Blog de Antonio Carlos Santos Rocha (114)

Fim de um poema...

Fim de um poema

Findara o poema,contudo,sentia,

Qu’as entrelinhas,indizíveis ditos,

Gritavam ,em meu Ser,versos aflitos!

Minh’alma se uniu à delicada poesia...

O poema,não mais dizia,calado ficou,

Mas,restava,silente,d’agonia no peito,

Qual leve ninho de passarinho desfeito,

Falava,apenas,do que fora e agora sou...

Reli o poema semi morto, insana procura...

Ouvi do silencio a voz, retumbante grito.…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 10 setembro 2017 às 15:02 — Sem comentários

A casa da andorinha

A casa da andorinha



Vendo aquele ninho caído...



Saudade não visita,não grita,nem chora...

Caem pingos da chuva,alegre ladainha,

Paz que sorri,mora na casa da andorinha...

Contudo,imenso vazio invade nesta hora.

Qu’esta dor atroz,que ,deveras,acompanha,

Não bata à tosca porta da casa da andorinha!

De minh’alma a fraca voz , agonia tamanha!

Não conteve daquele sofrer que se avizinha.

Na…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 4 setembro 2017 às 11:37 — 2 Comentários

Ultimas palavras De Abelardo à Heloisa

Ultimas palavras...

De Abelardo à Heloisa

Tudo está ,assim,tão ermo , diferente,

Sedosa bruma fina e branca neblina...

Antes,contudo,que ascenda à colina,

Teus olhos fitar por segundo somente!

Tu’alma deitará sobre mim,fino pranto,

E ,em doce acalanto de solitária cotovia,

Ouvirás canções de quem sonhava tanto!

Sedosa bruma fina e branca neblina caia

Dissipai este véu que meus olhos turva!…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 21 agosto 2017 às 14:42 — Sem comentários

D'alma delicadeza soneto

D’alma delicadeza

Ave noturna que encanta nesta hora,

Dá-me de tua delicadeza ,doce prece,

Pois,se minha natureza morta pudesse,

Faria que a torpe angustia fosse embora!

Traga,pois, a leveza que suplica minh’alma!

Qual sutil pegada d’abelha em branco lírio,

Deixa poeira d’estrelas sobre supina palma,

Afasta a treva a luz da vela de tosco círio !…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 7 agosto 2017 às 14:53 — 1 Comentário

Funeral de uma marionete

O funeral de uma marionete

O velho Plinio,agrisalhado pelos banhos de estrelas,ao voltar para sua casa,após mais uma exibição de seu teatrinho de bonecos,sentou-se,pensativo...

Por certo,viajou para um local bem distante,onde sua querida Alcina se mudou para nunca mais…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 1 julho 2017 às 20:49 — 1 Comentário

Daqui, não Te escuto soneto

Daqui,não Te escuto...

Na face,amena brisa, leve carinho,

D’alva madressilva pétala caída...

Gota d’orvalho ,lagrima de passarinho,

Sabiá,ao cair da tarde, mesma cantiga...

Contudo,minh’alma contorce e grita

“Ah! Deus,Tú és paradoxo absurdo!”

“De Ti,tão perto,daqui,não Te escuto!”

Leva-me,pois, auscultar Voz bendita!

Falou-me,então , silêncio fecundo...

Como,jamais,diria ,assim,fosse,…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 1 julho 2017 às 20:41 — 1 Comentário

Visitei um passarinho

Visitei um passarinho



Para quem tem vaga loucura na poesia...

Era ,bem,u’a manha de Setembro,

Senti aroma de madressilva branca,

Caia prazenteira chuva,se me lembro...

Borboletas em bando,sinuosa dança.

Ouvi,bem longe,do roçal canto doce ...

Tudo fora combinado,gentil passarinho.

Deitei,d’alegria pranto,como ventura fosse!

Irrequieto não se conteve em seu ninho!

Emplumado ,sem…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 26 junho 2017 às 20:30 — 1 Comentário

Kyrie

Kyrie oração



Santo Santo,afasta inveja que m’ invade!

Maldigo,torpe,a abelha fazendo doce mel,

Ah!Que meu dulcíssimo Ser,é amargo fel.

Pobre,das premissas d’amor,ele nada sabe...

De tão frio asilo,libera-me deste cruel apego.

Repulsa-me o colibri no intimo da rubra flor.

Ah!Luz perpetua alumia o meu cosmo negro!

Posto que minh’alma aflita é casa tosca da dor!

Santo Santo salva-me ,queira ou não…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 25 junho 2017 às 10:15 — Sem comentários

Cordas invisíveis...

Cordas invisíveis

Na imensa mansidão,tão doce melodia...

Arrebatou-me ,enfim,ao perdido paraíso.

Estranhas cordas,de minh’alma,premiam.

Ah!Idílico sonho,quedei-me sem sentido!

Vibrando cordas,pois,tocar era preciso,

Resistia,torpe,à musica,sofrer não queria,

Na imensa mansidão,tão doce melodia...

Arrebatou-me,enfim,ao perdido paraíso !…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 20 junho 2017 às 17:58 — Sem comentários

Carranca

Carranca

Quando,enfim,exibia o coração inocente,

Cravaram-me,deste punhal, a lamina fria !

Bebi,pois, do amargo fel,que não conhecia,

Hoje,oculto em repulsiva face de demente.

Minh’alma,convulsiona em dores e se debate,

Ah!Deixada,toda branca,mortificada,seminua.

Mostra as chagas exangues ao clarão da lua.

Raça inculta,minha carranca tem humanidade!

Pecadoras,em contrita reza,prodigioso…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 20 junho 2017 às 17:50 — Sem comentários

Apagado brilho

Apagado brilho



Á Bernadete

Dos teus olhos,a menina seminua...

Verdes campos alisados pelo vento,

Encobrem,do vazio,esquecido tempo...…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 15 junho 2017 às 21:38 — Sem comentários

Dúvida estranha

Dúvida estranha



Assalta-me,então,cruel incerteza,

Repartir,em migalhas,minh’alma ,

Encurtar.da vida, a linha na palma...

Um outono,vazio tempo da tristeza.

Pudera,rebelar ,assim,a meu jeito!

Dominado, ante cruel desassombro,

Tão somente,resta dar milho aos pombos,

Mundo,torpe mundo,deveras,imperfeito!

Se a mão oculta do acaso,me indicasse,

Ainda que,sangrante fosse, um caminho,

Meu…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 15 junho 2017 às 21:30 — Sem comentários

A mesma voz

A mesma voz

A mesma voz entre choros no escuro,

Cândida qual u’a melodia esquecida...

Fonte d’água sobre rubra pétala caída,

Canto da Madre eterna,doce sussurro.

Voz que ninguém escuta,triste, esmorece.

Contudo,em mim,ecoa retumbante grito;

“Ouçam o que diz este pobre louco aflito!”

Ah!Que no desengano,tomba e emudece....

Em cantoria,batem sinos,voz da igrejinha,

Silvos de…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 6 junho 2017 às 15:43 — Sem comentários

A queda da borboleta

A queda da borboleta

Saltitava sobre corolas multicores,

Pétala alada , pelo rocio umedecida ,

Cerne da rubra flor ,semente perdida,

Insana borboleta azul beijava flores.

Nas festivas pompas, horas matutinas,

Flutuam em bandos,pandorgas finas,

Visita brancos lírios,irrequieta criança!

Caída folha do céu, gravada esperança...

Estranha ausência,vazio na presença,

Falava de ingênuos…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 6 junho 2017 às 15:22 — 1 Comentário

mudança de email

Aos amigos do PEAPAZ gostaria de comunicar que o meu email foi trocado para   seminale67@gmail.com

Atenciosamente

Antonio Carlos

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 5 junho 2017 às 19:00 — 1 Comentário

Barquinho na rua da Quimera

Barquinho na Rua da Quimera



Retumbante trovão,à tudo estremece!

Precipita a bátega em caudaloso rio

Pelas sarjetas da rua da Quimera desce,

Minh’alma pressente o tempo de estio...

Lembrando,de menino, em papel,o barco,

N’águas revoltas,incerto destino,pudera,

Deixada para trás, esquecida a quimera...

Singra minh’alma,em mim, deixando rastro.

Ah!Que a poderosa procela tornou calmaria,

E na sarjeta,…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 5 junho 2017 às 18:57 — 1 Comentário

O Paraíso da Cotovia

O paraíso da Cotovia

Da Primavera a noite, bem me lembro...

Perdido em vereda fria, estreita e vazia,

Enfraquecido,distante canto da cotovia...

Caiam verdes folhas em pleno Setembro.

Algo,em mim, movia ora alegre ora triste,

Da cotovia belo canto emudecera,silente,

Como,pois, quisera ouvi-la,novamente!

Pobre de quem ,passivo,torpe,à tudo assiste...

Rubra pena caiu,em rodopio preciso,…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 5 junho 2017 às 18:30 — 2 Comentários

Mensagem à Maria Iraci

Desejo,do fundo do coração que você Maria Iraci tenha uma pronta recuperação é possa nos brindar com a sua presença que é a própria poesia.

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 26 março 2017 às 9:30 — 1 Comentário

E a flor perdeu a terra

E a flor perdeu a terra...



Hoje,triste,trago a dor neste poema,

A flor perdeu a terra,no açoite do vento,

Era, da alameda u’a margarida,apenas...

Quase fenecida,mas,sem dor ou lamento.

Dos galhos do laranjal,numa tarde fria

Emplumado,solene coral de passarinhos,

Choravam,algo diziam,secreta melodia...

Deitavam brancas penas pelo caminho

Ah!Como resistir posso,destino nefasto…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 20 janeiro 2017 às 22:06 — 4 Comentários

Esperança única o Maravilhoso (oração)

Esperança única o Maravilhoso  (oração)



E o Maravilhoso em cântico sublime,

Parecia,pois,alento de criança perdida ,

Embala o sono d’alma semi fenecida...

Murmúrio suave que a angustia redime.

O Maravilhoso,a casa do vazio, invade !

A ventura,ave passageira,faz seu abrigo,

Esta esquecida quimera,nascera comigo!

Mas,bem no fundo,restara,apenas,saudade...

Ouvia das estrelas distantes aquela voz...

Que…

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Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 19 janeiro 2017 às 14:42 — 5 Comentários

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