O que sei de mim; o que posso de mim mesmo dizer

enfim; daquele pequeno ser

cujo a vida era sempre a mesma constância:

o meu pequeno mundo rodeado

de mistérios, e nada complicado,

nas esquinas das ruas da minha infância?...

...E o que dizer da esquina; e seus escondidos segredos,

que mesmo com dos brinquedos

os prazeres, ou parque de diversão;

estava constantantemente

voltada à ela, a mente

do eu, criança, calças curtas, pés no chão?...

Assim fora a aurora da minha vida...

Por uma dessas casualidades da vida;

a aurora de algo muito mais amplo; coisa repentina:

nas ruas da minha infância,

era inocentemente a constância

da minha mente voltada pra aquela esquina...

Lá, a luz que iria iluminar por inteiro

o meu destino; o amor primeiro

por aquele encanto que era aquela doce menina!...

São esses, então os segredos

do dispensar dos brinquedos

que então, não tinham nenhum valor

naquele meu pequeno mundo rodeado

de mistérios; e que não era nada complicado:

o mistério do primeiro amor!!!...

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(GERALDO COELHO ZACARIAS)

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Comentário de Elisiário Luiz em 13 março 2018 às 14:01

 Quão maravilhoso que poeticamente se interrogar...parabéns Fique bem!

Comentário de Elías Antonio Almada em 13 março 2018 às 10:12
Muito bonito
Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 13 março 2018 às 9:49

Muito bonito Poeta Geraldo. Uns poetizam o sepulcro e outros a aurora da vida. É gratificante poder ler as diversas expressões.

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