Meus Caminhos

Para onde eu lentamente caminho

com as minhas pernas tensas?

Solitário e triste é o meu destino

e é muito mais do que tu pensas,

ou que poderá pensar.

 

Talvez apenas eu serei areia no mar

que em um passado foi um poderoso rochedo

mas neste novo futuro se esparrama junto as areias da praia

lançadas pelas ondas do mar.

 

Ou então quiçá serei um passarinho

que sabe que tem deve voltar ao seu ninho

mas que se perderá no caminho

e não saberá como voltar.

 

Mas se ao menos eu agora pudesse sufocar

a morte com seu beijo e engoli-la

toda como a um favo de mel

assim toda a minha agonia iria superar a brandura

e faria crescer meu desejo

de morrer e subir para o céu.

Alexandre

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Comentário de Antonio Cabral Filho em 6 setembro 2017 às 23:09

Parabens Alexandre!

Comentário de Marcia Portella em 4 setembro 2017 às 16:54

Linda procura sufocada em cada verso traçado...Abraço

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