TRIVIOLETRA (TC) VENTO

V apor dos éteres // SOPRO DO ESPIRITO // arrepio das águas (1)

E lo que se esvai // balouçando vai... // unção do amor sem destino... (2)

o teu regaço // o mundo abraço // Descanso e passo...(3)

T emperado // ecoa moinho // – eter_no laço misterioso (5)

O vento leste // seca e atormenta // miséria anuncia! (4)


Chantal Fournet - 1

Sílvia Mota - 2

Fernando José C. Real Azevedo - 3

João Furtado - 4

Cláudia Gama - 5

TRIVIOLETRA (TS) VENTO

V apor dos éteres // SOPRO DO ESPIRITO // arrepio das águas (1)

E lo que se esvai // balouçando vai... // unção do amor sem destino... (2)

o teu regaço // o mundo abraço // Descanso e passo...(3)

O vento leste // seca e atormenta // miséria anuncia! (4)

T emperado // ecoa moinho // – eter_no laço misterioso (5)

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Respostas a este tópico

Amiga poetisa... Temos más recordações do "VENTO LESTE" era o sinal da penúria e fome. Se nasci em S.Tomé e Príncipe devo ao este fenomeno que obrigou os meus pais a "exilarem".

Existe um poema dum grande poeta OVIDIO MARTINS que diz tudo:

"Flagelados do Vento-Leste

 

 Para Manuel Lopes, poeta / e romancista patrício

 

Nós somos os flagelados do vento-leste!

 

A nosso favor

não houve campanhas de solidariedade,

não se abriram os lares para nos abrigar

e não houve braços estendidos fraternalmente

para nós!

 

Somos os flagelados do vento-leste!

 

O mar transmitiu-nos a sua perseverança,

Aprendemos com o vento a bailar na desgraça,

As cabras ensinaram-nos a comer pedra

para não perecermos.

 

Somos os flagelados do vento-leste!

 

Morremos e ressuscitamos todos os anos

para desespero dos que nos impedem

a caminhada

Teimosamente caminhamos de pé,

num desafio aos deuses e aos homens,

E as estiagens já não nos metem medo,

porque descobrimos a origem das coisas

(quando pudermos!...)

 

Somos os flagelados do vento-leste!

 

Os homens esqueceram-se de nos chamar irmãos

E as vozes solidárias que temos sempre

escutado

são apenas

as vozes do mar

que nos salgou o sangue,

as vozes do vento

que nos entranhou o ritmo do equilíbrio

e as vozes das nossas montanhas

estranha e silenciosamente musicais

 

Somos os flagelados do vento-leste!"



Ovídio Martins (1928-1999), Tutchinha (1962).

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