Será que eu vou retornar?
Do que vejo, do que parece me levar?
Caminho desnorteada por uma estrada
em busca de socorro
Estão me seguindo e eu entro em becos,
eu subo em morros!
No soprar do vento eu ouço uma estranha canção
O desconhecido provoca pensamentos absurdos
na minha imaginação
Nada a frente pode se ver, será o fim do mundo?
O medo caminha pelo meu corpo,
não se afasta de mim nem por um segundo
O céu está tenebroso e eu não sei para onde ir
A minha boca quer gritar, o que ninguém pode ouvir
Um pingo de suor escorre no meu rosto
Eu posso sentir percorrendo pelos meus lábios,
o sabor do meu esforço, é de sal, eu sei o gosto!
Vultos e pessoas desconhecidas aparecem do nada
Sem rumo, eu fujo para encontrá-los de novo
em outra encruzilhada
Este lugar se parece com um labirinto,
não consigo encontrar uma solução
Ajoelho-me numa entrega,
não há mais nada a fazer, estou sem ação!
De repente aos poucos os meus olhos
vão se abrindo...
As minhas roupas de suor estão molhadas,
os meus lábios sorrindo...
As mãos frias! Nos olhos o medo!
o corpo ainda tomado pelo arrepio, pelo gelo!
Porém sorrio de mim mesma ...
Eu acordei de um pesadelo!
Janete Sales

 

Chopin - Funeral March - Orchestrated Version

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Respostas a este tópico

Poema emocionante, querida autora! Descrição eloquente de uma crise de pânico, sob a forma de um grande pesadelo. Parabéns! Grata, por atenderes minha solicitação de, também, neste grupo, publicares tão emotivo poema! Beijosssssssss

Querida Sílvia foi um prazer postar este poema neste grupo!

Eu ainda tenho algumas dificuldades a respeito de participações em grupos,

porém aos poucos eu vou me acostumando!

Amiga eu fico feliz que você apreciou o meu poema!

Beijos

Releio, porque...

Beijossssssssssss

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