Blog de Jerson Brito (56)

LABIRINTOS

Em ti verto desejos indomados

Revolto temporal te varre inteira

Rajadas de paixão, viço e cegueira

Açoitam corações enamorados

Ateiam nossa lúbrica fogueira

A troca de murmúrios, os agrados

Maravilhosamente atordoados

Entramos em gostosa brincadeira

Banhados por fantásticas torrentes

Deixamos sem saída os inocentes

Perdidos em fagueiros labirintos

Se estamos juntos, flor, há completude

Um sentimento pulsa em…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 18 outubro 2017 às 17:17 — Sem comentários

BORBULHAS

Se os olhos me cercar a escuridão selvagem

Que traz aos dias meus, amada, tua ausência

Em busca de acalmar essa feroz carência

Descanso no frescor de deleitosa aragem

Soprada dos lençóis adocicada essência

Esculpe na retina insinuante imagem

Um anjo sedutor desnuda a vassalagem

Borbulha de saudade o sangue... Efervescência!

Sem ter as tuas mãos dizendo em mim ternuras

Enfrento a solidão a bordo de aventuras

Que embala nesta…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 18 outubro 2017 às 17:16 — Sem comentários

SANGRIAS

Olhando para as várias cicatrizes

Ao coração viagens proporciono

Rememorando os passos infelizes

Sangrias infernais de um longo outono

Sob o cinzel que fere os aprendizes

Penei qual reles pedra de carbono

Sofri mutilações, mas as raízes

Mantive alimentadas, são meu trono

Sarado, agora sei que os duros cortes

Em minha carne, embora doloridos

Forjaram pés guerreiros, braços fortes

Uma verdade que não se…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 13 outubro 2017 às 16:30 — Sem comentários

MATANÇAS

Tento em vão afastar as lembranças

Abrandar a saudade ferrenha

Mas o peito teimoso se empenha

Em seguir nas sofridas andanças

Coração sente o gume de lanças

Dos suplícios medonhos desdenha

Ilusões incontáveis desenha

Mesmo sendo um altar de matanças

Enxurradas escorrem no rosto

É de amarga tristura esse gosto

Piedade de mim não tiveste

Tantas súplicas tolas endosso

Arrancar gostaria e não posso…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 13 outubro 2017 às 16:30 — Sem comentários

INFINITUDES

Aos sussurros tu vens me despir os pecados

Meu amor, tua voz arrebata, dengosa

Afagando o desvairo é torrente queimosa

Sinto espasmos, vulcões explodirem irados

Nossos lábios febris se deslumbram colados

Sorvem fino elixir, a bebida gostosa

Que nos faz levitar numa sanha nervosa

Sintonia perfeita! Envolvidos, amados...

Confessando querer desinquieto, pulsante

Entrelaçam-se mãos, adocicam-se olhares

Suam poros, eflui deleitável…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 6 outubro 2017 às 11:57 — 1 Comentário

SANTO

Dedico-te a nudez de um coração sincero

Melífluas emoções em versos reveladas

Princesa, estás aqui, aos brados te venero

Coberto do fervor de inspirações aladas

Que chegue minha voz ao teu ouvido espero

E pouse, abrasadora, em sendas intocadas

Tu és fascinação, em ti flanando quero

Delírios juvenis... Viagens tresloucadas!

Encharca-me o suor dessa inquietude boa

O pensamento atrás de maravilhas voa

Fazendo se calar por um instante…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 6 outubro 2017 às 11:55 — 1 Comentário

RODOPIOS

A minha carne encosta em ti, convulsa

És oceano aceso e teu bulício

Ateia uma paixão que, indócil, pulsa

Deixando-me à mercê de um louco vício

Doçura bebo em generosos goles

Embriagado dos teus beijos plano

Qual pássaro bailante de asas moles

Cativo de um bafejo soberano

Ah, meu inflamadíssimo regaço

Sentindo me envolver o meigo abraço

Aos poucos me liberto das amarras

Amor, nos agradáveis rodopios

Enlaço meus…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 6 outubro 2017 às 11:54 — 1 Comentário

TRANSGRESSÕES

Reluzes num vestido de cetim

No meio da penumbra, sensual

A silhueta encanta, escultural

Um bobo incorrigível faz de mim



Enfeitiçante, evola-te jasmim

De perdição és, flor, manancial

Atiça-me um furor descomunal

Levando-me a cantar feliz assim



Da noite é sedutora a mornidão

Do teu perfume o beijo…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 26 setembro 2017 às 18:29 — 1 Comentário

PREDADORES

Há pérfidos chacais sondando minhas dores

Mirando, a salivar, fatal definhamento

Nos olhos abismais um brilho famulento

Do coração algoz espalha em mim terrores



A sanha de animais, covardes caçadores

Entalha minha cruz, nela o perecimento

De sonhos se verá e no final momento

Irão me devorar os restos... Predadores!



Podendo, afastaria essa…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 26 setembro 2017 às 18:28 — Sem comentários

SEM JUÍZO

Teus lábios doces mordisco de leve

Devagarinho da seiva me embebo

Devaneando, aturdido, percebo

Que minha sede em teu corpo se atreve



Os poros fervem, torrente bravia

Escalda os sôfregos beijos, selvagens

Por sedutoras, insanas voragens

Somos sugados... O amor delicia!



Sintonizados, olhares brilhantes

Desnudam, rindo,…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 25 setembro 2017 às 13:42 — Sem comentários

INSÍDIA

Habita o coração uma agonia amarga

Que vem como punhal insidioso, agudo

Sangrando as emoções, despedaçando tudo

Despenca sobre mim insuportável carga!



Aos olhos falta luz, o desalento embarga

Lamúrias não têm voz, o meu protesto é mudo

Neste silêncio há dor e mesmo assim me iludo

Reminiscências são como uma trilha larga



Sofrido sonhador os…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 25 setembro 2017 às 13:40 — Sem comentários

NEVOEIRO

No pântano triste ouço gritos ocultos

Mefítica bruma meu peito nauseia

Cadáveres rotos na lama, insepultos

Das fábulas restos um louco tateia



Esquálidos corpos, visagens e vultos

Intrépidas setas disparam na cheia

De oníricas chagas saudade, tumultos

Indômitos, zurzem e nada clareia



O cântico doce envolvido em fumaça

Em…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 8 setembro 2017 às 13:39 — 1 Comentário

FERVURA

Teus gráceis traços, tua formosura

Embalam meus cantares tresloucados

Atiçam pensamentos recatados

Ardência os animais desenclausura



Imerge o coração em tal fervura

Que os batimentos são descompassados

Espasmos vêm, suspiros demorados...

Voracidade pulsa... Ele murmura!



Querendo te sentir no corpo vivo

Porque flutuo alegre ao toque brando

Do meu deleitamento és o…
Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 8 setembro 2017 às 13:38 — 2 Comentários

CORTEJO

Na chuva de tristura, meus plangores

Há féretros de sonhos entupidos

Orvalhos, leitos desses destruídos

Jardins onde fulgiam lindas flores



Entre soluços sorvo féis, licores

Que o coração laceram... Vis, bandidos!

Fantasmas atormentam meus sentidos

No sal que escorre em mim quantos pavores!



Encharco meus lençóis de…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 10 agosto 2017 às 13:13 — Sem comentários

CÚMPLICES

Suores se misturam... Seiva quente!

Olhares se declaram, namorados

Ameigam-se, são toques delicados

Em êxtase, volitam belamente



Aroma de paixão paira, envolvente

Entranha-se em cabelos desgrenhados

Despeja-se nos dois corpos marcados

Por rastros carmesins... Farta vertente!



A fúria incendiária consumida

Em calmos beijos…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 2 agosto 2017 às 16:28 — Sem comentários

BEIJOS PERDIDOS

Da solidão a gelidez abraça

Há nos lençóis um cheiro bom, reclama

Meros vestígios têm o quarto, a cama

Daquele amor descomunal... Desgraça!



O coração rói como infame traça

Bruta saudade, é lacerante o drama

Desesperado, quanto sal derrama

Chora, impotente... Tudo se estilhaça!



Da lua o brilho corta mais seu peito

Porque…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 2 agosto 2017 às 16:27 — Sem comentários

RESSACA

Acossado por fantasmas inclementes

Ele entorna das lembranças mais um gole

Não há nada que o sossegue, que o console

Seu olhar, seu coração estão doentes



Embriaga-se, de si deixa o comando

Tropeçando em ilusões, perde os sentidos

Delicia-se em jardins bem coloridos

Já refeito do estupor volta chorando



Dolorosas emoções... Não se…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 18 julho 2017 às 13:40 — 1 Comentário

SONHOS ÓRFÃOS

Há tantas coisas que dizer não pude...

Murmúrios amorosos, meus segredos

Cumprindo a pesarosa sina, rude

Findaram prisioneiros desses medos



Há tantos beijos mortos na quietude

Dos sonhos órfãos, lôbregos degredos

Calei dentro de mim a infinitude

Das emoções, os meus olhares ledos



Guardados num silêncio sem motivo

Os mimos que…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 18 julho 2017 às 13:39 — 1 Comentário

GRITARIA

Um êxtase percorre, irreprimível

O coração envolto em chamas várias

Domar as pulsações incendiárias

Quando te vejo, amor, é impossível



Devora-me o furor irresistível

No corpo há contrações involuntárias

São teus encantos, feras sanguinárias

Em mim cravando garras... És incrível!



Da maciez das nuvens onde deito

Degusto o…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 17 julho 2017 às 20:49 — 1 Comentário

INVÓLUCROS

Há máscaras no chão apodrecidas

Entulhos dessas festas fraudulentas

Atônitas, sem pompa, vestimentas

Lamentam criaturas deprimidas



Usadas sem pudor nas opulentas

Encenações fugazes, falsas vidas

As roupas descartáveis, carcomidas

Perderam esplendor... Quão macilentas!



No lúgubre teatro nus atores

Escondem seus puríssimos…

Continuar

Adicionado por Jerson Brito em 17 julho 2017 às 20:47 — 1 Comentário

Arquivos mensais

2017

2011

Membros

Poema ao acaso...

Portal para 38 Blogs-Sílvia Mota

Badge

Carregando...