“...o ator vive, chora, ri, em cena, mas enquanto chora e ri ele observa suas próprias lágrimas e alegria. Essa dupla existência, esse equilíbrio entre a vida e a atuação, é que faz a arte” (STANISLAVSKI, em A Construção da personagem)


Textos rabiscados
pelo chão espalhados
corrigidos
assinalados 
em cenas intercaladas
por risos e sustos...



improvisos aqui e ali
gestos soltos, naturais
marcações entre um ato e outro
repetição, repetição, repetição...
Não está bom?
Nãoooooo!!
vem à desconstrução
como um culto



e a mensagem, alguém prestou atenção?
desvelamento, expressão, linguagem.
um gesto sútil – paaaaara tudo já !
– isso ficou bom!



“Corpo poético” – vislumbra-se um vulto
orgânico, visceral
repetição, repetição, repetição...



De súbito 
nasce da solidão do caos - a personagem!
emocionado
por tornar-se uno
com quem lhe dá tanta vazão
único, imortal
filho parido do coração!


Maria Lucia (Centelha Luminosa)



Exibições: 28

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