As ilhas do meu Ser

Um dia,um menino avistando ,bem longe um grupo de pequenas ilhas indagou ,curioso,à um velho cujo olhar se perdia na direção daquele arquipélago distante.
“O senhor sabe algo sobre aquelas ilhas longínquas?”
O ancião pediu ao menino que cerrasse os olhinhos,pois,fariam uma viagem num tosco barquinho à vela...
O jovem,prontamente,atendeu e após longo suspiro,a pequena nau iniciou seu velejar.

A ilha da Infância

Deus, não estava,deveras, enganado!
Era,apenas,aquela saudade que sorria...
Materno vulto num passado enevoado,
Fitava negros olhos,embalde,não me via.

“Tragam-me de volta aquela pétala caída!”
Aroma de madressilva no leito de criança.
Da terna madre a derradeira lembrança.
Providencial caricia do inicio de uma vida...

A Ilha das Paixões

Infame procela açoitava-me,agora!
Em insanos delírios o pior dos loucos,
Agitava-me qual fera ferida nesta hora!
Até que a crise aplacou pouco a pouco...

Aprisionado fora naquela ilha maldita!
Minh’alma gemia ,tudo era,pois,em vão.
No peito,qual pobre cativa ave que palpita,
Cruel aperto a quase parar meu coração!

para bem longe foi o barquinho levado...

A Ilha da Paz

Graciosas aves, d’agapanto mimosas flores,
Do que foi meu paraíso perdido a memória,
Passaram vendavais de todas as minhas dores,
No mar amarelada folha de minha historia...

Tudo,enfim,,harmonioso ocaso tão belo,diz,
“As ilusões fugiram de mim na Ilha da paz
A saudade sorrindo,doce lembrança me traz
E eu chorando pensei:”Deveras,eu fui feliz!”

O pequeno veleiro voltou deixando o velho e o menino no cais...

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Comentário de Sílvia Mota quinta-feira

Uma viagem, pelos meandros da Vida...

Parabéns!

Beijosssssssssssss

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 16 abril 2018 às 14:05

Belo poema Poeta Antonio Carlos. Um trabalho muito bem construído. Prazerosa leitura.

Comentário de José Aurélio Medeiros da Luz em 15 abril 2018 às 22:38

Caro Antônio Carlos: Parabéns pelo belo e envolvente poema. Deveras, o zarpar com velas pandas através dos vagalhões da vida nos faculta tanto o percurso, quanto o porto buscado. É  como nas longínquas histórias infantis em que navegávamos dentro de cascas de nozes com nossos personagens, sentindo-lhes os prazeres, os medos e a recompensa de não sucumbir ao fim. Abraço;

j. a.

Comentário de Elías Antonio Almada em 15 abril 2018 às 22:15

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