Absorto, absorto, absorto,

Sem inspiração,

Sem transpiração.

Estático, inerte,

Absorto, absorto, mas não morto.

Curioso estado hipnótico

Da fenda de meu olhar

E pouco carisma no andar:

Absorto, absorto, absorto.

.

Vivo sem querer marasmo,

Apesar do espasmo:

Andarilho errante

Pelo simples ficar;

Absorto, absorto, mas não morto!

Centrifugação, grande mal,

Desvinculação, grande desejo

De andar leve

Sem ser absorto, não torto,

Meu cais do porto.

Poesia é assim: estado absorto,

Jogar com o ser

Que transborde e ilumine

O que algo deprime

Mas, que depois que criada,

Poesia é uma filha amada!

Exibições: 22

Comentar

Você precisa ser um membro de Poetas e Escritores do Amor e da Paz para adicionar comentários!

Entrar em Poetas e Escritores do Amor e da Paz

Membros

Poema ao acaso...

Portal para 38 Blogs-Sílvia Mota

Badge

Carregando...