Carregando de mim os estilhaços
Estas lágrimas, folhas outonais
Lançam sonho perdido em abissais
Vales cheios de fel, tetros regaços

A tristura me envolve em seus abraços
Espinhosos, gelados e brumais
Cobrem minha nudez vestes ferais
Dos sorrisos sequer restaram traços

Borbotão de saudade o peito inunda
Afogando-o em mistérios sem resposta
Combalido, mergulho em dor profunda

São caminhos sem luz, medonha treva
Agonia cruel me foi imposta
Quanto aroma de amor o vento leva...

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Comentário de Sandra Galante em 18 abril 2017 às 15:45

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