O céu trazia uma aparência vítriode um azul

que caminhava lentamente para o cinza.

Era uma tarde prateada,bizantina.

Uma débil claridade tocou a borda da

minha alma e um cheiro flor pairou no ar

dizendo que havias partido...

Chorei tua falta como chorei por tantos outros,

como chorei por aqueles que sequer abracei,

toquei o calor das mãos ou ouvi a voz.

De todos,sorvi a emoção contida nos versos

gravados nas pedras do chão,

nos degraus dos passos incertos.

No adeus desenhado nas janelas com o hálito

das bocas e a música das vozes flutuando no vazio.

Agora,resta a quietude,brancura aberta-

nostalgia  num ar claro,quieto e brando

Marcia Portella_Go

Arte_Anne Marie Zeberman

 

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Comentário de Arlete Brasil Deretti Fernandes em 2 maio 2017 às 14:07

Querida Márcia.

Poema belíssimo que muito emociona em cada palavra, em cada descrição. Os sentimentos se revelam dentro do coração poético e em tudo o que acontece ao redor,

Parabéns, amiga poeta.

Beijos da Arlete.

 

Comentário de Maria-José Chantal F. Dias em 2 maio 2017 às 11:51

muito especial.......

sinto cada palavra e cada verso...

beijos de poesiaaaaa

Chantal Fournet

Comentário de Dulce de Souza Leao Barros em 2 maio 2017 às 6:22
Muita emoção e ternura nos seus versos. Fiquei encantada. Beijos.
Comentário de Lais Maria Muller Moreira em 29 abril 2017 às 22:42

Sem palavras....

Maravilhoso!!!!!

beijos

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 29 abril 2017 às 21:58

Querida Marcia, pungentes versos. Por excelência, belos!

Sem mais palavras, frente à expressão de tanto sentimento!

Beijossssssssssss

Comentário de Waulena d'Oliveira Silva em 29 abril 2017 às 1:29

Querida Marcia, palavras podem ser ditas ou escritas, mas muito poucas pessoas sabem senti-las  -  como tu fazes ...

Ler-te é sentir  junto contigo toda a imensidão que se esconde dentro delas !

Obrigada.

Bjsss Wau

Comentário de Lúcia Cláudia Gama Oliveira em 28 abril 2017 às 20:12

 Lindo, lindo e lindo!

 Abraço-te.

Comentário de Maria-José Chantal F. Dias em 28 abril 2017 às 20:03

e quando se relê....... e relê...e relê .......

De todos,sorvi a emoção contida nos versos

gravados nas pedras do chão,

nos degraus dos passos incertos.

No adeus desenhado nas janelas com o hálito

das bocas e a música das vozes flutuando no vazio.

Agora,resta a quietude,brancura aberta-

nostalgia  num ar claro,quieto e brando

Comentário de Maria-José Chantal F. Dias em 28 abril 2017 às 19:57

DEUSSSSSSS.........

NUNCA .... nunca li a morte duma forma tão diáfana, tão perfeita e clara

BELO....

Beijos de poesiaaaa

Chantal Fournet

Comentário de Paolo Lim em 28 abril 2017 às 18:50

A leveza triste dos versos, marca sentimentos com clareza e profundidade. Bravoooo.

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