Setenta vencer a vida aos setenta

No assento sessenta o velho já carcomido,

cujo acento já removido pelo tempo decorrido.

Com sua placenta intumescida e já vencida,

Pra lá de Marrakech, do árabe traduzido,

é todo ouvidos. Pai-avô - já foi bom

marido. O velho tempo passou

mal conduzido. Num suspiro

dolorido, porém, revestido.

bons  momentos vividos,

alegria, sutil esperança

mais  gélida  que fria.

Lembrança  de velha

companhia. O dia vai

passando nesta eterna idade,

quantas atrocidades do mato à cidade.

muito desenxabido por nada entender

ainda de  todos os fatos ocorridos.

O velho  assistiu e muito insistiu

na sua veleidade de humildade!

Podia ter desistido, porém, foi

além,  esperando  por mais

uma   simples  utilidade.

O  sonhador continua

sonhando com dias melhorando o plano

divino, afinando-se ao velho destino,

num  empanado sino ao velhaco

olhar de um  velho menino.

Assim vai encontrando

outras  vidas em

outros planos,

só porque

sonhar

é viver

mesmo que,

por  engano.

ao passar

dos  anos

com muito prazer.

Como o velho

assim diria:

É sempre bom agradecer

a eternidade terna de cada dia.

jbcampos

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Comentário de Jbcampos em 1 junho 2018 às 11:42

Obrigado pela sua intervenção, cara Margarida. Aquele abraço.

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 1 junho 2018 às 11:01

Os versos são lindíssimos, mas envelhecer é ...

Comentário de Jbcampos em 30 maio 2018 às 12:18

Agradecido, Almada.

Comentário de Elías Antonio Almada em 30 maio 2018 às 10:45
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