Entre Folhas  (Conversas de outono)

Lavadas almas do tempo, em que o vento irmão traz consigo a função natural da expansão da vida de forma diversa... Levanta poeira, promove ritmos semeando viveiros até próximas jornadas.

E, nessas valsas, somos passistas e dançarinas, folhas que se abrem em  alas para novidades, após tantos bailes ao som de assovios, até mesmo, uivos em noites frias e de tempestades.  Voam nossas cabeleiras verdes que se tingem de cores e tons da moda cíclica, inspirando figurinistas, estilistas, alvoroçando o comércio e trançando pensamentos de época...

Destaca-se Ocre, na queda livre, sem medo, sem choro, apenas levemente adormecida que, em sonho, dispõe a levantar-se transparente, invisível, transportando todo seu saber lá às alturas em diálogo incrível com estrelas... Essas, brilhosas, que a gente vê e supõe, e crê ser alguém muito querido que more em outras constelações...

Sim, as folhas falam um linguajar que farfalha, crepita. Dourada diz-nos de experiências inusitadas, de quando se despencou, rastejou  anestesiada . Guardou lembranças de vida ao vento, de cores luminosas e entende que, ao transpor tal estação, já se  harmoniza e estrutura a formação de minúsculos pecíolos, bainhas e limbos, saboreia a formação do colorido e agradece à canção das ventanias.

Ao saral das horas nuas, folhas poetas se inspiram em convidados especiais.

Bem-vindo, Manuel Bandeira!

"Canção do vento e da minha vida”

O vento varria as folhas,

O vento varria flores

E a vida ficava cada vez mais cheia de frutos, de flores, de folhas”.

(...) BANDEIRA, M.

Vermelha, marciana, ainda com fulgor, inicia poema:

Folhas amigas:

Nossa vivência é pura poesia de renovar!

Ecoe o coro bendito em sinfonia das lições.

Somos folhas, folhas, folhas,

Missionárias de Outono!

Lavadas almas do tempo, em que o vento irmão traz consigo a função natural da expansão da vida de forma diversa... Levanta poeira, promove ritmos semeando viveiros até próximas jornadas!

O vento me varria!

Pétalas se partiam!

A vida ia e vinha, vinha e ia...

ENTRE FOLHAS ( Conversas de outono).

Graça Campos/15/06/2018.

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Comentário de Maria das Graças Araújo Campos em 19 junho 2018 às 7:04

Obrigada, querida Chantal! Meu outono também é primavera! Obrigada pelo carinho! Bjssssssssss

Comentário de Maria das Graças Araújo Campos em 19 junho 2018 às 6:58

Olha aí, querida amiga chantal! Meu outono é também primavera! Obrigada pela mensagem linda, obrigada pelo carinho! Bjsssssss

Comentário de Maria-José Chantal F. Dias em 17 junho 2018 às 14:36

Muito Querida escritora ! WOWOWOW digo eu tambem!!! sabendo que essa, o principesco OUTONO, é tambem minha estação favorita!!!!

e vou usar uma imagem TUA e poema TEU para ilustrar teu maravilhoso trecho!! Apesar de ter hesitado entre 2!!! rssss

Essas tuas cabeleiras Verdes que mutam em Dourados e Vermelhos... Esse Vento sábio que nos faz voar entre a folhagens e retomar viagens  dentro de nós esquecidas.....! 

Aplausos querida Poetisa dos Outonais diálogos!!

Obrigada por partilhares teus sentires connosco!

beijos de poesiaaaaa

Chantal Fournet

Comentário de Maria das Graças Araújo Campos em 16 junho 2018 às 20:29

Muito grata, poeta amigo, Antonio Domingos! Gosto de escrever sobre as estações, especialmente outono! Fico feliz que tenha apreciado o texto "Entre Folhas! Obrigada! 

Comentário de Maria das Graças Araújo Campos em 16 junho 2018 às 20:25

Muito grata, poeta amigo, Elias! Fico feliz com tua apreciação! 

Comentário de Antonio Domingos Ferreira Filho em 16 junho 2018 às 19:04

Belíssimo texto que adentra no outono.Agradável e doce e que também nos leva a saudades.

Parabéns amiga das letras

Comentário de Elías Antonio Almada em 16 junho 2018 às 15:06

Comentário de Maria das Graças Araújo Campos em 15 junho 2018 às 14:26

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