A flor de vidro
“ante a criancinha morta”...

Qu’ as pétalas rolam,d’água ribeirinho,
Desfazendo a geada d’inverno,tão fria,
Minhas supinas mãos,ainda,tão vazias.
Apertam os olhos,pranto de passarinho...

Ah!Qu’ a flor de vidro impávida ficou,
Resistia ao calor do nascer daquele dia,
Ela,inocente anjo,silente,assim,dormia...
Flutuante sobre ela uma camélia pousou.

Cantou a mãe chorosa a triste canção...

“A flor que trazia,hirta, fria no peito,
Adorno da beleza,reluzente cristal,
Com que se enfeita o amor perfeito.
Esquecida lembrança,um secreto mal...”

Qu’a criança dorme ante cantoria leve!
Tão intacta de vidro sua alma parecia,
Beijei postas mãos que, lentas,morriam...
Que a vida lhe passara,deveras, tão breve...

Do gelo a mais bela flor,jamais,concebida,
Andorinhas fugiram na busca pela quimera,
Tornara,então, Natureza triste,tão comovida...
Dentro de um botão,o ápice da Primavera!

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Comentário de Iván sexta-feira

Muy triste la partida de un niño.

Terrible.

Se hace pedazos el corazón.

Gusto de leerte.

Que tengas buen día ✏ 

Comentário de Elías Antonio Almada em 15 maio 2018 às 14:58

Comentário de MARGARIDA MARIA MADRUGA em 15 maio 2018 às 14:01

Lindo poema com um tema muito triste. Parabéns pelo trabalho.

Comentário de Elisiário Luiz em 15 maio 2018 às 13:48

 tão belo e agradável empenho...Parabéns  Fique Bem!

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