Blog de José Aurélio Medeiros da Luz (26)

Minha cantiga brasilo-galaico-portuguesa

Minha cantiga brasilo-galaico-portuguesa

J. A. Medeiros da Luz

 

Mudam-se os ventos, se mudam

As nuvens, tôdolos tempos.

E na ermida da montanha

Houve eu vista de…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 1 março 2018 às 10:30 — 11 Comentários

Estilicídio

Estilicídio

J. A. Medeiros da Luz

 

Outrora, em pequenino, o lento gotejar

Da chuva dos beirais de todos os telhados

Levava sortilégios, mistérios da vida

Pra…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 28 fevereiro 2018 às 13:00 — 11 Comentários

Meu cubo esferoidal (recuerdo de lejana niñez)

Meu cubo esferoidal

 J. A. Medeiros da Luz

 

Eis que, meditabundo à varanda

De nossa morada cá nas Alterosas,

Rumino minha adultez de décadas,

No lembramento de queridos entes.

E, como os filamentos da memória se entrelaçam,

Vem à baila uma dúvida de antanho:

 

Em que praia esquecida abandonei

Minha amada bola quadrada,

— Multicolorido cubo

Estufado de…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 18 fevereiro 2018 às 17:00 — 6 Comentários

Condicionamento: um poemeto entre Skinner e Pavlov...

Condicionamento

J. A. Medeiros da Luz

 

Estapafúrdias teorias dos humanos

A explicar a conduta de mil deuses,

A vagarem por interstícios dimensionais

De cordões de milésimo de angstrom

Da tessitura do espaço-tempo,

Em busca aflitiva do que fazer e

Do que suscitar do nada para a luz.

 

E o primata bípede a todos cataloga!

Explica,…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 18 fevereiro 2018 às 14:30 — 7 Comentários

Aspiração

Aspiração

J. A. Medeiros da Luz 

Foi quando, bem exausto, o velho prospector

Pousou, na areia sobre frescos pedregulhos,

A sua avelhantada bateia – com que…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 10 fevereiro 2018 às 15:00 — 6 Comentários

Mergulho: um poema carcomido por cracas, ostras e nereidas.

Mergulho

J. A. Medeiros da Luz

Segredos há que pairam submersos

Lá dentro do pelúcido mar Egeu,

Com seu verde esmeraldino salpicado

De fagulhas momentâneas suscitadas

Da união do bafejar forte de Éolo,

Com setas de cristal do mesmíssimo sol

Que liquefez de Ícaro

(Aquele afoito, alado doidivanas)

A mais preciosa das aspirações:

Ganhar a liberdade…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 5 fevereiro 2018 às 18:05 — 9 Comentários

Desígnio

Desígnio

J. A. Medeiros da Luz

 

Pois, quando eu e minhas circunstâncias

Retomarmos as rédeas do destino,

Esse corcel manhoso toda a vida,

Murchador de orelhas,

Escoiceador de sonhos e desejos,

Poderemos à larga nos deliciar

Com a utilíssima arte (possível para poucos)

De ordenhar nuvens, tosquiar brisas,

Pastorear córregos e…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 31 janeiro 2018 às 19:05 — 5 Comentários

Meu poema metido a filosófico: "Nada mais Além" das colunas de Héracles...

Nec plus ultra

J. A. Medeiros da Luz

Assevera-nos o filósofo ser pura verdade

Que tudo flui, que tudo se escoa,

E que a nave de Teseu ainda é a mesma,

Após mil peças…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 25 janeiro 2018 às 17:42 — 11 Comentários

A fênix de biscuit

A fênix de biscuit...

 J. A. Medeiros da Luz

Vejam, caros amigos, nova aurora

Rebrota luminosa no horizonte,…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 20 janeiro 2018 às 19:00 — 6 Comentários

Meu poemeto hipertextual

 

Jornalismo de resultados

     J. A. Medeiros da Luz

Embora não venha ao caso,

Isto que acerca de você escrevo,

Ó timorato coração,

É verdade pura, mas

"Podemos tirar, se achar melhor"...

 

Ouro Preto, janeiro de 2018.

Do livro:  Martelo …
Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 13 janeiro 2018 às 19:30 — 4 Comentários

Alvorecer

Alvorecer

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Há sons de pôr-do-sol em nossos olhos,

Resquícios de arrebol e de penumbra

Naqueles revoos vesperais

De nossos sonhos, hoje anilhados,

Rastreados por satélites em órbita,

Diagnosticados por juntas de robôs.

 

Que é – diga-me ó reflexo que mira

Desde o virtual semiespaço do espelho! – 

Que é…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 16 dezembro 2017 às 21:00 — 6 Comentários

Ora – direis –, ouvir anuros!

Ora – direis –, ouvir anuros!

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Essa rã, que lá no pântano martela

Sua cantiga erótica infrene,

Parece-nos dizer que o tal Darwin

Ensinou-a, solerte, a vencer com garbo

A suma lei da vida, que é o seu término

E depois sempre um…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 4 novembro 2017 às 11:30 — 3 Comentários

Carreto feérico

Carreto feérico

J. A. Medeiros da Luz

 

Alessandra, querida,

Neste instante que aqui voeja,

Em sutis espiras tridimensionais,

Pelo bojo e arestas,

Da quietude de meu gabinete,

Eu a revê-la assim displicente nesta foto.

 …

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 29 outubro 2017 às 23:30 — Sem comentários

Sístole

Sístole

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Observando agora, para além das janelas

Que iluminam o meu gabinete,

Tão longe das ágoras da vida afora,

Plantado universitariamente neste campus,

Antessinto a retomada dos ciclos do planeta:

 …

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 12 setembro 2017 às 17:30 — Sem comentários

Cena de León

Cena de León

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Pela escotilha da memória eis que vejo,

Estupefacto, Bem no topo

De coluna, em frígido Carrara,

De frisos e arabescos canelada

Por mãos de artífices desde há muitos

Séculos emigrados para outra…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 22 agosto 2017 às 14:30 — Sem comentários

Guiando pela alameda

Guiando pela alameda

J. A. Medeiros da Luz



E folhas despregadas do inverno

– Com cara de outono, todavia –

Colidem de maneira repentina

Contra o para-brisa do automóvel,

A rodar por estradas e trilheiros.



Já quantas folhas amarelecidas,

Em rodopios pelos ares frios,

Desprendendo-se, sem estardalhaço,

Dos ramos já…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 16 agosto 2017 às 18:30 — Sem comentários

Xeque!

Xeque!

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Que conspirata essa do destino:

Dizia eu que eram

Meus alicerces de vivências

Perenes mais que o bronze monumento.

 

Entanto, não levei em conta

As mil rasteiras traidoras

Dessa…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 19 junho 2017 às 0:30 — 5 Comentários

Poema algo abstruso: "Acerto de conta"

Acerto de Contas

 
J. A. Medeiros da Luz

Tempo, tempo!

És, a um tempo, travestida cortesã e diva;

A todos insinuas mil fidelidades

E a todos enganas, escancaradamente,…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 18 junho 2017 às 22:00 — 2 Comentários

Na trilha do musaranho

Na trilha do musaranho

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

 

Assim como, após a seca,

Que enrijece o talo das gramíneas

E pincela de cor de barro a espessura,

Ressecando arbustos e afugentando abelhas,

O aroma de solo e chuva, o petricor

(Dos deuses…

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 28 maio 2017 às 18:00 — Sem comentários

"Experiência onírica na Anatólia"

Experiência onírica na Anatólia

J. A. Medeiros da Luz

 

Ele balbuciou, a medo, as palavras

Em sonho que tive,

Abarrotado de sortilégios do destino,

Durante minha sesta saturnal.

 …

Continuar

Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 23 abril 2017 às 13:51 — Sem comentários

Membros

Aniversários

Designers PEAPAZ

*Sílvia Mota*

*Margarida*

*Nara Pamplona

*Livita*

*Imelda*

*Toninho*

Poema ao acaso...

Visitantes

Badge

Carregando...

© 2018   Criado por Sílvia Mota.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço