PIQUETE - A CIDADE PAISAGEM

- Minha Terra Natal -

Interior de São Paulo - Vale do Paraíba

Piquete, geograficamente, é uma bela cidade, mas encontra-se abandonada pelos dirigentes. Uma pena... A Natureza aqui é pródiga. Verdes diversificados, flores de todos os tons e pássaros em revoada, enquanto os sons naturais encantam os ouvidos...

PIQUETE, CIDADE PAISAGEM

- Mariinha Mota -
***

Existe uma cidade linda, acolhedora,
almo ninho imortal de cálidos olores;
de edênica paisagem, tela sedutora,
domicílio gentil de rosas e de flores.

O povo bom se iguala à flâmea natureza!
Humildes operários, almas superiores,
guardam em seus corações manifesta grandeza,
vivendo para a paz e o bem imorredores.

Num recanto da amada Pátria Brasileira,
envolvendo-a lá está a Serra Mantiqueira,
parecendo, à tardinha, um manto rosicler.

É assim minha cidade bela e pequenina,
onde vivi contente os sonhos de menina
e realizei, feliz, meus sonhos de mulher.

UM POUCO DA HISTÓRIA DE PIQUETE

A origem do Município de Piquete remonta ao século 18, quando as terras onde hoje ele se assenta pertenciam à freguesia de Nossa Senhora da Piedade (Lorena). Sertão inóspito, teve sua vasta mataria rompida em 1741, quando da abertura, por Lázaro Fernandes, morador na paragem do Campinho, à margem esquerda do Paraíba, onde tinha suas roças, de um caminho para ligar o povoado de N. S. da Piedade ao arraial serrano de Nossa Senhora da Soledade do Itajubá (Delfim Moreira). Esse caminho de penetração e abastecimento das “minas de Itajubá”, passou, com o tempo, a servir para desvio de ouro e contrabando de cargas, o que suscitou a instalação, em 1764, de um registro – posto fiscal onde se cobravam os “Direitos de Entrada”, imposto que incidia sobre mercadorias importadas pela Capitania de Minas. Esse Registro era guardado por um destacamento militar, auxiliado por “patrulhas dos caminhos”.

A presença desse piquete de cavalarianos que guarnecia o registro de Itajubá foi, provavelmente, o que concorreu para o nome do lugar. O Registro de Itajubá, instalado para a cobrança do fisco era parada obrigatória dos transeuntes. Nenhuma tropa podia evitar a barreira. Isso fez com que, com o passar dos anos, pousos, ranchos e currais se multiplicassem, a princípio próximo ao posto fiscal e, mais tarde, ao longo do caminho, dando origem ao “Bairro do Piquete”, que sempre esteve associado à Estrada de Minas, que se tornou conhecida como “Caminho da serra do Itajubá”.

O paulatino crescimento do Bairro do Piquete pode ser observado quando se analisa os chamados “Maços de População” (documentos existentes no Arquivo Público do Estado de São Paulo), em que, na 7ª Cia. das Ordenanças da Vila de Lorena, no ano de 1828, neste bairro são recenseados 63 casas, 303 habitantes livres e 123 escravos. Nos anos subsequentes, essa população segue crescendo e a produção agrícola, que tinha como principais produtos a cana e o fumo, passa a ser substituída pelo café. Com a expansão do bairro, seus habitantes pleitearam e conseguiram, junto ao bispado de São Paulo, em 1865, autorização para a construção de uma capela sob a invocação de São Miguel. Em 1875, essa capela foi elevada à condição de Freguesia, com o nome de Freguesia de São Miguel do Piquete. Instalada a Freguesia, foi-se esboçando um pequeno núcleo urbano ao longo dos vales, com ruas tortuosas, casas foram surgindo nas encostas. Construiu-se a cadeia e o cemitério. Aos poucos, esse núcleo foi se avizinhando das matas, rios e córregos, recriando a paisagem e nela se integrando.

Após articulações políticas, os moradores “do Piquete” conseguiram que a Freguesia de São Miguel fosse elevada à condição de Vila, o que ocorreu em 7 de maio de 1891, por meio do Decreto Estadual de número 166. Emancipada de Lorena com o nome de Vila Vieira do Piquete, foi marcada para o dia 15 de junho a posse de seu Conselho de Intendência. A partir de então, a pequena Vila, de economia predominantemente agrária, voltada para a produção do café, e um incipiente comércio de beira de estrada, entrou no século 20 com suas dificuldades e pobreza. Contava com pouco mais de seiscentas pessoas na área urbana distribuídas em cento e vinte casas, das quais apenas quarenta possuíam cobertura de telhas. A renda municipal de seis contos de réis anuais mal dava para pagar os empregados públicos indispensáveis, nada restando para as necessidades públicas.

Em 1902, a sorte dos moradores muda com a escolha do município para que nele fosse instalada, pelo Exército, uma fábrica de pólvora sem fumaça. Esse fato transformou de maneira significativa a vida do município, que se tornou um grande canteiro de obras.

A inauguração do ramal férreo em setembro de 1906 e as modificações sociais decorrentes das obras militares na região, concorreram para que, em 19 de dezembro daquele ano, através do Decreto Estadual 1033, a Vila fosse elevada à categoria de cidade, com o nome de “Vieira do Piquete”. Em 20 de setembro de 1915, a lei estadual nº1470 restringe para Piquete a designação da Vila Vieira do Piquete.

Fonte de Pesquisa:

ALGUMAS FOTOS DE PIQUETE

Monumento na entrada de Piquete

Pórtico da Fábrica Presidente Vargas

Avenida Luiz Arantes Júnior - a rua da minha infância

Pórtico - outra visão da minha rua

LOCAIS, MONUMENTOS

E PAISAGENS PIQUETENSES

- Fotos de R Monteiro Lety - filha de Piquete -

Vila Vicentina

A Vila São Vicente de Paulo abriga atualmente 24 idosos e é dirigida por João Ferreira da Silva Filho. Recebe verbas estaduais e federais repassadas pela Prefeitura. Cada residente que recebe aposentadoria ou benefício colabora com 70%, que são aplicados nas despesas com alimentação, medicamentos, luz, telefone, material de higiene e limpeza, pagamento de funcionários, encargos sociais e outros.
Conta também com a ajuda dos Vicentinos e com doações em espécie. Mas as despesas efetuadas mensalmente são maiores que a receita. Precisamos de mais ajuda para manter a entidade!
Na Vila, trabalham 8 funcionários contratados (duas cozinheiras, três enfermeiras e três para serviços gerais), além de voluntários (um nutricionista e um enfermeiro padrão ). Um funcionário reside na Vila e cuida dos idosos à noite. Prestam serviços também uma Assistente Social e uma monitora responsável pelo CCI (Centro de Convivência do Idoso), ambas remuneradas com verbas repassadas pelo Estado.
Para a manutenção das casas e do ambiente externo, conta com uma equipe de leigos vicentinos, o “Pró-Reforma da Vila São Vicente de Paulo”, responsável pelas benfeitorias efetuadas nas casas, garantindo, assim, o bem-estar dos idosos residentes.
A campanha do quilo, realizada mensalmente, compõe as cestas básicas distribuídas às famílias assistidas.
Dados enviados pela Profª Dulce Maia - Página do Facebook de R Monteiro Lety:
Vila Célia
Cabeça de Índio - Serra da Mantiqueira
Anoitecer - Nova Matriz de São Miguel
O céu de Piquete e a sua passarada
Garças no Ribeirão Benfica
O Luar em Piquete
As Flores em Piquete - Praça Nove de Julho
As Flores em Piquete - Tapetinho de azaleias

Hino de Piquete

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Respostas a este tópico

linda CIDADE

 gostei DO POEMA E DAS PAISAGENS 

jus AMIGA POETA

Querida Dione, minha cidade é encantadora e o cognome "Cidade Paisagem" é merecido. Mas, como afirmei acima, encontra-se muito abandonada. Grama pisoteada, bancos da pracinha quebrados... uma malvadez. No meio disso tudo, a Natureza mantém-se rica e bela. Beijosssssssss

Cidade linda que mereceu esse belo poema e sua volta ao ninho...Te abraço

Querida e linda amiga, o poema - escrito pela minha mamãe - é, realmente, muito belo! Descreve poeticamente e com exatidão, a minha cidade e o seu povo hospitaleiro. Beijosssssssssssss

Adorável!!!!

Desejo do fundo do coração, que a felicidade venha a ser o doce berço a embalar os teus dias!

beijos

Queridíssima Laís, muita Paz, encontro aqui. Espero desfrutar de muita saúde para resgatar, in loco, a melhor época da minha vida: infância e adolescência. Beijossssssssssss

Sílvia, muitas pessoas indagam, o que eu faço em Mafra!!!!!!

Pois é, talvez sejam as raízes, talvez seja a facilidade de locomoção?????

Não sei te dizer o motivo, a razão???? Quisera saber também?????

mas esta minúscula "Pérola do Planalto" (catarinense) me envolve à despeito do clima frio, que meu hipotireoidismo reclama rsrsrs

Existem coisas alheias à nossa minúscula compreensão!!!!!

Fazemos porque queremos, e me parece que isto basta!!!!!

beijos

Tens razão, Laís. Sem muitas explicações, troquei a "Cidade Maravilhosa" pela "Cidade Paisagem". Troca definitiva? - Não sei! Mas, no momento, preciso desta nova vida. E, realmente, "me parece que isto basta!!!!!"

Beijossssssssssssssss

Querida Silvia.

É muito sensível o poema de D. Mariinha. Através do coração ela exprime o que viveu nesse lugar tranquilo e sossegado.

É emocionante lembrarmos nossa infância, que nos traz recordações encantadoras. Assim é a rua onde moraste. Piquete é uma cidade gostosa, muito diferente do que acontece nas cidades grandes. Rodeada pelo verde das serras e as variadas cores das flores, é uma calmaria que pode nos levar a filosofar e a escrever.

Parabéns pela gostosa cidade onde viveste tempos felizes.

Beijosssss     da Arlete.

Querida Arlete,

Interessante, esta nova fase da minha vida - um retorno ao passado, com olhar poético e maduro. Voltei, para morar na mesma casa em que vivi meus sonhos de menina e adolescente... Rica emoção.

Beijosssssssssssssss

Lindo post Sílvia. Eu também tenho saudades da minha terra natal, Lorena.

Cidades interioranas e acolhedoras.

Desejo alegria, saúde, tranquilidade em seus dias na nova morada.

Querida Margarida,

Piquete fica a apenas 18km de Lorena. Às 14hs, estarei a caminho da tua linda cidade, que, em termos de desenvolvimento, é bem superior à minha Piquete. Tarde de compras, hoje... rsrsrs...

Beijossssssssssssssss

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