Agonia

De Té

Nesta agonia inflamada

Aspero banimento

Onde ando disfarçada

E às minhas ilusões faço enterro

E sobre a terra seca

Deponho o lirio ,que chora

as minhas lágrimas desgastadas

E os meus castelos, apenas são cascalho

Levantando poeiras, que invadem meu sacrário

Derrubada por meus pesados lamentos

E o vejo alegre e jubiloso

Em orgias desatinadas

E sinto olhares turvos

Que ferem meu sentimento

Nem ele sabe. quanto sofrimento

vai nesta alma desgastada

Em derrubado desconcerto

Tão traiçoeiramente apunhalada

Minha fortaleza aparenta

Que ando revigorada

E já tão esquecida, dessas horas aziagas

Mil olhos que me sondam

Não deixo que vejam

Que meus passos incertos

Meu corpo tão encurvado

Que me tornou inerme....

Ainda o procura. por entre véus

das minhas doces lembranças ….....

De Té Etelvina Da Costa

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