Vazio...

Sua sombra não mais me contesta

Arrastou-se ao nada consta

Não há mais passo em falso

Nem gravidade neste compasso

 

Em cima do muro, não há mais mandato.

A festa acabou e o céu já clareou

Terra firme, avante oxalá.

 

Aleluia imunizei-me!

Praga pestilenta, o fogo queimou.

Fumaça da peste, o mar arrastou.

No quinto dos infernos se afundou

 

Tudo que te faz mal, certamente morre.

Tempo, senhor dos destinos.

Memória se tem, até o último suspiro.

 

Tempo do meu tempo

Há tempo para se adicionar, se subtrair.

Quando tudo está a ponto de explodir

 

Aliviada... Mãos se acenam!

Sobrou-me um vazio, nada mais.

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Comentário de Waulena d'Oliveira Silva em 13 setembro 2017 às 1:43

Querida Selda, o tempo da libertação é o início da renovação !

Parabéns, Amiga.

Bjsss Wau

Comentário de SELDA MOREIRA KALIL em 11 setembro 2017 às 21:01

Obrigada queridos amigos pelo carinho

Um prazer e honra tuas visitas

Beijos nos corações de cada um de vcs.

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 8 setembro 2017 às 18:46

Belíssimo Selda.

Comentário de Paolo Lim em 4 setembro 2017 às 19:09

Extravasante, contundente, belo. Bravooooo ! Bjs do Paolo.

Comentário de Livita Silva em 4 setembro 2017 às 19:03

Belo poema Selda!

e a musica, lindissima!

bjinho

Comentário de María Cristina em 4 setembro 2017 às 16:36

La música acompaña tus bellos versos!!!! Hermoso!!!

Comentário de Marcia Portella em 4 setembro 2017 às 16:26

Canto forte e belo....Abraço

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