José Aurélio Medeiros da Luz
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Página de José Aurélio Medeiros da Luz

Últimas atividades

Posts no blog por José Aurélio Medeiros da Luz

Sístole

Sístole J. A. Medeiros da Luz  Observando agora, para além das janelasQue iluminam o meu gabinete,Tão longe das ágoras da vida afora,Plantado universitariamente neste campus,Antessinto a retomada dos ciclos do planeta: Esta dança da brisa de final de invernoBeija em pendular calmo os cachos fulvosDo capim ressequido, em primeiro plano,Contra a silhueta mais distanteDe altas paredes de rocha, hoje nuasPela violência de labaredas da queimadaQue por lá ardeu, infrene, faz dez dias,A despeito do esforço de cinco aeroplanosE brigadas anti-incêndio, sobrepujadasPela magnitude dos eventos de natura. Súbito, ocorre aquela transumância mágicaDos pensamentos, corcéis inquietos,Atirando-me no vórtice da memória.E, através do capim seco da campina,Espraiada por meus chapadões agrestes,Bancando um mar fulvo e acastanhado,Navega minha infância policrômica,Que por lá ficou, em demanda de grilos e besouros,Imersa em algum seco agosto que não volta. Eis que, das touceiras de…Ver mais...
12 Set
José Aurélio Medeiros da Luz comentou a postagem no blog Sonhos são camuflagens da fantasia de Etelvina Gonçalves da Costa
"Cara Etelvina: não se preocupe; isso também acontece comigo e com quase todos nós, perdidos entre as malhas de uma gama de algoritmos sub-reptícios. Abraço."
12 Set
José Aurélio Medeiros da Luz comentou a postagem no blog Sonhos são camuflagens da fantasia de Etelvina Gonçalves da Costa
"Cara Etelvina: Belo poema. O que nos acalenta é que o destino pode vir a ser aquela pérola que um dia advirá das concreções que a adversidade nos planta na carne de moluscos, já desgastados, já…"
25 Ago
José Aurélio Medeiros da Luz curtiu a postagem no blog Sonhos são camuflagens da fantasia de Etelvina Gonçalves da Costa
25 Ago
Posts no blog por José Aurélio Medeiros da Luz

Cena de León

Cena de León J. A. Medeiros da Luz  Pela escotilha da memória eis que vejo,Estupefacto, Bem no topoDe coluna, em frígido Carrara,De frisos e arabescos caneladaPor mãos de artífices desde há muitosSéculos emigrados para outraFreguesia, de etéreos granitos,De malhos e cinzéis de vento; No pináculo de tal coluna eu dizia,Estadeando antes aquela proclamadaGrandeza dos césares eternos,Vejo uma cegonha a mirar o mundo. A minha desengonçada cegonhaCogita sobre a azáfama estranhaDesses bípedes marchantes– E desses touros coloridos sobre rodas –Desde o aconchego de seu ninho: Tufo de ervas secas entretecidas,Armadas sobre a planura de capitelQue já albergou, no passado,A tão decantada magnificênciaDesses Trajanos, Galbas e Vespasianos,Que hoje não são mais que pó.  Ouro Preto, agosto de 2017.Do livro: Martelo de cristal, a sair pela Jornada Lúcida Editora.Ver mais...
22 Ago
Nieves Merino Guerra curtiu a postagem no blog Guiando pela alameda de José Aurélio Medeiros da Luz
16 Ago
Posts no blog por José Aurélio Medeiros da Luz

Guiando pela alameda

Guiando pela alamedaJ. A. Medeiros da Luz E folhas despregadas do inverno – Com cara de outono, todavia – Colidem de maneira repentina Contra o para-brisa do automóvel, A rodar por estradas e trilheiros. Já quantas folhas amarelecidas, Em rodopios pelos ares frios, Desprendendo-se, sem estardalhaço, Dos ramos já nodosos desta sebe? E esse quê de poesia imprevista, Sobressaltando a branda passeada, Dá-nos a sensação, assaz estranha, De, por vezes, nas curvas da estrada, Conduzirmos melhor que certos deuses O volante e mesmo a vida, a vida! Mas note você só que milagroso Evento me sucede justo agora, Parco minuto após a minha fala: Doze flores de ipê, campanuladas, De cor tirante a malva, já rosadas, Deslizam sobre o mesmo para-brisa, À moda de afago complacente Desses deuses há pouco ultrajados. E, portanto, de novo harmonizado Com todos os mil elos da existência, Rodando na alameda, ensombrecida Pela densa espessura vegetal, Invade-nos a alma um otimismo, Ignorado do pobre…Ver mais...
16 Ago
José Aurélio Medeiros da Luz curtiram a discussão O LOBO DE FATO BRANCO E A MENINA MINISSAIA de João Pereira Correia Furtado
23 Jun
José Aurélio Medeiros da Luz deixou um comentário para Nieves Merino Guerra
"Cara Nieves: Agradeço-lhe pela gentil visita ao sotãozinho do J. (olha aí um falso cognato: sótão "es lo mismo que ático"...) e incentivo. Abraço fraterno."
23 Jun
Nieves Merino Guerra curtiu a postagem no blog Poema algo abstruso: "Acerto de conta" de José Aurélio Medeiros da Luz
21 Jun
Nieves Merino Guerra curtiu a postagem no blog Xeque! de José Aurélio Medeiros da Luz
21 Jun
Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ comentou a postagem no blog Xeque! de José Aurélio Medeiros da Luz
"Perfeito!"
19 Jun
José Aurélio Medeiros da Luz comentou a postagem no blog Xeque! de José Aurélio Medeiros da Luz
"Cara Sílvia: Respeitante à responsabilidade frente a nossos atos, sempre me vêm à mente as felicíssimas palavras da escritora Genaura Tormin: "devemos estar alerta sempre, pois somos herdeiros dos nossos atos e…"
19 Jun
Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ comentou a postagem no blog Xeque! de José Aurélio Medeiros da Luz
" As vicissitudes que nos oferecem a Vida - boas ou más - são simplesmente efeitos/consequências da Lei Universal de Causa e Efeito. Portanto, seremos sempre os responsáveis, porque possuímos o dom de pensar e…"
19 Jun
José Aurélio Medeiros da Luz comentou a postagem no blog Xeque! de José Aurélio Medeiros da Luz
"Cara Sílvia: Obrigado pelo comento. É que, nessa troca de rasteiras, o golpe que nos levará à lona, acaba sendo sempre o da vida...Mas sejamos praticantes do fair play, e façamos desses desafios o treino diuturno…"
19 Jun
José Aurélio Medeiros da Luz comentou a postagem no blog Poema algo abstruso: "Acerto de conta" de José Aurélio Medeiros da Luz
"Oi, cara Sílvia: De fato, a inexorabilidade do gotejar dos instantes acaba por transformar em poeira volante todas as arrogâncias, incluídas aí aquelas dos impérios, que se pensam eternos. Daí o latim…"
19 Jun
Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ curtiu a postagem no blog Xeque! de José Aurélio Medeiros da Luz
19 Jun
Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ comentou a postagem no blog Xeque! de José Aurélio Medeiros da Luz
"Ao contrário dos teus primeiros versos, penso que somos nós quem "damos rasteiras" na Vida. Belo poema, para a reflexão do leitor. Beijossssssssssss"
19 Jun
Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ curtiu a postagem no blog Poema algo abstruso: "Acerto de conta" de José Aurélio Medeiros da Luz
19 Jun
Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ comentou a postagem no blog Poema algo abstruso: "Acerto de conta" de José Aurélio Medeiros da Luz
"Será arrogância dos impérios, ou simplesmente uma constatação irrefutável da força inexorável do tempo? Belo poema! Parabéns e felicidades! Beijossssssssssss"
19 Jun

Informações do Perfil

1 - Indicar teu nome verdadeiro, por completo, e o nome a ser usado no Portal PEAPAZ.
J. Aurélio Luz
2 - Local da tua residência: cidade, estado e país. Por motivos de segurança, não indicar endereços completos.
Ouro Preto
3 - Como chegaste ao Portal PEAPAZ?
Convidado
4 - Traça-nos tua trajetória no âmbito das artes/literatura/ciência.
Brasileiro, goiano, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (Minas Gerais), na área de engenharia de minas. Sócio quotista fundador da Jornada Lúcida Editora Ltda. Colaborou em duas antologias e publicou dois livros de poemas lusófonos e tem ainda na gaveta outros dois, programados a sair a lume, espaçadamente, até 2017. Uma centena de artigos e capítulos de livros na área de engenharia de minas (em vernáculo ou em inglês), a maioria em coautoria. É membro da Academia de Ciência de Ouro Preto e Região (ACIOP). Crê que o bom uso da cultura e da ciência pode transcender o "Homo sapiens" muito para além dos limites biológicos da ordem dos primatas.
5 - Concordas que utilizarás o Grupo Sensuais e Eróticos SE publicares imagens de nu explícito?
sim, mas não cogito publicar esse tipo de coisa
6 - Link para site/blog próprio.
https://ufop.academia.edu/Jos%C3%A9Aur%C3%A9lioMedeirosdaLuz/Poetry
7 - Insira aqui os links para teus perfis nas Redes Sociais.
jaurelio@demin.ufop.br
8 - Publica três poemas ou textos da tua autoria.
"Meu poema virtualmente antropofágico; dá licença?"

E havia aquela pedra no meio do caminho.
Assim, ante a enorme pedra no caminho,
O trajeto bifurcou-se, gerando outro caminho.
E, a seu tempo, a cada qual desses caminhos
Houve uma nova pedra atravancando o caminho.
Bifurcaram-se novamente os dois caminhos
Expandindo-se a área palmilhada do terreno
Em quatro novos caminhos, que seguiam
Em sua função de permitir
O avanço do viajor rumo ao destino.
E pedras novas postaram-se a meio dos caminhos
E novas bifurcações as superaram.
Então, entre pedras e bifurcações, alguns caminhos
Se fundiram novamente, insulando
Os antigos obstáculos
E, nesse procedimento recorrente,
Ao final se teve esta visão:
Em anastomose, facultando todos os itinerários,
Um arquipélago fractal
De pedras mil aprisionadas
Dentro de um mar de caminhos,
Resultando – por assim dizer –
Mil pedras jacentes ao lado dos caminhos.
(Minaçu, 1998; do livro "Tempos de Vindima", de 2014).

"Meu mundo e a lua"

Lua, minha amada companheira,
Tu que és para mim
Branca cadela que vagueia à noite,
Buscando, no espaço, ninho entre as estrelas,
Por que não vens te enrodilhar mansinho
Sobre o tapete, ao pé de nosso leito?
Faz frio aí fora e a aragem
Está de enregelar os ossos!
Deixa o apelo das canções da noite
Que o vento suscita na ramagem úmida:
Que minha vigília vele teu sono
E que durmas ao pé de nossa cama,
Até que os clarins luminosos da alvorada
Te desvaneçam as formas, que, de tua presença,
Fique só a impressão de que foi tudo um sonho.
Então, a minha mulher companheira
Há de acordar, a meu lado, e cheia de zelo,
Irá me perguntar se tive insônia...
(Belo Horizonte, 1987; do livro "Tempos de Vindima", de 2014).

"Pervagância"

Visando a não perder os passos pelos descaminhos
Desta pluma de tempo a se escoar
Da chaminé das horas,
Peregrinos em busca de nirvana,
Da sombra de oásis a nos dessedentar,
Vamos seguindo assim por esta região,
Tostada pela seca e na expectância
De dias mais úmidos.
E eis que, qual novo Leonardo,
Em pareidolia reconfortadora,
Nas gretas dessa argila de ressecamento,
Entre cem grifos, hidras e dragões,
Vislumbramos de você tão-que-perfeita
Face de mui serena ninfa, sim.
Delicada miragem, fantasia,
A se esfumar, espadanando-se na bruma,
Assim que miramos
Para além daquele tremeluzir
De éter bailante sobre o difuso
Ocre das dunas no amanhã,
Colossalmente imemoriais.
Concluímos, afinal, que as esfinges,
Se é que as há
(E dizê-lo dói-nos um bocadinho),
Habitam, ao fim e ao cabo,
As penumbras de nosso mundo interior;
Remirando-nos
Desde nossa silente sala dos desejos,
Abismais.
(Ouro Preto, 2016; do livro "Um óvni em meu jardim",de 2016).

Blog de José Aurélio Medeiros da Luz

Sístole

Postado em 12 setembro 2017 às 17:30 0 Comentários

Sístole

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Observando agora, para além das janelas

Que iluminam o meu gabinete,

Tão longe das ágoras da vida afora,

Plantado universitariamente neste campus,

Antessinto a retomada dos ciclos do planeta:

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Cena de León

Postado em 22 agosto 2017 às 14:59 0 Comentários

Cena de León

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Pela escotilha da memória eis que vejo,

Estupefacto, Bem no topo

De coluna, em frígido Carrara,

De frisos e arabescos canelada

Por mãos de artífices desde há muitos

Séculos emigrados para outra…

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Guiando pela alameda

Postado em 16 agosto 2017 às 18:30 0 Comentários

Guiando pela alameda

J. A. Medeiros da Luz



E folhas despregadas do inverno

– Com cara de outono, todavia –

Colidem de maneira repentina

Contra o para-brisa do automóvel,

A rodar por estradas e trilheiros.



Já quantas folhas amarelecidas,

Em rodopios pelos ares frios,

Desprendendo-se, sem estardalhaço,

Dos ramos já…

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Xeque!

Postado em 19 junho 2017 às 0:30 5 Comentários

Xeque!

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Que conspirata essa do destino:

Dizia eu que eram

Meus alicerces de vivências

Perenes mais que o bronze monumento.

 

Entanto, não levei em conta

As mil rasteiras traidoras

Dessa…

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Em 9:46pm on fevereiro 28, 2017, Etelvina Gonçalves da Costa deu para José Aurélio Medeiros da Luz um presente...
Presente
Meu caro aqui lhe deixo os meus votos de imensa felicidade paz saude e amor neste aniversário e que daqui a um ano o possa vir felicitar com muit alegri. Um abraço parabéns..
Às 4:28 em 26 janeiro 2017, Mônica do S Nunes Pamplona disse...

Grata poeta, pelos seu carinhoso voto de felicitação.
Abraço.

Às 3:15 em 10 janeiro 2017, Mônica do S Nunes Pamplona disse...

Bem-vindo, José Aurélio.
Honrada em fazer parte de seu rol de amizade.

Em 6:14pm on dezembro 13, 2016, Zélia Mendonça Chamusca deu para José Aurélio Medeiros da Luz um presente...
Presente
Olá, Amigo, José Aurélio Medeiros! Seja bem vindo!
Em 8:31pm on maio 30, 2016, Suzanaheemann deu para José Aurélio Medeiros da Luz um presente...
Presente
Ola'!
Em 6:44pm on abril 23, 2016, Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ deu para José Aurélio Medeiros da Luz um presente...
Presente
Poética admirável! Parabéns! Grata, por aceitares meu convite. Beijossssssssssss
Às 18:41 em 23 abril 2016, Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ disse...

Às 18:41 em 23 abril 2016, Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ disse...

 
 
 

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