Blog de Jerson Brito (43)

CORTEJO

Na chuva de tristura, meus plangores

Há féretros de sonhos entupidos

Orvalhos, leitos desses destruídos

Jardins onde fulgiam lindas flores



Entre soluços sorvo féis, licores

Que o coração laceram... Vis, bandidos!

Fantasmas atormentam meus sentidos

No sal que escorre em mim quantos pavores!



Encharco meus lençóis de…

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Adicionado por Jerson Brito em 10 agosto 2017 às 13:13 — Sem comentários

CÚMPLICES

Suores se misturam... Seiva quente!

Olhares se declaram, namorados

Ameigam-se, são toques delicados

Em êxtase, volitam belamente



Aroma de paixão paira, envolvente

Entranha-se em cabelos desgrenhados

Despeja-se nos dois corpos marcados

Por rastros carmesins... Farta vertente!



A fúria incendiária consumida

Em calmos beijos…

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Adicionado por Jerson Brito em 2 agosto 2017 às 16:28 — Sem comentários

BEIJOS PERDIDOS

Da solidão a gelidez abraça

Há nos lençóis um cheiro bom, reclama

Meros vestígios têm o quarto, a cama

Daquele amor descomunal... Desgraça!



O coração rói como infame traça

Bruta saudade, é lacerante o drama

Desesperado, quanto sal derrama

Chora, impotente... Tudo se estilhaça!



Da lua o brilho corta mais seu peito

Porque…

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Adicionado por Jerson Brito em 2 agosto 2017 às 16:27 — Sem comentários

RESSACA

Acossado por fantasmas inclementes

Ele entorna das lembranças mais um gole

Não há nada que o sossegue, que o console

Seu olhar, seu coração estão doentes



Embriaga-se, de si deixa o comando

Tropeçando em ilusões, perde os sentidos

Delicia-se em jardins bem coloridos

Já refeito do estupor volta chorando



Dolorosas emoções... Não se…

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Adicionado por Jerson Brito em 18 julho 2017 às 13:40 — 1 Comentário

SONHOS ÓRFÃOS

Há tantas coisas que dizer não pude...

Murmúrios amorosos, meus segredos

Cumprindo a pesarosa sina, rude

Findaram prisioneiros desses medos



Há tantos beijos mortos na quietude

Dos sonhos órfãos, lôbregos degredos

Calei dentro de mim a infinitude

Das emoções, os meus olhares ledos



Guardados num silêncio sem motivo

Os mimos que…

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Adicionado por Jerson Brito em 18 julho 2017 às 13:39 — 1 Comentário

GRITARIA

Um êxtase percorre, irreprimível

O coração envolto em chamas várias

Domar as pulsações incendiárias

Quando te vejo, amor, é impossível



Devora-me o furor irresistível

No corpo há contrações involuntárias

São teus encantos, feras sanguinárias

Em mim cravando garras... És incrível!



Da maciez das nuvens onde deito

Degusto o…

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Adicionado por Jerson Brito em 17 julho 2017 às 20:49 — 1 Comentário

INVÓLUCROS

Há máscaras no chão apodrecidas

Entulhos dessas festas fraudulentas

Atônitas, sem pompa, vestimentas

Lamentam criaturas deprimidas



Usadas sem pudor nas opulentas

Encenações fugazes, falsas vidas

As roupas descartáveis, carcomidas

Perderam esplendor... Quão macilentas!



No lúgubre teatro nus atores

Escondem seus puríssimos…

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Adicionado por Jerson Brito em 17 julho 2017 às 20:47 — 1 Comentário

LEMBRANÇAS FOSCAS

A vestimenta negra destes dias

Estampa roseirais desencantados

É trágico o destino dos sonhados

Finais que acalentei quando sorrias



Mais nada que ilusões, vãs alegrias

Os meus desejos jazem fulminados

Nas águas de plangores dominados

Pelas lembranças foscas, fugidias



À sombra de infortúnios torturantes

O coração se esvai,…

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Adicionado por Jerson Brito em 10 julho 2017 às 13:46 — Sem comentários

ÀS CEGAS

As mãos se enlaçam confessando tudo

Que pulsa em nossos corações, princesa

Um sentimento que se expande, mudo

Nos rostos cúmplices é luz acesa



Sintonizados, cintilando olhares

Onde a ternura transbordante deita

Felizes, somos plumas pelos ares

Flutuam almas, sensação perfeita



Lábios se encontram, uma seiva nobre

À plenitude…

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Adicionado por Jerson Brito em 10 julho 2017 às 13:44 — 1 Comentário

TERRAS MORTAS

Despencam-me cristais avermelhados

É sangue de lamúrias infinitas

Sorrisos a jazer, petrificados

Atiro em rude chão... Dores malditas!



Torturam-me terríficos passados

Assombrações de histórias já escritas

O meu lamento espiam esfaimados

Os mais imundos, torpes parasitas



Esfrangalhado, vago em trilhas tortas

Seguindo desgarrados beija-flores

Coitados! Sofrerão em terras mortas...



Nos pedregais insípidos, nefastos

Não… Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 14 junho 2017 às 7:01 — 1 Comentário

PALÁCIOS AO VENTO

Como queria saber em que plagas

Repousa a luz dos sorrisos feridos

Onde findaram as fúnebres sagas

Das aves órfãs, de seus alaridos



Memórias lívidas, mesmo que vagas

Fazem chover em meus olhos sentidos

Despejam sal, agravando-me as chagas

Os infortúnios me doem, remoídos



Ah, se pudesse jungir ventanias

Essa poeira, palácios bailantes

Não deixaria partir desse jeito



Palmilho muitas veredas vazias

Na imensidão de… Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 14 junho 2017 às 6:58 — Sem comentários

CONTRASTES

Areias dos castelos teus não quero

Assim, desformes, sem nenhuma graça

E mesmo que contigo eles refaça

De loucas ventanias tudo espero



Prefiro da tristura o sal severo

Pungindo o coração que se estilhaça

Do que me embriagar virando a taça

Enchida de ilusões com raro esmero



Não posso aprisionar estes segredos

Meu pranto…

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Adicionado por Jerson Brito em 3 maio 2017 às 16:27 — 1 Comentário

QUEIMORES

Flama indócil me envolve, atordoa

No meu peito derrama centelhas

Quando em mim dessas curvas vermelhas

Cai a luz, meu amor.  Vago à toa!



Nos sentidos sem norte, confusos

Tu me sopras queimantes bafejos

Onde enrosco inquietos desejos

Que gritavam sofrendo, reclusos



Nos espasmos volúpia jorrando

Tuas mãos tomo e sorvo…

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Adicionado por Jerson Brito em 24 abril 2017 às 16:00 — 1 Comentário

CEMITÉRIOS

Olhando para trás e rotos vendo

Largados pelo chão os pobres lírios

Soluço, atormentado por martírios:

O viço dos vergéis se desfazendo



Fumaças dos imensos cemitérios

Afligem-me, de espinhos me vestindo

O coração engasgam, foi-se o lindo

Recanto de aconchego, refrigérios



Em meio à névoa fria, pardacenta

Sombrias…

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Adicionado por Jerson Brito em 24 abril 2017 às 15:30 — 1 Comentário

ESCOMBROS

Sobre os olhos já sem brilho, moribundos

Pairam nuvens carregadas de saudade

Abissal escuridão de eternidade

Alimenta-me duríssimos segundos



De trovões os estampidos furibundos

Ensurdecem, gritam tanta hostilidade

Não demora em mim rugir a tempestade

Arrasando o que restou de belos mundos



Quanto mais revolvo escombros, mais…

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Adicionado por Jerson Brito em 20 abril 2017 às 19:49 — Sem comentários

SERPENTES

Um rio caudaloso, efervescente

Por ávidas serpentes infestado

Afoga a timidez, corre apressado

Fazendo o coração pulsar contente



Da presa incauta o rubro entorpecente

Colore as bravas águas derramado

E as feras desejosas por pecado

Salivam sem controle, loucamente



Devoradora insânia me extasia

Tu sabes acalmar essa…

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Adicionado por Jerson Brito em 20 abril 2017 às 19:48 — Sem comentários

ALMA DESNUDA

Carregando de mim os estilhaços

Estas lágrimas, folhas outonais

Lançam sonho perdido em abissais

Vales cheios de fel, tetros regaços



A tristura me envolve em seus abraços

Espinhosos, gelados e brumais

Cobrem minha nudez vestes ferais

Dos sorrisos sequer restaram traços



Borbotão de saudade o peito inunda

Afogando-o em…

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Adicionado por Jerson Brito em 18 abril 2017 às 12:00 — 1 Comentário

EBULIÇÃO

Fantasias me enlaçam, volito

Entre as nuvens que sopras sorrindo

Deslumbrado, persigo o infinito

Este azul, meu amor, como é lindo!



Um mirífico enleio permito

Todo o corpo tomar... É bem-vindo!

Quero beijos, carícias, o rito

Dos desejos em nós ebulindo



De completa carência coberto

Ao te ver os instintos…

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Adicionado por Jerson Brito em 18 abril 2017 às 11:59 — 1 Comentário

Parabéns, PEAPAZ!!!

Parabéns, PEAPAZ!!!



Exultam jardineiros dedicados

Em meio a tantas cores, rutilância

Ao belo refletido, que é sustância

De corações risonhos, deslumbrados



Cumprindo itinerários decorados

Com flores agradáveis (oh, fragrância!)

Entregam-se à gentil exuberância

Os caminhantes d'olhos marejados



Assim tu és: jardim de encanto pleno

Nos pés que palmilharem teu terreno

Inextinguível marca deixarás



Recebas uma chuva de… Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 10 abril 2017 às 20:15 — 5 Comentários

IMPUDORES

Famintas dessa tua castidade

Pecaminosas feras urram, brutas

Debatem-se, salivam, dissolutas

Sentindo cheiro de lubricidade



Aguçam-me os desejos teus licores

A cada sorvo encontro o paraíso

Tu és a tentação do meu juízo

Melífero alimento de impudores



Rejubiloso adejo se me entranho

Nas garras de carícias…

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Adicionado por Jerson Brito em 6 abril 2017 às 15:36 — Sem comentários

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