Vi-me de repente num beco sem saída,

como se o meu corpo

flutuasse por cima de mim.

Eu via-te mas não estava ali

Eu ouvia-te nas paredes enegredicas

onde me amparei aterrada de medo

E a tua voz surgiu no esvoaçar de um morcego


Senti tanto medo

O mais terrivel degredo

A entrar-me pelas meninas dos olhos

que cegos de luz se encandearam.

O que seria aquilo?

Não consegui compreender minimamente a razão

de me encontrar ali....

Rodopiei sobre mim mesma,

e desatei e correr como uma alucinada

a fugir de uma sombra gigantesca

que parecia perseguir-me

e asfixiar-me impiedosamente-

Estarei doente?

É deprimente...!

Algures... no céu vi sinos a tocar

numa espécie de igreja

transparente

onde as telhas pareciam ser os meus olhos

cravados de terror...

Quem poderia dar-me a mão naquele momento?

O vento sem tempo?

Onde teriam cambaleado as minhas pernas de gazela

endoidecida?

Senti-me perdida, exausta, mas não vencida

Já que desobedeço sempre aos meus contratempos!

.

(Vóny Ferreira)

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Respostas a este tópico

Ao poder da imaginação, fugi junto contigo. Mistérios do medo... Excelente conto poético! Beijosssssssssssss

rs escrevi aqui nesta santuário de paz, isto Silvia.

Nem sei bem o que é... deixei apenas que a imaginação

fluísse já que não sei escrever de outra maneira.

Naturalmente que não tem nada de especial. Foi apenas um modesto(íssimo)

contributo. Obrigada querida amiga. Bjs

VF

Gazela Ferida mas não abatida. Apesar do medo, tuas forças não se intimidaram e o teu ser reagiu.

Adorável leitura Vóny. Apesar dos temores refletidos realça grande sensatez.

Parabéns.

Bjssss

Releio...

Beijossssssssss

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