Penso! Penso! Vou pensando. Como seria bom se a humanidade pudesse compreender o significado da vida; não é que eu entenda ainda, mas fico pensando que nascer seria uma aberração se não tivéssemos uma missão a cumprir. Somos todos filhos de Deus de um Deus que não podemos ver nem tocá-lo, mas que existe e está vivo nos campos, nas águas, nas nuvens, nas crianças, nas verdejantes florestas, em cada ser humano ou animal, que está sob sua custodia trabalhando na terra.

Olho as pessoas, olhos suas ações, seus prepotentes sentimentos e pergunto? Será que o homem entende a sua significância e insignificância enquanto ser humano! Significância por que seriamos diferentes se pudéssemos entender o processo da vida e da morte. Insignificância por que somos uma apenas um fio de luz que pode se apagar a qualquer momento; mesmo assim, continuamos egocêntricos e, como seria fantástico se pudesse olhar para a imensidão do universo e nele, víssemos o quão seria dignificante imaginar que todo esse teto de nuvens se sustenta no amor de Deus, que somos o sopro do espírito dele, que nascemos para construir as veredas do seu amor e da felicidade, que passamos por aflições ou alegrias, por que é natural que possamos sentir o gosta da alegria e da dor.

 Às vezes deito e demoro a dormir, sem perceber começo a voar no firmamento, Fechos os olhos, vejo um tapete de estrelas azuladas espalhadas por caminhos iluminados, quero ir mais longe e paro; sem saber o que tem além da minha imaginação. Olho do meu lado encontro pessoas, mais pessoas, todas caminhando sem direção, sem saber o que fazer, para se encontrar consigo mesmo, quanto mais, se inteirar com os outros. São pessoas de rosto fechados, olhares carregados de nuvens de melancolias, de insatisfação; insegurança; medo de sorrir; falar; lutar para mudar suas vibrações espirituais e de libertação dos seus fantasmas que ligados a si atrapalham a sua evolução entre os humanos.

 Seria comitentemente belo, imaginar como seria bom, se entrássemos em nós mesmos, dentro do nosso mundo interior, tivéssemos a coragem de expulsar os demônios que carregamos presos aos nossos fluidos espirituais, que pudéssemos nos libertar das forças ocultas que move os sentimentos que carregamos em nossos corações, que fossemos capazes de matar as sensações de maldade e libertos, voejar até os guardiões do vento, para afirmar que estamos livres para amar e sonhar com o futuro. Leigo engano, esse desejo de sonhar com o futuro está longe, mas existe essa possibilidade, desde que apaguemos a macha negra que nos coloca numa situação de pequenez e de incapacidade que assusta mortalmente a maioria dos seres humano. Entendemos que bastaria acendermos a luz da sabedoria e da união, pois somos parte do processo lidimo do amor, iniciado pelos profetas que construíram as pontes aureoladas de esperança para passagem de Jesus Cristo pela terra. Lembramos que essas pontes por onde Jesus passou semeando a paz e o amor foi derribado pela ignorância dos homens, quando o filho de Deus morreu numa cruz sob á acusação de que o mesmo, estava conspirando contra os poderosos daquela época.

 Olho e pergunto a mim mesmo? Como seria a vida na terra, se todos os seres humanos pudesse imaginar que aqui chegamos com a missão de consumar o amor, de concretizar o processo de solidarização entre nosso espírito com os demais, aprendendo e ensinando, dando amor, compreensão e recebendo no mesmo peso e medida, que se em vez de pensarmos e consequentemente derrubar os que estão ao nosso lado, construíssemos juntos os caminhos solidários, onde nenhum ser humano ficasse a mercê da ignorância, orgulho e maldade que está incrustado em nossa mente. Imagino que seriamos felizes de verdade, ou que seremos um dia, se os fundamentos descritos pelos os profetas antigos se consagrarem no fulgor da vinda das novas gerações; quem sabe se no futuro não podemos transformar o atual quadro de violência enraizado na alma humana em um paraíso de paz e felicidade.

 Acho que nascer é um meio de podemos nos elevarmos perante Deus, de consolidar nosso entendimento com a caridade, com a formação do amor e a divisibilidade dos deveres e direitos que permeia a nossa passagem pela terra. Somos ricos de amor e esperança; poderíamos dividir com o outro tudo que nos foi doado de graças por Deus, isso, não significa afirmar, que vamos doar nossa privacidade nem a nossa alma; ou o estado de equilíbrio que cada um tem dentro de si, mas poderíamos dividir o pão do amor, da compreensão, da alegria, felicidade, da honestidade e da igualdade de direitos.

Entendo que nascer significa viver em harmonia consigo com Deus e a humanidade. Se assim fossem seriamos mais felizes, por que saberíamos que todos nós, estamos num mesmo mundo, construindo os caminhos da felicidade e que esta felicidade, deve chegar até nossos irmãos ou daqueles que ainda, não tiveram a oportunidade de crescerem espiritualmente ou materialmente, por que ninguém é pobre ou rico suficientemente que não possa abraçar o seu irmão nem doar um pouco de pão do amor divino para alimentar a carne e o espírito.

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Comentário de Marcia Portella em 15 julho 2017 às 11:20

Um texto que nos leva a profunda reflexão.

Grata por compartilhar

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