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Holocausto

Histórias que demarcam o Holocausto nazista.

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Local: Poetas e Escritores do Amor e da Paz
Membros: 17
Última atividade: 4 Fev, 2017

O HOLOCAUSTO

 

Origem do termo

 

"Holocausto" é um vocábulo de origem grega (holókauston) que significa "sacrifício pelo fogo".  O significado moderno de Holocausto é o da perseguição e extermínio metódico, apoiado pelo governo nazista, de grande número de pessoas, especialmente judeus e outras minorias étnicas, durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Os nazistas, que alcançaram ao poder na Alemanha em janeiro de 1933, acreditavam que os alemães eram "racialmente superiores" e que aqueles indivíduos eram "inferiores", constituindo-se numa ameaça à auto-intitulada comunidade racial alemã.

 

Eufemismos nazistas

 

Os nazistas frequentemente usavam eufemismos para disfarçar a natureza real dos seus crimes.

 

A Solução Final: foi o termo empregado para se referir ao plano de aniquilação total do povo judeu, e não se sabe ao certo quando os líderes da Alemanha nazista decidiram implementa-la. O genocídio, ou extermínio em massa dos judeus, foi o ápice de uma década de graves medidas discriminatórias contra eles, e que cresciam em severidade a cada ano.

 

O Pogrom conhecido como a Kristallnacht, a Noite dos Cristais: tinha por objetivo isolar sistematicamente os israelitas da sociedade alemã e forçá-los a deixar o país.

 

O Generalgouvernement: território conquistado à Polônia no centro e ao leste daquele país, que era administrado por um governo civil alemão, e também em Warthegau, a maior subdivisão da área incorporada à Alemanha, no oeste polonês. Judeus poloneses e de países na parte ocidental da Europa foram deportados para os guetos, onde viviam em condições higiênicas precárias, superlotação, e alimentação inadequada.

 

Operação Reinhard: plano de eliminação (assim denominado em homenagem ao Reinhard Heydrich, que havia sido assassinado por partisans tchecos em maio de 1942), dos que viviam sob o Generalgouvernement. No outono de 1941 Himmler, comandante das SS, designou o general alemão Odilo Globocnik (das SS e chefe da polícia do Distrito de Lublin) para a operação. Três campos de extermínio - Belzec, Sobibor e Treblinka - foram criados na Polônia com o objetivo único de facilitar o extermínio em massa.

 

Grupos exterminados e perseguidos

 

Cerca de 6 milhões de judeus foram aniquilados de forma desumana e, para além destes, as autoridades alemãs também destruíram duzentos mil ciganos, pelo menos duzentos mil deficientes físicos e mentais (em sua maioria alemães, que viviam em instituições próprias e foram assassinados no chamado Programa Eutanásia). Entre dois a três milhões de soviéticos prisioneiros de guerra foram assassinados, ou morreram de inanição, enfermidades, negligência, ou maltrato. Os alemães queriam aniquilar a elite intelectual polonesa, judia e não judia, bem como levar cidadãos poloneses e soviéticos para o trabalho forçado na Alemanha e na Polônia ocupada, onde eles trabalhavam como escravos e muitas vezes morriam sob terríveis condições. Condutas políticas, ideológicas ou comportamentais, também determinaram a perseguição aos comunistas, aos socialistas, às Testemunhas de Jeová e aos homossexuais. Muitas destas pessoas morreram como resultado de encarceramento e maus tratos.

 

Guetos, campos de concentração e campos de trabalho escravo

 

No início do regime nazista o governo Nacional-Socialista criou campos de concentração para deter seus oponentes políticos e ideológicos. Nos anos que antecederam a Guerra as SS e as autoridades policiais prenderam um número grande de judeus, ciganos e outras vítimas do seu ódio étnico e racial naqueles campos. Para concentrar, monitorar, e facilitar a deportação futura da população judaica, os alemães e seus colaboradores criaram guetos, campos de transição e campos de trabalho escravo para judeus. As autoridades alemãs também estabeleceram um grande número de campos que exploravam o trabalho forçado de não-judeus, tanto no chamado Grande Reich Alemão quanto nos territórios ocupados pela Alemanha.

 

Unidades móveis de extermínio

 

As Einisatzgruppen eram unidades móveis de extermínio, esquadrões compostos principalmente pela polícia alemã e pelas SS. Sob o comando do Serviço de Segurança (Sicherheitsdienst; SD) e das autoridades da Polícia de Segurança alemã (Sicherheitspolizei; Sipo), as unidades móveis de extermínio tinham, entre suas atividades a tarefa de assassinar pessoas suspeitas de serem inimigas raciais ou políticas do nazismo que se encontravam atrás das linhas de combate alemãs, dentro do território soviético ocupado.

 

O fuzilamentos era o método mais comumente utilizado pelas Einsatzgruppen para assassinar os judeus. Porém, já quase no final de 1941, Heinrich Himmler, observando os efeitos psicológicos e o cansaço que os fuzilamentos em massa causavam em seus perpetradores, solicitou o desenvolvimento de uma forma de assassinato em massa mais rápida, impessoal e conveniente. Assim foram criados os “caminhões de gás”, que eram câmaras de gás móveis montadas sobre o chassis de um caminhão cujos canos de escapamento eram virados para dentro das caixas de transporte onde estavam os prisioneiros, matando-os através do envenenamento por pelo monóxido de carbono. Os caminhões de gás foram utilizados pela primeira vez na frente oriental (países a leste da Alemanha) no final do outono de 1941; e também foram utilizados em conjunto com os fuzilamentos para apressar a matança das vítimas, judeus e não-judeus, que estavam nas áreas onde as Einsatzgruppen operavam.

 

Os sobreviventes do Holocausto

 

Após o Holocausto muitos sobreviventes encontraram abrigo nos campos para deslocados de guerra (DP) administrados pelos poderes Aliados. Entre 1948 e 1951, cerca de 700.000 sobreviventes emigraram da Europa para Israel. Muitos outros judeus deslocados de guerra emigraram para os Estados Unidos e para outras nações, tais como o Brasil. O último campo para deslocados de guerra foi fechado em 1957. Os crimes cometidos durante o Holocausto devastaram a maiorias das comunidades judaicas da Europa, eliminando totalmente centenas destas comunidades centenárias.

 

 

Texto adaptado e modificado de:

UNITED States Holocaust Memorial Museum. Disponível em: http://www.ushmm.org

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

 

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