Não somos apenas cordiais com a solidão
Há entre nós certa cumplicidade rotineira
Ela é nossa inofensiva amada companheira
Acompanha-nos calada durante a jornada

Por todas as vezes que nos fascinam as madrugadas
Por alguns instantes ela nos inspira belas reflexões
 Em outras vezes, por ser puro abrandamento de ações
Às nossas emoções turbulentas quando em desalinho

Sua condição de só, acompanha-nos e em nada nos assusta
Sabemos tirar proveito pelo uso consciente da autoestima
Nem altera nosso estilo e disposição ao enfrentar os problemas
A ela partilhamos nossas angústias e dela recebemos instruções

Ou as gratas oportunidades da vida se apresentam de bandeja
Em alta definição, somos verdadeiramente apaixonados por ela
Porque tudo que nos circunda está presente e nos faz companhia
Fica no ar uma pergunta abusada e que não quer se calar...

Atitude radical?

Não, somos apenas "habité"... E é ela que nos co-habita...

Possuída de nós mesmos é mais fácil a convivência.

Lufague & Hilde

http://www.recantodasletras.com.br/duetos/5268898

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Respostas a este tópico

Solidão... uma das musas do poeta.

"Não somos apenas cordiais com a solidão
Há entre nós certa cumplicidade rotineira"

Significativos versos...

Beijossssssssss

Obrigado querida e eu tinha desconfiança de que você iria gostar desta passagem porque é a sua carinha refinada...rsrs

Lindo Poema de solidão e "habité", também a tenho, mas não me habituo...mas falemos dos Poetas---Parabéns----bjs dcs

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