Ousei te amar um dia
Como quem tateia na escuridão
Em volta de si, sem direção
E paguei minha ousadia

Um afeto não tolera distração
Tomaste de mim para desfrutar com alguma moça
A coragem, a esperança e toda a força
Mas não guardo mágoa, não

Faria das lágrimas contidas que inundam meu peito
Um ribeirão plácido para te desfadigar em seu leito
Nas quimeras festivas que deleitam minha lira
Perderias o cansaço, o tédio, a solidão e a ira

E todas suas angústias e dores
Pelo fulgor do meu querer
Tornariam-se alegrias e amores
Quem ama não entende malquerer

Pela claridade de tua janela
Buscarei o que eu não sei de ti
Quem sabe o teu segredo não revela
Também o que eu não sei de mim

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Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 26 março 2018 às 20:05

O poema é lindíssimo.

"Quem ama não entende malquerer" - Esse verso me faz pensar. Se o malquerer é para mim e eu me amo...

Comentário de Elías Antonio Almada em 25 março 2018 às 23:11

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