Blog de José Aurélio Medeiros da Luz (15)

Ora – direis –, ouvir anuros!

Ora – direis –, ouvir anuros!

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Essa rã, que lá no pântano martela

Sua cantiga erótica infrene,

Parece-nos dizer que o tal Darwin

Ensinou-a, solerte, a vencer com garbo

A suma lei da vida, que é o seu término

E depois sempre um…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 4 novembro 2017 às 11:30 — 3 Comentários

Carreto feérico

Carreto feérico

J. A. Medeiros da Luz

 

Alessandra, querida,

Neste instante que aqui voeja,

Em sutis espiras tridimensionais,

Pelo bojo e arestas,

Da quietude de meu gabinete,

Eu a revê-la assim displicente nesta foto.

 …

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 29 outubro 2017 às 23:30 — Sem comentários

Sístole

Sístole

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Observando agora, para além das janelas

Que iluminam o meu gabinete,

Tão longe das ágoras da vida afora,

Plantado universitariamente neste campus,

Antessinto a retomada dos ciclos do planeta:

 …

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 12 setembro 2017 às 17:30 — Sem comentários

Cena de León

Cena de León

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Pela escotilha da memória eis que vejo,

Estupefacto, Bem no topo

De coluna, em frígido Carrara,

De frisos e arabescos canelada

Por mãos de artífices desde há muitos

Séculos emigrados para outra…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 22 agosto 2017 às 14:30 — Sem comentários

Guiando pela alameda

Guiando pela alameda

J. A. Medeiros da Luz



E folhas despregadas do inverno

– Com cara de outono, todavia –

Colidem de maneira repentina

Contra o para-brisa do automóvel,

A rodar por estradas e trilheiros.



Já quantas folhas amarelecidas,

Em rodopios pelos ares frios,

Desprendendo-se, sem estardalhaço,

Dos ramos já…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 16 agosto 2017 às 18:30 — Sem comentários

Xeque!

Xeque!

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

Que conspirata essa do destino:

Dizia eu que eram

Meus alicerces de vivências

Perenes mais que o bronze monumento.

 

Entanto, não levei em conta

As mil rasteiras traidoras

Dessa…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 19 junho 2017 às 0:30 — 5 Comentários

Poema algo abstruso: "Acerto de conta"

Acerto de Contas

 
J. A. Medeiros da Luz

Tempo, tempo!

És, a um tempo, travestida cortesã e diva;

A todos insinuas mil fidelidades

E a todos enganas, escancaradamente,…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 18 junho 2017 às 22:00 — 2 Comentários

Na trilha do musaranho

Na trilha do musaranho

 

J. A. Medeiros da Luz

 

 

 

Assim como, após a seca,

Que enrijece o talo das gramíneas

E pincela de cor de barro a espessura,

Ressecando arbustos e afugentando abelhas,

O aroma de solo e chuva, o petricor

(Dos deuses…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 28 maio 2017 às 18:00 — Sem comentários

"Experiência onírica na Anatólia"

Experiência onírica na Anatólia

J. A. Medeiros da Luz

 

Ele balbuciou, a medo, as palavras

Em sonho que tive,

Abarrotado de sortilégios do destino,

Durante minha sesta saturnal.

 …

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 23 abril 2017 às 13:51 — Sem comentários

poema levemente adernado a estibordo: Isaac conjura seus demônios

Isaac conjura seus demônios

J. A. Medeiros da Luz

Em um ano miraculoso do passado

Um pincel de luz, aflito,

Insuflado de desejo divinal,

Perguntou, assim de passagem,

A uns átomos de hidrogênio que, vibrantes,

Pervagavam pela nébula cósmica do sistema

– Naquele árduo trabalho de

Embrionar mais um planetesimal –,

Se sabiam onde ficava,…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 26 março 2017 às 0:00 — 6 Comentários

Um poema para um marco miliar: Não é que estamos nos sessenta?

Não é que estamos nos sessenta?

J. A. Medeiros da Luz

Com brusquidão,

Eis que tropeço, avoado, em mais este

Marco miliário da existência.



Seis décadas passadas a voo

– Mais de inseto que de ave altiva –

E que, em sendo sinuoso, não se exime

Do esplendor da vista, do…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 28 fevereiro 2017 às 22:30 — 2 Comentários

Poema: Tesoiro

Tesoiro

 J. A. Medeiros da Luz

Um enferrujado poema náutico, para tempos de sombra...

 

Engajei-me com armas e bagagem,

Numa velha galeota que singrava

Os mares tenebrosos, integrando

A aventurosa frota que fazia

A Carreira da Índia, mui briosa.

Tudo por causa – ora vejam –…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 23 janeiro 2017 às 18:20 — 5 Comentários

Poema: "Convocação"

Convocação

J. A. Medeiros da Luz

 

Longe de possuir

As mais dulciolentes das corolas,

O vulto do ciclâmen diz-me olá

Cromática e eloquentemente,…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 12 novembro 2016 às 20:00 — 1 Comentário

Um poema um tanto fora dos mancais: Dualidade

Dualidade

J. A. Medeiros da Luz

Sou, não sou, sou, não sou, sou...

    Sou, não sou, sou, não sou, sou...

        Sou, não sou, sou, não sou, sou...

            Sou, não sou, sou, não sou, sou...

                Sou, não sou, sou, não sou, sou...

                    Sou, não sou,…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 16 outubro 2016 às 11:59 — 3 Comentários

Um poemeto, pessoal, que atende pelo nome "Mutualismo"

Mutualismo

Cá vem, em vacilante voo,

À varanda de minha vivenda, habitáculo,

Uma extraviada borboleta:

Pétalas de ouro ao vento.

Pousa – as asas entrefechando-se e

Entreabrindo-se – por dez segundos,

Na corola de minha alma,

Lambendo-lhe o pouco néctar,

Para voar em seguida, com sua tromba

Perolada do pólen da esperança.

E lá migrou para o espaço azul,

Talvez tentando polinizar

Os insondáveis horizontes à…

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Adicionado por José Aurélio Medeiros da Luz em 30 maio 2016 às 23:21 — 2 Comentários

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