Blog de Antonio Carlos Santos Rocha (123)

A flor de vidro ante a criancinha morta...

A flor de vidro

“ante a criancinha morta”...

Qu’ as pétalas rolam,d’água ribeirinho,

Desfazendo a geada d’inverno,tão fria,

Minhas supinas mãos,ainda,tão vazias.

Apertam os olhos,pranto de passarinho...

Ah!Qu’ a flor de vidro impávida ficou,…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 15 maio 2018 às 11:30 — 4 Comentários

E minha alma caiu no rio poesia surrealista

E minha alma caiu no rio...

Entre plêiades e rastros luzidios ,

Ilusão tola de quem não conhecia,

Qu’a vida breve sustentada por um fio,

Fina poeira levada por mera ventania...

Oculto ermo daquela estrela, minh’alma...

Padecia,contudo,d’estranho lamento...

Monótonas orbitas,tormentosa calma...

Universo monstruoso naquele momento!

Quisera,pois,despencar vertiginosa altura,

Fugir de tenebroso sonho,falso…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 8 maio 2018 às 21:00 — 5 Comentários

Suave tristeza...

Suave tristeza

Se a ventura não vier algum dia,

Sentindo-me pássaro de ninho caído,

Suave tristeza , rever o tempo vivido,

Minh’alma em esplendida harmonia...

Se,algum dia,desfizer de mim o sonho ,

Há que se ter ultima, derradeira crença!

Tosco altar d’açucena,…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 6 maio 2018 às 20:36 — 5 Comentários

As Ilhas de meu Ser

As ilhas do meu Ser

Um dia,um menino avistando ,bem longe um grupo de pequenas ilhas indagou ,curioso,à um velho cujo olhar se perdia na direção daquele arquipélago distante.

“O senhor sabe algo sobre aquelas ilhas longínquas?”

O ancião pediu ao menino que cerrasse os olhinhos,pois,fariam uma viagem num tosco barquinho à vela...

O jovem,prontamente,atendeu e após longo suspiro,a pequena nau iniciou seu velejar.

A ilha da Infância

Deus, não…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 15 abril 2018 às 17:30 — 4 Comentários

Physsalis (soneto)

Chorando,queira ou não queira

O amor ave feliz no cativeiro,

Aspirou branca flor do jasmineiro,

Sem a mais pura razão verdadeira!

Embalde,contorcendo o grilhão,

Sangrando o ferro,caiu à esmo...

Falhava,tênue a batida do coração.

Vertia chuva d’olhar sem…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 8 janeiro 2018 às 16:58 — 4 Comentários

A visita das flores

A visita das flores



Ante ao colibri inerte,morto

Olhai o colibri caído,ave fenecida!

Feito pluma leve,no chão,reluzente,

Tosca sepultura ornada das sementes,

De flores tanto mais belas quanto antigas...

Último beijo de sua vida ,suave e doce,

Ouviu d’alma de estranha margarida:

“Olhai o colibri caído,ave fenecida!

Canto triste ,como acalanto,assim, fosse...

E…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 8 janeiro 2018 às 16:44 — 3 Comentários

Folhas d'outono

Folhas de outono

Qual folha de outono que flutua e,suave pousa,assim

Caíste,dolente em meus braços,languida ,meiga, serena

E,teus cabelos,perfume de flor,criaram manto sobre mim

Que,neste segundo de amor,quisera velá-la,silente,apenas

Era,deveras, a estação ,um tempo de nosso recolhimento

Sentíamos,algo de divino,ao contemplarmos um ao outro

Acariciava-lhe a face,enquanto sussurravas num momento

“Dou-te minha alegria,amado…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 20 novembro 2017 às 16:26 — 6 Comentários

Falésias de ícaro

Falésias de Ícaro



Não sei o que sinto,do abismo à beira,

Em falésias profundas ,pois,me debato.

A dominação oprime queira ou não queira!

Saltar em sinuosa queda,derradeiro ato?

Indago,pois, à mim desta secreta razão,

Quando avistei vagalume irrequieto...

O pirilampo alumiando densa escuridão,

Revelou planícies de lírios , vales abertos.

Ah!Que,em meu dorso brotou asa de cera!

Aureola…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 6 novembro 2017 às 9:35 — 2 Comentários

misteriosa escadaria

Misteriosa escadaria



À Doralice moça de negros cachos...

Estranho sonho seria,mera fantasia?

Roguei por,de luz,brancos fachos

Para onde vai misteriosa escadaria?

Na penumbra moça de negros cachos...

Galgar degraus sinuosos preciso era,

Sentia qu’ amor compensação da morte,

Valeria,pois,desconhecer a própria sorte...

Tonto ,porem, louca busca da quimera.

À beira de abismos…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 6 novembro 2017 às 9:00 — 1 Comentário

Fim de um poema...

Fim de um poema

Findara o poema,contudo,sentia,

Qu’as entrelinhas,indizíveis ditos,

Gritavam ,em meu Ser,versos aflitos!

Minh’alma se uniu à delicada poesia...

O poema,não mais dizia,calado ficou,

Mas,restava,silente,d’agonia no peito,

Qual leve ninho de passarinho desfeito,

Falava,apenas,do que fora e agora sou...

Reli o poema semi morto, insana procura...

Ouvi do silencio a voz, retumbante grito.…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 10 setembro 2017 às 15:02 — Sem comentários

A casa da andorinha

A casa da andorinha



Vendo aquele ninho caído...



Saudade não visita,não grita,nem chora...

Caem pingos da chuva,alegre ladainha,

Paz que sorri,mora na casa da andorinha...

Contudo,imenso vazio invade nesta hora.

Qu’esta dor atroz,que ,deveras,acompanha,

Não bata à tosca porta da casa da andorinha!

De minh’alma a fraca voz , agonia tamanha!

Não conteve daquele sofrer que se avizinha.

Na…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 4 setembro 2017 às 11:37 — 2 Comentários

Ultimas palavras De Abelardo à Heloisa

Ultimas palavras...

De Abelardo à Heloisa

Tudo está ,assim,tão ermo , diferente,

Sedosa bruma fina e branca neblina...

Antes,contudo,que ascenda à colina,

Teus olhos fitar por segundo somente!

Tu’alma deitará sobre mim,fino pranto,

E ,em doce acalanto de solitária cotovia,

Ouvirás canções de quem sonhava tanto!

Sedosa bruma fina e branca neblina caia

Dissipai este véu que meus olhos turva!…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 21 agosto 2017 às 14:42 — Sem comentários

D'alma delicadeza soneto

D’alma delicadeza

Ave noturna que encanta nesta hora,

Dá-me de tua delicadeza ,doce prece,

Pois,se minha natureza morta pudesse,

Faria que a torpe angustia fosse embora!

Traga,pois, a leveza que suplica minh’alma!

Qual sutil pegada d’abelha em branco lírio,

Deixa poeira d’estrelas sobre supina palma,

Afasta a treva a luz da vela de tosco círio !…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 7 agosto 2017 às 14:53 — 1 Comentário

Funeral de uma marionete

O funeral de uma marionete

O velho Plinio,agrisalhado pelos banhos de estrelas,ao voltar para sua casa,após mais uma exibição de seu teatrinho de bonecos,sentou-se,pensativo...

Por certo,viajou para um local bem distante,onde sua querida Alcina se mudou para nunca mais…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 1 julho 2017 às 20:49 — 1 Comentário

Daqui, não Te escuto soneto

Daqui,não Te escuto...

Na face,amena brisa, leve carinho,

D’alva madressilva pétala caída...

Gota d’orvalho ,lagrima de passarinho,

Sabiá,ao cair da tarde, mesma cantiga...

Contudo,minh’alma contorce e grita

“Ah! Deus,Tú és paradoxo absurdo!”

“De Ti,tão perto,daqui,não Te escuto!”

Leva-me,pois, auscultar Voz bendita!

Falou-me,então , silêncio fecundo...

Como,jamais,diria ,assim,fosse,…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 1 julho 2017 às 20:41 — 1 Comentário

Visitei um passarinho

Visitei um passarinho



Para quem tem vaga loucura na poesia...

Era ,bem,u’a manha de Setembro,

Senti aroma de madressilva branca,

Caia prazenteira chuva,se me lembro...

Borboletas em bando,sinuosa dança.

Ouvi,bem longe,do roçal canto doce ...

Tudo fora combinado,gentil passarinho.

Deitei,d’alegria pranto,como ventura fosse!

Irrequieto não se conteve em seu ninho!

Emplumado ,sem…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 26 junho 2017 às 20:30 — 1 Comentário

Kyrie

Kyrie oração



Santo Santo,afasta inveja que m’ invade!

Maldigo,torpe,a abelha fazendo doce mel,

Ah!Que meu dulcíssimo Ser,é amargo fel.

Pobre,das premissas d’amor,ele nada sabe...

De tão frio asilo,libera-me deste cruel apego.

Repulsa-me o colibri no intimo da rubra flor.

Ah!Luz perpetua alumia o meu cosmo negro!

Posto que minh’alma aflita é casa tosca da dor!

Santo Santo salva-me ,queira ou não…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 25 junho 2017 às 10:15 — Sem comentários

Cordas invisíveis...

Cordas invisíveis

Na imensa mansidão,tão doce melodia...

Arrebatou-me ,enfim,ao perdido paraíso.

Estranhas cordas,de minh’alma,premiam.

Ah!Idílico sonho,quedei-me sem sentido!

Vibrando cordas,pois,tocar era preciso,

Resistia,torpe,à musica,sofrer não queria,

Na imensa mansidão,tão doce melodia...

Arrebatou-me,enfim,ao perdido paraíso !…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 20 junho 2017 às 17:58 — Sem comentários

Carranca

Carranca

Quando,enfim,exibia o coração inocente,

Cravaram-me,deste punhal, a lamina fria !

Bebi,pois, do amargo fel,que não conhecia,

Hoje,oculto em repulsiva face de demente.

Minh’alma,convulsiona em dores e se debate,

Ah!Deixada,toda branca,mortificada,seminua.

Mostra as chagas exangues ao clarão da lua.

Raça inculta,minha carranca tem humanidade!

Pecadoras,em contrita reza,prodigioso…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 20 junho 2017 às 17:50 — Sem comentários

Apagado brilho

Apagado brilho



Á Bernadete

Dos teus olhos,a menina seminua...

Verdes campos alisados pelo vento,

Encobrem,do vazio,esquecido tempo...…

Continuar

Adicionado por Antonio Carlos Santos Rocha em 15 junho 2017 às 21:38 — Sem comentários

Membros

Designers PEAPAZ

*Sílvia Mota*

*Margarida*

*Nara Pamplona

*Livita*

*Imelda*

*Toninho*

Poema ao acaso...

Visitantes

Badge

Carregando...

© 2018   Criado por Sílvia Mota.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço