YUL BRYNNER, LIDERANÇAS  E A ETNIA RROMA 

Ator milionário e famoso, Yul Brynner importava-se  com o destino de seus irmãos ciganos.


Teve um grande sonho: constituir uma nação Rroma para dar lar e abrigo a todo seu povo.

Junto às lideranças ciganas capitaneou uma campanha dentro da ONU, para o reconhecimento

oficial da etnia Rroma como um povo com cultura, tradições, folclores, idiomas e dialetos.

No dia 08 de abril de 1971 em Londres, sob a sua presidência, foi constituída a primeira reunião

formal da Union Romani Internacional, tornando-se representante oficial de direito da etnia Rroma na

ONU.

Assim, estipulou-se como data oficial o dia 08 de abril como o Dia Internacional Rroma, houve a

oficialização da bandeira Rroma e estabeleceram-se as diretrizes e bases da Union Romani

Internacional.


Yul Brynner foi declarado como presidente  de honra vitalício  da Union Romani Internacional,

cargo que exerceu plenamente, e diariamente até a sua morte em 1985.

No Primeiro Congresso Rroma - Romipen em 1971 foi concretizado graças ao trabalho de Yul

Brynner, Mateo Maximoff, Juan de Dios Ramirez Heredia, Grattan Puxon, Vanko Roudy. 

Como tradutores responsáveis Donald Kenrick, e o grande gênio kalderash Mateo Maximoff, que

também traduziu o Novo Testamento para o romani kalderash (pois foi pastor evangélico).* 

É a maior etnia vivente sem país geográfico do Planeta Terra. Vivendo em todos os continentes,

pertencentes a um dos troncos chaves (Calon, Sinti, Ron, etc) ou seus sub grupos. Idiomas (Calon,

Romani ,Sinti) com mais de 100 dialetos falados.

Viver e deixar viver. A vida é sagrada! Deve ser respeitada e promovida, jamais destruída!

OPRE RROMA!

*Fonte desta informação: Concedida pelo médico Rroma Arnaldo Reisdec.

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Respostas a este tópico

Obrigada amiga e  sempre terei boas lembranças deste  belo ator que continua  no meu mundo encantado.

Bjus e meu carinho.

Sr Críspulo Cortés Cortés!

Gratidão pela visita, pela leitura e pelo generoso incentivo!

Me é difícil encontrar o tom certo e profundo do agradecimento que quero lhe fazer. Sim... Me é especialmente prazeroso, importante e salutar, ter o privilégio de poder desfrutar de seus artigos, contos e poemas aqui nesta nossa Casa. Para não me alongar, envio um grande beijo a essa especial, humana e talentosíssima amiga... Aceite-o, pois é de coração. Paolo.

Oh, Paolo! O que dizer?

Esta Casa da Poesia, tão cheia de amor, transbordando amizade entre seus poetas e escritores será a maior homenagem que poderemos ofertar à Sílvia Mota e ao público que nos lê em busca de algo maior a contribuir à sua vida em seu significado.

Será sempre uma honra receber um afago como este seu, pois Vc sabe o quanto admiro as suas postagens e o seu inigualável estilo crítico de falar dos fatos da vida.

Recebo sim, muito feliz! De coração, retribuo e divido com Vc, querido poetamigo, os mesmos atributos.

Enxergamos no outro aquilo que temos dentro de nós mesmos!

Gratidão!

Confesso que em meio a armas químicas na Síria, bombardeios-resposta e ameaças neonazistas aos judeus suecos, além de tanto desrespeito revelando a loucura mundial, precisei buscar e reafirmar os meus valores humanísticos e a minha confiança no trabalho de beija-flor pelo bem de todos, num olhar de cidadania e de promoção à Saúde Ambiental.

O ambiente é tudo isto (aspectos biológicos e culturais)!

Respeitar o ambiente é respeitar e preservar toda diversidade, que levou uma imensidão de anos para tornar-se o que é!

Não precisei e nem preciso ser nada (nem rotulada, nem limitada) para vivenciar a ética do respeito e do cuidado cotidianamente.

Para ser fraternal, muito além de crenças, solidaria e espiritualmente (na compreensão do meu ser).

Lá no fundo, nenhum de nós precisa...Está inscrito, no coração e na consciência.

Um beijinho cheinho de paz!

Querida Marcia Cristina,

Para que o comentário não fique muito extenso, será dividido em duas partes:

1- Sobre os Congressos Romani.

2- Sobre a natureza cigana do ator Yul Brynner (também exibido na publicação da nossa querida Janete Sales: "Yul Brynner canta Gipsy".

PRIMEIRA PARTE DO COMENTÁRIO

A informação que aqui publicaste, consta no Facebook:

https://www.facebook.com/Rromadobrazilcomunidade.com.br/posts/88021....

 

Entretanto, consultei algumas obras relevantes sobre o povo cigano e eis o que encontrei (tradução livre):

 

FIRST WORD ROMANI CONGRESS: realizou-se em Orpington, perto de Londres, Inglaterra, Reino Unido, entre 8 e 12 de abril de 1971. Presidente reconfirmado: Vanko Rouda.[1] Pelo que se lê em outras fontes, Yul Brynner compareceu ao evento, na qualidade de espectador apenas.[2]

 

Segundo Donald Henrick: “Originalmente, seria uma reunião preparatória para planejar o primeiro congresso. No entanto, devido ao número de delegados presentes e ao número de países representados, decidiu-se fazer dessa reunião o primeiro congresso propriamente dito. Grattan Puxon foi eleito secretário e Slobodan Berberski, de Belgrado, presidente.”[3] (tradução livre)

 

O referido congresso foi financiado, em parte, pelo Conselho Mundial de Igrejas e pelo Governo da Índia. Participaram 23 representantes de nove países (Checoslováquia, Finlândia, Noruega, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Hungria, Irlanda, Espanha e Jugoslávia) e observadores da Bélgica, do Canadá, da Índia e dos Estados Unidos.[4] Cinco subcomissões foram criadas para examinar questões sociais, educação, crimes de guerra, linguagem e cultura.[5] No congresso, a bandeira verde e azul da conferência de 1933 da Associação Geral dos Ciganos da Romênia, embelezada com o chakra vermelho de dezesseis raios, foi reafirmada como o emblema nacional do povo cigano e a canção "Gelem, Gelem" foi adotada como o hino de Roma. O uso da palavra "Roma" (em vez de variantes de "cigano") também foi aceito pela maioria dos participantes.[6] Em consequência, o comitê internacional do Gypsy (fundado em 1965) foi rebatizado para Komiteto Lumniako Romano (comitê rom internacional).

 

SECOND WORD ROMANI CONGRESS: realizou-se em Switzerland, Geneva, entre 8 e 11 de abril de 1978.[7]

Nesse congresso participaram, entre outros: Yul Brynner, Ronald Lee, John Tene e Ian Hancock, um dos escritores da obra à qual me refiro neste comentário. Jan Cibula foi eleito presidente substituindo Berberski e Shaip Jusuf foi eleito vice-presidente. Yul Brynner foi escolhido como presidente honorário e participou da conferência de imprensa final. Durante o congresso, a International Romani Union foi oficialmente estabelecida.[8]

 

Seus presidentes incluem Stanislav Stankiewicz, Emil Ščuka, e antes dele, Rajko Đurić, que ocupou esse cargo por muitos anos. A organização espanhola Union Romani é afiliada à International Romani Union.[9]

Outros congressos concretizaram-se, mas não dizem respeito ao conteúdo temático aqui apresentado.
Beijosssssssssssss


[1] CROWE, David; KOLSTI, John. Com Introdução de: HANCOCK, Ian. The Gypsies of Eastern Europe. London and New York: Routledge, 2015, p. 145. Também: HANCOCK, Ian F. We are the romani people: Ame Sam e Rromane Dz̆ene. Great Britain: Centre de recherches tsiganes: University of Hertfordshire Press, 2002, p. 120-121.

[2] YUL BRYNNER: romani hollywood icon. Romedia Foundation, Budapest. Disponível em: https://romediafoundation.wordpress.com/2013/05/21/yul-brynner-roma.... Acesso em: 11 abr. 2017.

[3] HENRICK, Donald. The A to Z of the gypsies (romanies). Lanham, Maryland: Scarecrow Press, 2010, p. 293.

[4] CROWE, David; KOLSTI, John. Com Introdução de: HANCOCK, Ian. The Gypsies of Eastern Europe. London and New York: Routledge, 2015, p. 145. Também: KENRICK, Donald. The World Romani Congress: april 1971. Journal of the Gypsy Lore Society, 50, parts 3-4, p. 101-108.

[5] CROWE, David; KOLSTI, John. Com Introdução de: HANCOCK, Ian. The Gypsies of Eastern Europe. London and New York: Routledge, 2015, p. 145.

[6] CROWE, David; KOLSTI, John. Com Introdução de: HANCOCK, Ian. The Gypsies of Eastern Europe. London and New York: Routledge, 2015, p. 145.

[7] CROWE, David; KOLSTI, John. Com Introdução de: HANCOCK, Ian. The Gypsies of Eastern Europe. London and New York: Routledge, 2015, p. 146. Também: HANCOCK, Ian F. We are the romani people: Ame Sam E Rromane Dz̆ene. Great Britain: Centre de recherches tsiganes: University of Hertfordshire Press, 2002, p. 171. Ainda: BARANY, Zoltan. The east european gypsies: regime change, marginality, and ethnopolitics. Cambridge: Cambridge University Press, 2002, p. 259, nota 89.

[8] HENRICK, Donald. The A to Z of the gypsies (romanies). Lanham, Maryland: Scarecrow Press, 2010, p. 293.

[9] INTERNATIONAL ROMANI UNION. WIKIPEDIA: the free encyclopedia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/International_Romani_Union. Acesso em: 10 abr. 2017.

Não usei as expressões idem e ibidem nas notas acima, para não confundir o leitor que não tem intimidade com pesquisas acadêmicas.

Abaixo, as fontes de pesquisa consultadas para elaborar os comentários aqui impressos. Ressalto, que os livros assinalados foram escritos por pesquisadores renomados e que muitos atuam no âmbito de universidades de alto jaez no mundo cultural. Quanto aos sites, procurei aqueles de organizações internacionais. Somente três referências à Enciclopédia Livre Wikipédia. Aos interessados nos temas romani, aconselho a leitura, para que fundamentem seus trabalhos na área.

 

ACTON, Thomas Alan. Gypsy politics and social change: the development of ethnic ideology and pressure politics among British gypsies from Victorian reformism to Romany nationalism. Routledge and K. Paul, 1974. 310 p.

 

BARANY, Zoltan. The east european gypsies: regime change, marginality, and ethnopolitics. Cambridge: Cambridge University Press, 2002. 408 p.

 

BRYNNER, Rock. Empire and odyssey: the Brynners in far east Russia and beyond. Steerforth, 2006. 348 p. ISBN-10: 1586421026. ISBN-13: 978-1586421021. (A obra é comercializada em: https://www.amazon.com/Empire-Odyssey-Brynners-Russia-Beyond/dp/158...)

 

CROWE, David; KOLSTI, John. Com Introdução de: HANCOCK, Ian. The Gypsies of Eastern Europe. London and New York: Routledge, 2015. 200 p.

 

HANCOCK, Ian F. We are the romani people: Ame Sam E Rromane Dz̆ene. Great Britain: Centre de recherches tsiganes: University of Hertfordshire Press, 2002. 180 p. (Collection Interface).

 

HENRICK, Donald. The A to Z of the gypsies (romanies). Lanham, Maryland: Scarecrow Press, 2010. 396 p.

 

INTERNATIONAL ROMANI UNION. WIKIPEDIA: the free encyclopedia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/International_Romani_Union. Acesso em: 10 abr. 2017.

 

MAHAN, Virginia J. Metacognitive multicultural education. In: SHAUGHNESSY, Michael F.; VEENMAN, Marcel; KENNEDY, Cynthia Kleyn. (Ed.). Meta-cognition: a recent review of research, theory, and perspectives. New York: Nova Publishers, 2008. Chapter 10, p. 175-184.

 

TALK: List of Roma people. Wikipedia: the free enciclopedia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Talk3AList_of_Roma_people. Acesso em: 10 abr. 2017.

 

YUL BRYNNER. Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/yul_brynner. Acesso em: 10 abr. 2017.

 

YUL BRYNNER: romani hollywood icon. Romedia Foundation, Budapest. Disponível em: https://romediafoundation.wordpress.com/2013/05/21/yul-brynner-roma.... Acesso em: 11 abr. 2017.

SEGUNDA PARTE DO COMENTÁRIO

É de conhecimento geral, que sou muito cuidadosa na publicação de dados biográficos e históricos, porque formamos opiniões através das nossas publicações. Sendo assim, considero por bem expor, de forma fundamentada, a polêmica que envolve o nascimento de Yul Brynner. Seguem, alguns poucos dados que amealhei em rápida, porém cuidadosa, pesquisa.

 

SOBRE O NASCIMENTO DE YUL BRYNNER

 

O fato de que apreciasse o povo cigano e, consequentemente, as canções ciganas, não nos confere - a certeza - da sua origem cigana. Pelo que se sabe, era de ascendência suíço-alemã e russa. A Enciclopédia Livre Wikipédia indica que nasceu em Vladivostok, República do Extremo Oriente (atualmente, Primorsky Krai - Rússia).[1] No início da carreira, fantasiava histórias sobre os próprios antecedentes, sob a alegação de que nascera "Taidje Khan", de parentesco mongol, na ilha russa de Sakhalin; declarava, também, trazer nas veias sangue japonês e cigano. Donald Kenrick assinala o nascimento do ator em território japonês: “Nascido na ilha de Sakhalin, Japão”.[2] Mas, não existe fonte de pesquisa a respeito.

 

A biografia da família de Yul Brynner, “Empire and odyssey: The Brynners in far east Russia and beyond”, escrita em 2006, por seu filho Rock Brynner, esclareceu algumas das questões expostas. A obra é comercializada em: https://www.amazon.com/Empire-Odyssey-Brynners-Russia-Beyond/dp/158...

 

Não encontrei em nenhum local, a não ser no Facebook (que não considero, de forma alguma, um referencial fidedigno), dados a respeito dessa relevante atuação de Yul Brynner a favor do povo cigano, assinalada na tua publicação. As obras que pesquisei, apenas informam a posição que assumiu em 1977, no International Romani Union, sem referência a nenhuma luta imbatível travada a favor do povo cigano. Pela admiração que alimento pelo ator, gostaria de conhecer essa atuação, a partir de outras fontes identificáveis, se possível. Agradeço-te antecipadamente.

 

SOBRE A ASCENDÊNCIA DE YUL BRYNNER

 

Seguem os dados que encontrei em diversas fontes de pesquisa.

 

Pai: Boris Yuliyevich Briner - engenheiro de mineração e inventor, de ascendência suíço-alemã e russa.

Avô paterno: Jules Ivanovich Bryner (1849-1920) - cidadão suíço que se moveu em Vladivostok e fundou a Dalnegorsk e Joint Stock Mining Company Tetukhe.

Avó paterna: Natalya Yosifovna Kurkutova - nativa de Irkutsk e Eurasian da linhagem de Buryat. Os buryats são o maior grupo indígena da Sibéria, concentrado principalmente na sua pátria, a República Buryat, um sujeito federal da Rússia. Eles são o maior subgrupo do norte dos mongóis. Falam uma língua mongólica central chamada buryat.

Mãe: Marousia Dimitrievna (Blagovidova), nasceu da intelectualidade russa e estudou para ser atriz e cantora.

 

Em nota de rodapé de obra publicada sobre os ciganos, lê-se referência à possível natureza cigana da mãe de Yul Brynner: “[...] whose mother was a Romanian Gypsy”.[3] Apenas isso, nada mais.

 

No site Romedia Foundation encontramos referência direta à ascendência romani do ator: “As raízes Romani de Brynner emanaram do lado da família de sua mãe Marousia Blagovidova, que tinha pai judeu e mãe romani.”[4] (tradução livre)

 

Ao pesquisador cabe objetividade. Ainda que se confirme a afirmação de que a avó materna de Yul Brynner fosse romani, não se justifica considerá-lo, em si, romani. Fosse assim, seria eu italiana, em decorrência da nacionalidade do meu avô paterno. Se bem, que a lei me permite obter a dupla nacionalidade...

 

Thomas Alan Acton refere-se ao autor desta forma: “[...] meio-romani, meio-mongol [...].”[5]

 

Sob essa visão, a Enciclopédia Livre Wikipédia afirma: “Yul Brynner era de ascendência mista russa e mongol, tocava música em algumas casas noturnas russas de Roma, mas ele não era deles - alguém obviamente está apenas pegando referências a Romani na vida das pessoas ou mesmo em muitos casos filmes em que eles apareceram [...].”[6] (grifos meus)

 

Em uma das suas obras, Ian Hancock é mais contundente: “É comum para nós falarmos sobre se este ou aquele indivíduo bem conhecido é de ascendência Romani. Muitos nomes surgem repetidamente, entre eles John Bunyan, Yul Brynner, Madre Teresa, Pablo Picasso, Sir Richard Burton, Elvis Presley, Ava Gardner e Clark Gable, mas não há provas concretas para essas afirmações. [...] Mais preocupante é o fato de que há um número de personalidades que sabem que são de ascendência romani, mas que mantêm esse fato em segredo. Essas pessoas poderiam usar sua proeminência para ajudar a falar pela causa Romani, mas tal é seu medo de preconceito que escolhem manter-se quietos. [...] talvez um dia todos os indivíduos de ascendência romani declarem esse fato abertamente e com orgulho.”[7] Além dos exemplos citados, Hancock apresenta breves biografias de quase cem outras pessoas, como Carmen Amaya, James Buchanan Brady (Jim Diamante), Michael Caine, Freddie Prinze e Jean-Baptiste Reinhardt (Django).[8] (grifos meus)

 

Virginia J. Mahan traceja, no mesmo diapasão: “Na verdade, eu revelo que o filantropo ‘Diamond Jim’ Brady e ex-presidente dos EUA William Jefferson Clinton, bem como os atores Michael Caine, Charlie Chaplin, Rita Hayworth, Bob Hoslins e Freddie Prinze foram todos de ascendência romani. Além disso, embora não comprovado, acredita-se que outras pessoas famosas como Pablo Picasso, Madre Teresa e Yul Brynner tenham a herança Romani.”[9] (grifos meus)

 

Como se vê, nada é certo a respeito da natureza romani de Yul Brynner.

 

AFINIDADE COM O POVO CIGANO

YUL BRYNNER E A INTERNACIONAL ROMANI UNION

 

Inegável, que Yul Brynner sentia uma forte ligação pessoal com o povo romani. Ainda adolescente, atuou em boates com ciganos russos, tornando-se um acrobata trapezista no circo. Quando na Europa, cantou músicas ciganas em nightclubs parisienses, com Aliosha Dimitrievitch. Em 1967, lançaram o álbum gravado: The Gypsy and I: Yul Brynner Sings Gypsy Songs. Segundo informações recolhidas na Internet, o ator foi aceito pelo povo cigano e, em 1977, foi nomeado presidente honorário do International Romani Union, um escritório que manteve até a sua morte.[10]

 

Beijossssssssssssss



[1] YUL BRYNNER. Wikipédia: a enciclopedia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/yul_brynner. Acesso em: 10 abr. 2017.

[2] HENRICK, Donald. The A to Z of the gypsies (romanies). Lanham, Maryland: Scarecrow Press, 2010, p. 29.

[3] BARANY, Zoltan. The east european gypsies: regime change, marginality, and ethnopolitics. Cambridge: Cambridge University Press, 2002, p. 259, nota 89.

[4] YUL BRYNNER: romani hollywood icon. Romedia Foundation, Budapest. Disponível em: https://romediafoundation.wordpress.com/2013/05/21/yul-brynner-roma.... Acesso em: 11 abr. 2017.

[5] ACTON, Thomas Alan. Gypsy politics and social change: the development of ethnic ideology and pressure politics among British gypsies from Victorian reformism to Romany nationalism. Routledge and K. Paul, 1974, p. 172.

[6] TALK: List of Roma people. Wikipédia: the free enciclopedia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Talk3AList_of_Roma_people. Acesso em: 10 abr. 2017.

[7] HANCOCK, Ian F. We are the romani people: Ame Sam E Rromane Dz̆ene. Great Britain: Centre de recherches tsiganes: University of Hertfordshire Press, 2002, p. 127.

[8] HANCOCK, Ian F. We are the romani people: Ame Sam E Rromane Dz̆ene. Great Britain: Centre de recherches tsiganes: University of Hertfordshire Press, 2002, p. 127 et seq.

[9] MAHAN, Virginia J. Metacognitive multicultural education. In: SHAUGHNESSY, Michael F.; VEENMAN, Marcel; KENNEDY, Cynthia Kleyn. Meta-cognition: a recent review of research, theory, and perspectives. New York: Nova Publishers, 2008, p. 176.

[10] YUL BRYNNER: romani hollywood icon. Romedia Foundation, Budapest. Disponível em: https://romediafoundation.wordpress.com/2013/05/21/yul-brynner-roma.... Acesso em: 11 abr. 2017.

Bom dia, querida Sílvia Mota!

Trouxe uma rica contribuição a esta postagem! 

Aprendi, apreendi e compreendi.

Uniu as memórias afetivas trazidas neste texto à registros. Muito bom!

Apreciei as referências bibliográficas, com sua origem e fonte.

Gratidão!

Beijosss.

Querida Marcia,

Como sempre afirmo - memórias afetivas são relevantes, mas nem sempre eficazes para reconstruir momentos históricos. Portanto, o intuito da minha pesquisa não foi interferir, pura e simplesmente, no texto aqui apresentado, mas esclarecer os equívocos anunciados sobre as atividades de Yul Brynner: "No dia 08 de abril de 1971 em Londres, sob a sua presidência, foi constituída a primeira reunião formal da Union Romani Internacional, tornando-se representante oficial de direito da etnia Rroma na ONU." Na realidade, somente no SEGUNDO congresso, realizado em Switzerland, Geneva, entre 8 e 11 de abril de 1978, Yul Brynner foi escolhido como presidente honorário e participou da conferência de imprensa final. Durante o congresso, a International Romani Union foi oficialmente estabelecida.

Infelizmente, a informação que te passou o Sr. Rroma Arnaldo Reisdec (e que também consta no Facebook), é equivocada. Além disso, pretendi salientar que nada nos oferece a CERTEZA da identidade cigana de Yul Brynner. Para outros detalhes, nesse sentido, seria necessário ler a biografia da família, escrita pelo seu filho.

Beijossssssssssssss

Magnífica partilha, querida Márcia.

Grata, pelo momento.

Bjsss.

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