A exploração de crianças, de adolescentes e jovens, foi por muito tempo e ainda é  uma injustiça social.

Quando os jovens chegam á  época de continuar seus estudos, no  Ensino Médio ou  na  Universidade, aparece-lhes um  dilema: - “Quero continuar meus estudos, mas também preciso trabalhar”. Muitos seguem por este caminho,  mas é difícil, por que pouco tempo terão para estudar.

Quando lecionei á noite, no ensino médio, com outros colegas professores, observávamos como os alunos que trabalhavam durante o dia, num certo momento cochilavam, outros até dormiam. É neste momento que se vêem obrigados a continuar trabalhando para ajudar os  pais  no sustento da família, esperando que mais adiante as situações sejam mais favoráveis.

É aí que muitos entram em escolas profissionais, porquê  lhes facilita a continuidade dos próprios estudos.

Numa roda de conversa, um engenheiro dizia que fez os 4 anos de estudo trabalhando e que por isto teve mais dificuldades para enfrentar a  carreira,  enquanto amigos dele que só estudaram neste percurso, tinham   facilidade nas disciplinas e estágios que faziam.

Também vi uma reportagem na TV, sobre um adolescente negro, que morava com a mãe numa favela no Rio de Janeiro,  e  que para ter livros de leitura ou profissionais ele ajuntava do lixo os livros que encontrava. Outros que apareciam jogados fora no Colégio, ele também levava.  Para a admiração geral, este jovem passou  em primeiro lugar em Medicina, numa das Universidades mais conceituadas do país.

Eu não queria contar-lhes esta passagem, mas faz parte do conjunto narrado;

 Numa noite em que ele voltava para casa, a mãe lhe abria a porta, e uns  drogados que apareceram, de longe ainda atiraram no rapaz, confundindo-o  com outro. Ele morreu em seguida.                  

A violência tem que ser erradicada, mas é um trabalho complexo e difícil, pelo tamanho das favelas.

Onde colocar esse povo todo?Como conseguir trabalho para todos e reeduca-los?

                Arlete   Deretti   Fernandes

                             Brasil

 

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Respostas a este tópico

Aplausos para teu lindo e candente texto...

Beijos aplauditivos

Marcial

Obrigada pelo comentário,

querido amigo Marcial,

sempre gentil!

Beijossss

Que bela narrativa querida Arlete. Me identifiquei com seu texto. Porque fui um desses jovens que trabalhava de dia e estudava a noite. .. adorei! Beijos!

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