Os símbolos de uma religião carregam significados que representam parte do contexto de crenças seguidas


O que é religião?

Todos nós conhecemos a máxima de que “religião, futebol e política não se discute”. Porém, os três temas fazem parte de uma grande porção de nossas vidas individuais e coletivas. A religião é, em muitos sentidos, um dos aspectos de maior influência na vida de um indivíduo e, em se tratando do poder de ação de seus fiéis, na vida coletiva. Embora os três assuntos sejam de grande interesse para todos nós, neste texto, dedicar-nos-emos a definir o que é a religião.

Como definir religião?

De tantas formas, as delimitações de nossa convivência em sociedade são definidas a partir de nossa convivência familiar e, posteriormente, com nossa comunidade mais próxima. Dessa forma, certos traços de nossa comunidade são interiorizados em nossa consciência, de forma que nos tornamos capacitados para agir em nosso meio. Isso quer dizer que aprendemos a entender a nossa realidade e dar sentido às nossas ações, de forma que o outro com o qual nos comunicamos nos entenda. Uma das formas que utilizamos para isso são os símbolos, que podem ser definidos por nossas crenças ou já possuírem um sentido construído de forma mais ampla em nossa sociedade.

Mas como isso afeta nossa busca pela definição de religião? Para definirmos o que é uma religião, precisamos antes entender que não podemos partir de noções individuais, predefinidas e tendenciosas sobre a forma como se constrói a crença de um grupo. Assim sendo, não podemos tomar as características do cristianismo, por exemplo, como ponto de comparação sobre o que é ou o que não é uma religião.

O que não é a religião?

Precisamos antes entender que uma religião não está necessariamente ligada a uma crença monoteísta, isto é, a crença na existência de uma única divindade suprema. Além disso, uma religião não está necessariamente interligada a preceitos morais. A ideia de que os deuses estão interessados em definir o modo de comportamento socialmente aceito não existe em várias religiões.

Não devemos também apontar que uma religião está sempre fundamentada sobre um mito de criação do mundo. Embora várias preocuparam-se em construir essa justificativa, não são todas as que estão interessadas nesse aspecto.

Por fim, não podemos definir uma religião apontando a busca pelo sobrenatural (deuses, espíritos, fantasmas, demônios etc.) como uma das características-chave. Existem religiões que se pautam na busca pela harmonia com o mundo e com a convivência imediata e que não estão interessadas em entender o que está além dos nossos sentidos.

Todos esses pontos são levantados por Anthony Guiddens*, sociólogo britânico, em sua breve definição do que não deve ser entendido como característica-chave na definição do que é religião. Entretanto, sua explicação também se ocupa em reunir as formas de definição mais amplamente aceitas.

O que é a religião?

As religiões carregam certos pontos em comum. A primeira delas é que, até onde se sabe, todas as religiões possuem um conjunto de símbolos que remetem ou são alvos de reverência e/ou respeito. Esses símbolos estão ligados a rituais ou cerimônias, dos quais a comunidade de fiéis participa ativamente. Isso quer dizer que, em toda religião, existem objetos ou ideias simbólicas que representam algo a ser reverenciado e admirado. No Budismo, por exemplo, a imagem de Buda, ainda que este não seja visto como uma divindade, é alvo de reverências e admiração.

Quanto aos rituais, eles podem ser diversos e variados, cada um possuindo um significado específico. As rezas, as canções, a abstinência de algum tipo de comida ou o jejum, por exemplo, são rituais que carregam significado atrelado à crença religiosa do grupo. Esses rituais fazem parte da identidade religiosa e da construção da religiosidade dos fieis.

Para a Sociologia, o caráter social desses rituais é um dos aspectos de maior interesse. As comunidades que se formam em volta das religiões variam em uma série de aspectos. Nas comunidades mais tradicionais, a religião torna-se base para um grande número de manifestações sociais. A arte, a música, a literatura, entre outros, são delimitadas pela tradição religiosa nas comunidades mais intimamente conectadas a ela. A partir disso, tiramos uma perspectiva do tamanho da influência que as religiões possuem na vida de seus fieis. Por isso, há um cuidado que devemos ter ao trabalharmos com definições de religião, haja vista que não podemos ser tendenciosos se o nosso objetivo é realmente entender esse ou qualquer outro aspecto de nossa

sociedade tão diversa.

*Referência: Giddens, Anthony – Sociologia – tradução, Sandra Regina –

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Respostas a este tópico

Querida Marcia Portella,

Excelente, o texto que expões à reflexão do leitor!

Agradeço-te, o momento de compreensão.

Beijossssssssss

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