAZ.

Um abraço,

João  

Tua presença cativante em nosso recanto de Amor e de Paz é uma grande honra!

Grata, querido amigo.

Beijossssss

Que maravilha, querido João!

Sempre que penso em contos, penso em ti.

É sempre assim - esse show de criatividade!!!

Parabéns!

Beijosssssssssssss

tão merecido e tão lindo este destaque querida Mestre Silvia!

eu tambem..... quando penso em CONTO

penso logo em JOAO FURTADO!

É IMEDIATO!! rsrs

beijos

chantal

Não sei como agradecer tão grande apreço de uma escritora que aprendi a gostar e admirar pelo talento e inspiração.

Muito obrigado amiga Maria-José. Em Junho estou a pensar ir até Santarém, gostaria de te dar um abraço de...

PAZ E BEM 

Uma saudação envolta no sentido daquilo que se perdeu

Parabéns João!!!!!!

Bela noite!

beijos querido

Poetisa Lais, boa tarde.

Muito obrigado.

PAZ E BEM

João Furtado

QUERIDO E PREZADISSIMO ESCRITOR JOÃO FURTADO!

É sempre um prazer ler um conto teu

Este é de ficar preso da 1ª linha à última e de sopro suspenso!

belo mesmo!

Extraordinário!

beijos e aplausos!

Muito obrigado amiga, um abraço.

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