Pintei o horizonte de azul celestial
Salpiquei com cores do nascer do sol
Passarinhos voando felizes e barulhentos
O cheiro de cipreste no ar e flores coloridas

Esperei meu amado com o coração em festa
O encanto da vida presente e castelos construídos
Não me lembrei do vento do destino que tudo modifica
Meu castelo começou a ruir lentamente e dolorosamente

A realidade chega com cores cinza tristonhas e sem opções
A verdade presente e ferina rasga indomáveis meus sonhos desejados
Sangra o fel das entranhas amargando o destino sem retorno.
Não existe céu azul, apenas o negro salpicado de raios e trovões.

Os sinos ressoam tristemente por sonhos, lágrimas caladas rolam.
O entardecer cobre a terra sem o sol, chuva gelada e o vento que geme.
A estrada da vida se fecha sem opções e sem encruzilhadas
Apenas linhas paralelas no horizonte, quem sabe no infinito se encontrem...

Dione Fonseca

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Comentário de Paolo Lim em 9 dezembro 2017 às 9:55

Bom de ler, sentir, curtir e aplaudir ! Bravoooooo !

Comentário de Dulce de Souza Leao Barros em 9 dezembro 2017 às 7:09
Emocionante! Lindo!
Comentário de Elías Antonio Almada em 9 dezembro 2017 às 2:46

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 8 dezembro 2017 às 22:21

Belíssimo Dione. Oxalá fosse possível cantar só as belezas.

Comentário de Marcia Portella em 8 dezembro 2017 às 16:23

Dione, versos tristes e belos...Te abraço

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