Só um supremo onanista em seus múltiplos orgasmos,
Produziria infinitos multiversos e dimensões!...

A consciência, alterada pelo gozo, liberada,
Produzindo essa sonoplastia ininterrupta, cordas,
Sons materializando estrelas, sóis, planetas, gente...

Contumaz, Ele ama pela eternidade,
Nada obstante o homem negue,
Ainda que derrame lágrimas entre beijos e orações.

Comparemos:
Uma gota e um oceano, um abismo entre.
Mas, unidos, não serão o mesmo, Um,
A engolir todas as ridículas filosofias?

O amor esconde os fatos àquele que não ama?
Na verdade, cego é para todas as coisas,
Aquele que não sabe acelerar o vórtice cardíaco.

O amor mesmo, escancara, alardeia,
E é tanto que, tudo que está em cima,
Em réplica, está tudo cá, no mais ínfimo tomo.

Milton Filho...

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Comentário de Miriam Inés Bocchio 17 horas atrás

Comentário de LUCIA GUEDES (Lufague) quarta-feira

Em cada verso, o elemento,concreto\abstração, de tua rica subjetividade, Grande Poeta! 

Meu carinho sempre, Lu 

Comentário de Neuza de Brito Carneiro quarta-feira

A poesia é incrível nas mãos de poetas que amam.

Comentário de Marcia Portella terça-feira

Milton,desculpe,na tentativa de consertar um erro de escrita apaguei meu comentário...

Grata por suas palavras.

Volte sempre.

Abraço

Comentário de Milton S. Filho terça-feira

Marcia Portella, 

Vc é outra Devi maternal linda de morrer. Diga o que quiser, sempre irei enxergar palavras de luz, vinda de seu coração.

E, obrigado pela presença aqui nos meus garranchos, pelo prestígio.

Um terno abraço!...

Comentário de Milton S. Filho terça-feira

Eu é que agradeço!... Bjs.

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ terça-feira

Agradeço tuas gentis palavras.

 

Li teu poema imiscuída no meu próprio universo e, dessa forma, fechei-me às diversas interpretações. Falha, que me permito agora reparar.

 

Não percebi que falavas de um ser único e divino, porque no meu espaço intelectual não existe um “Ele” especialmente ditoso em poder e divindade, mas muitos “eles” humanos e mortais, ao mesmo tempo que eternos e divinais na própria essência... e que se pretendem UM no ritmo universal. Gota e oceano... ou semente e flor. Causa e Efeito, simplesmente. Por tal motivo, lancei um olhar objetivo ao onanista contumaz dos teus versos e, nesse caso, a criação se consolidaria no Desejo e não no Amor.

 

Não considero o pensamento de que aceitar a Filosofia signifique “engolir” o ridículo, mas, ao contrário, significa refletir sobre a posição do ser humano no contexto universal. Reconheço, entretanto, que especulações “vãs e baratas” podem ser tudo, menos Filosofia. Perda de tempo, enquanto o tempo passa faceiro e infalível.

 

Quanto ao Amor... ah, esse Amor... que tudo pode e tudo enxerga... porque transcende o corriqueiro!... Cego é, como afirmas, aquele que não ama.

 

Beijosssssssssssssss

Comentário de Milton S. Filho segunda-feira

Silvia,

Neste poema eu misturei mesmo e o tornei um tanto quanto fechado de propósito. Gosto de Vc, porque Vc não deixa passar batido, Vc é como eu, quer saber o que o poeta está dizendo. Acho isso extremamente inteligente e saudável. Embora o leitor tem a liberdade de viajar na interpretação e até descobrir coisas que o escritor, inconscientemente, talhou em projeção.  

Mas não é assim que acontece com os vários leitores. Eles elogiam ou dão um ok e, fica bem visível que não entenderam nada e nem deram a chance de ficarem curiosos, ou seja, passam batido e eu dou de ombros, não ligo.

Nesse poema eu estava meio chateado e chulo, assim coloquei Deus numa metáfora chula também. Deus criando os universos e multiversos como um grande gozo, como um onanista contumaz, já que a criação é ininterrupta. Coloquei mecânica quântica quando cito as cordas, me referindo à teoria das cordas, sons materializando coisas, objetos, enfim, nosso mundo visível e invisível também. Mas digo depois que todos somos Um, inclusive com o Pai, inclusive com os objetos que nos cercam. Uma gota de água e um oceano, parecem separados, um abismo, assim como os homens pensam estar separados mas, tudo é Um, a engolir nossas conjecturas separatistas. Somos irmãos bem mais do que suponhamos, somos Um.

Então, neste caso, neste garrancho poético, falo do divino, do supremo, de uma espiritualidade sequer sonhada pelas gentes comuns. Parece arrogante mas, não é. Ou, que seja.

Apesar da minha revolta inicial, sempre termino amando e pensando este amor.

E, obrigado por permitir esse diálogo, o debate, Vc é uma linda Devi, saiba!...

um beijo!...

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ segunda-feira

Diversos pensamentos num poema só...

"Contumaz, Ele ama pela eternidade [...]"

Creio que o onanista contumaz e os reiterados orgasmos relacionam-se mais com a paixão do que com o amor... ou, em verdade, com nenhum dos dois. Suficiente o desejo, nada mais.

"[...] Comparemos [...] "

Confesso-te, que não compreendi a linha que une as duas partes do texto aqui exposto.

Enfim, poemas nascem para a sensação e nem sempre para a compreensão...

Beijosssssssssss

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