ESPERANÇA...?

Esperança tem rosto oculto de vergonha
Tem sonho infantil proibido
Tem sorriso ausente olhar vazio
Esperança habita fundo de gaveta secreta, dum edifício cinza.
Perdida da sua razão, não sabe sequer k existe.
Esperança tem cheiro de pólvora cor de cinza e breu destroçado
Tem cheiro de náusea e de sangue
Cravo sem ferrugem, nem tempo de a tomar
Esperança emudeceu! Sons sem gargantas,
Palavras e gritos mudos, quebrados
Estilhaços de seres na dor


Esperança …
Era algodão-doce rosa e branco
Nuvem leve em zefíria brisa
Águas azuis e maçãs verdes no olhar
Cascata de gorjeios nos palmares, sabor a tâmaras e figos

Corridas no areal quente, mergulhos frescos a gargalhar
Esperança…
Tinha maçãs frescas, sol e romãs …

Chantal Fournet

20 Agosto 2016

(4h30am!)

Portugal

Exibições: 55

Respostas a este tópico

Belíssimo, o teu poema!

Conteúdo temático sensível e relevante.

Parabéns!

Beijosssssssssssss

Uma definição linda para a "desesperança".

Parabéns pela sensibilidade e competência.

Linda narração sobre a Esperança. Parabéns!

Querida, Chantal.

Tua sensibilidade é quase que palpável, em teus versos.

Parabéns, pela linda composição.

Bjsss.

Mossa amiga falou tudo

RSS

Membros

Poema ao acaso...

Pensamento do dia

Portal para 38 Blogs-Sílvia Mota

Badge

Carregando...