Ah, Zuleide !!!

Zuleide é uma dona de casa exemplar. Vivia em função da sua filha e Marido, aliás o único homem da sua vida. Pular a cerca, Zuleide nunca assim o fez!

O que uma novela não faz na vida de uma mulher. Seria um fator de desvio comportamental? Adentrando na sua residência sem pedir licença e influenciado o “futuro” das famílias?

Pois bem, foi assim que aconteceu com essa “exemplar” dona de casa. Certo dia ela presenciou uma cena onde uma atriz tinha dúvida se deveria ser “ certinha –cuidar do lar e do marido ou experimentar o outro lado da “ liberdade”.

Não deu outra e, de pensamento em pensamento, ela foi quebrando a censura que à atormentava durante os seus anos de casamento. Na realidade, não sei dizer se era por que no auge dos seus trinta e sete anos os seus hormônios estavam a lhe incomodar ou se era vontade, realmente, de provar o outro lado do pecado!

Assim aconteceu. Certa vez o destino a fez se aproximar de Jorge, um quarentão e, digamos, acima da média! Que média? Ah... fica por conta da sua imaginação!

Entre uma necessidade e outra, ela o tocou despretensiosamente. Ele, na sua fase de gavião – aquela que escolhe as presas à distância e ataca-as sem dó e piedade! Afinal de contas precisava se alimentar...! O magnetismo dele, assim foi revelado e ela percebeu “algo estranho e aliciador”! Sentindo uma química diferente e provocante cuja imaginação logo tendeu para os buracos da “maldade”. Seria ele o seu libertador?
O tempo passou e Jorge chamava cada vez mais a sua atenção. Jorge, Calmo e sincero era solícito aos encantos de Zuleide! Seria essa a razão da aproximação e atração dos dois? Talvez, mas o fato é que ele se apresentava como um homem experiente para uma mulher, igualmente, chegando ao auge da experiência!

Estando na Bahia, um estado brasileiro onde as “brincadeiras” se confundem com os mais terríveis procedimentos, houve uma insinuação onde Zuleide sinalizou dúvida. O Gavião; perdão, Jorge, não hesitou a sinalizar o seu apetite devorador.

Zuleide, achou que aquele era o momento que a faria compreender mais a vida. Uma vez que, era uma dona de casa exemplar e nada tinha a perder com essa aproximação. Talvez, quem sabe, ganhar e consolidar a sua vida! Mero engano, pois nas garras de Jorge as presas não costumam escapar!

Num momento, minuciosamente planejado por Zuleide o casal acabou desembocando numa cama redonda.Embora água não seja espelho, assim se sentiNdo uma ilha: espelho para todos os lados! Fizeram um pacto proposto por Jorge, embora a sua experiência confirmasse o contrário:não deveriam, jamais, se apaixonarem! E o pacto foi ratificado, através da afirmação de Zuleide que jamais fosse isso acontecer!

Entre o início, meio e fim, muitas línguas rolaram e gozos, muitos gozos para ambos os lados permearam. Zuleide, sentiu - na opinião dela- um orgasmo mutiplo que ela, embora já tivesse ouvido falar, jamais acreditara. Para o gavião, foi somente o afiar das suas garras. Foi bom, mas sentiu-se com o seu orgulho e sentimentos revigorados. Ela estava inteiramente satisfeita e feliz. Havia, sinalizado uma próxima vez, mas Jorge assim desconversou! Como acontece com as aves de rapina o gavião, Jorge, não comia a sua presa pela segunda vez.

Ao se despediram, afirmou que valeu a pena e se sentiu mulher pela primeira vez. Para ela foi fantástico! Zuleide encontrava-se feliz. Esplendorosamente feliz!Acreditou, naquele momento, que valeu a pena.
O tempo passou e, entre idas e vindas, ela sinalizava uma próxima vez. Ele desconversava, alegando motivos mil e não queria falar, nunca mais, nisso. Afirmava que sendo uma primeira vez, a imaginação feminina ficava na incerteza se foi realmente bom – aliás- muito bom- ou se não. Ele sempre hábil e experiente, sabia que se a levasse novamente para a cama ele iria entrar em crise. Profunda crise. Pois, para ele, somente na segunda vez a mulher tem certeza que valeu a pena, as suas imaginações se confirmam e trocam o mundo para consolidá-las.

O tempo passou e a insistência de Zuleide era terrível. Ela queria, porquê queria uma segunda oportunidade. As suas expressões eram, fisicamente falando, relativas. Ela queria uma nova oportunidade!
Jorge sabia com plena convicção que não deveria dá uma nova oportunidade, sob pena de ver o seu castelo- em reconstrução- se desmoronar. Mas, Zuleide exigia uma nova oportunidade. Gracejos, presentinhos, simpatias; tudo Zuleide fazia para obter uma nova oportunidade. Mas Jorge, não cedia! Desfaçava, sinalizava que sim, marcava data, hora,momentos;mas não comparecia!

Dizem que a mulher é articulosa e tudo consegue. Dizem, também, que os momentos mais terríveis da humanidade possuíam a mulher como protagonista. Será mesmo? E onde ficamos nós, homens? Os gaviões?
Mas, estando na Bahia a terra da felicidade onde só se morre por enfarto devido a sua gastronomia exuberante! Nos seus momentos de incerteza e insistência de Zuleide, Jorge cedeu! Contrariando todos os seus procedimentos de ave de rapina! Cedeu e se fodeu ! Zuleide ratificou os seus anseios e entrou em erupção, mais uma vez. Jorge confirmou, na cama, o que Zuleide havia imaginado era verdade e realmente aconteceu, pela segunda vez. Ali mesmo ela sinalizou que trocaria tudo na vida por outros momentos semelhantes e empolgantes como os vividos nesses dois encontros.

Jorge entrou em desespero. Essa cena já havia acontecido com ele, e dessa vez com grande intensidade. Estava num beco sem saída. O que fazer? Não há limites para uma mulher realizada, verdadeiramente, não há! O que fazer? Jorge deveria prolongar seus voos em grandes altitudes e sair do raio de ação de Zuleide? Pela sua experiência, assim deveria ser feito!

Jorge sumiu! Jorge deixou para trás uma situação estável, onde suas caças já estavam previamente definidas e mapeadas.Jorge não sentia fome! Jorge pediu transferência e sumiu do mapa! Jorge sabia que havia ferido a sua caça e esta haveria de se vingar num certo dia! A sua experiência assim determinava que com mulher apaixonada não se brinca. É coisa séria! Jorge sumiu!

Quando soube do fato, Zuleide entrou em parafuso se desestruturou. Jorge sabia que isso ia acontecer. Afinal de contas, Jorge era um gavião experiente. Mas, ele também sabia que essa caça, embora estivesse ferida, estaria logo em restabelecimento das usa forças. Revigoradas, mas jamais ia esquecer-lhe. Jamais!
Viva o dia do livro, Sempre viva o dia do livro! Mantenha vivo, o livro!

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