A visita das flores


Ante ao colibri inerte,morto

Olhai o colibri caído,ave fenecida!
Feito pluma leve,no chão,reluzente,
Tosca sepultura ornada das sementes,
De flores tanto mais belas quanto antigas...

Último beijo de sua vida ,suave e doce,
Ouviu d’alma de estranha margarida:
“Olhai o colibri caído,ave fenecida!
Canto triste ,como acalanto,assim, fosse...

E vieram flores de todas cores e matizes,
Finas asas de borboletas,pétalas aladas,
Em singelo rodopios,fingiam-se felizes...
Ocultavam amargura da saudade cansada.

A madressilva enovelada em fino galho
Deitou o mais fino pranto , gentil aroma
Sobre o inerte beija flor gotas d’orvalho,
Ah!Que a esperança diluiu-se na sombra...

O botão da camélia,abriu por encanto!
Mais bela que a beleza que pudesse vê-la
E a alma do colibri dividiu-se em estrelas...
Ascendeu ao firmamento,cósmico recanto.

Não ocorreu d’ave tenebrosa descida,
Mas, harmonioso ocaso,sem tormento
“Olhai,por fim, ave docemente,fenecida!”
Enfim,para sempre,dorme,neste momento...

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Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 9 janeiro 2018 às 10:55

Cada vez que vejo uma avezinha morta, meu coração entristece.

Já tentei salvar muitas. Algumas sobreviveram. São muito sensíveis.

Considero seu poema uma linda homenagem a elas. Parabéns!

Comentário de María Cristina em 8 janeiro 2018 às 22:28

Hermoso Poema!!!!

Comentário de Elías Antonio Almada em 8 janeiro 2018 às 19:20

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