MULHER, quem és tu?

 

Quem és tu?
De onde vens e para onde vais?
Tu, que deste ser aos meus pais.
E a mim, que nasci nu?
Quem és tu, ser sublime,
Que tens quem não te estime?
Tu, ser divino,
De força estoica,
Que sobrevives tantas vezes,

és heroica.
Ao amor que não tens.
São tantas as mães.
Ao sacrifício que padeces,
E não mereces.
Do amor que te recusam,
Os que de ti abusam.
Que ergues a cabeça no momento da recusa,
Tu que da humanidade és a musa.
Quem és tu, que de Mulher te chamam,
E reclamam,
Mas não te amam.
Te ignoram,
Te imploram,
Te mal tratam,
E te suplicam.
Quem és tu ?
Que amas a toda a hora,
Mesmo quando a gratidão demora. ´
És complemento e suplemento,
Um ser sem lamento.
És amor,
E dão-te desamor.
Nas horas do desalento,
Não tens um lamento.
És sempre o nosso fermento.
És a força e razão da nossa existência.
No amor,
E no desamor,
Em qualquer presença,
Jamais és a indiferença.
Ah!
Sei quem tu és,
Analisei-te da cabeça aos pés!
És mãe,
Mesmo dos que a não têm.
És irmã,
Amas sem dor,
E com amor.
És força
És amante,
Capaz de um amor constante,

Ah! És Mulher!

Mesmo para quem não quer!
És Vida.
És a Vida!

.

.........................ANTÓNIO MIGUEL

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Comentário de Críspulo Cortés Cortés em 10 março 2016 às 6:34

Comentário de Janete Francisco Sales Yoshinaga em 8 março 2016 às 8:06

Belíssima inspiração querido amigo António!

Versos primorosos...

Meus aplausos

Beijos

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