AMADURECIMENTO

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Quando me amei de verdade
parei de desejar que minha vida fosse diferente
e comecei a ver que tudo que acontece, contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de ...AMADURECIMENTO

Alison McMillen, em Quando eu me amei de verdade.




Amadurecida?

´

Já assim nasci.

Fui amadurecendo dentro do ventre da minha mãe
E, o rumo que segui,
foi a controvérsia.da metamorfose
Essa que tem suas linhas marcadas
Que nunca são alteradas.
Fui criança.feliz

Acho que foi a única etapa da minha vida

em que me senti liberta ,queria alcançar o infinito

Ir para além dos aléns

Mergulhar nas profundezas do mar, de um azul que me hipnotizava

As asas já despontavam

Ninguem pensaria que fugia eram ainda curtas

Realmente nunca fugi do ninho .


Muito depressa,me vi a avultar.

Demasiado depressa me vi adolescente
Tive lautas esperanças.

Os padrões, os valores.
Eram a mais valias de todos os dias.

Estradas , caminhos,túneis precipícios.

Terrores, horrores a cada passo

Cautela minha filha ouvia sempre

És muito inocente e linda

Até tinha ama ah! Essa sim me abria o mundo

Mostrava-me o paraíso que eu podia alcançar

Adormecia nos seus braços a contar-me histórias

.A segunda etapa da minha vida das grandes descobertas
Mas, havia algo de curioso que acontecia
A criança que misturava seus anseios

havia sempre momentos em que eu aparecia

e teimosamente ia acompanhando

com seu magico fantasioso a baralhar momentos severos

de grandes discursos sobre os males do mundo..

diluindo aquela crueldade 

 Impedir que as asas crescessem e levantassem voo

Embora já não usasse caracóis,nem bibe de bordados e fitas

nem trepasse escadas e ir atrás dos saltimbancos

Correr atrás de gatinhos e cães

Ah! esta filha mata-nos de susto......A mãe ausente ás vezes presente...

Constantina ,a menina saiu e podia ter sido um desastre

Lá vinha o pai adoçar a questão

Mas não foi só isso, quando depois de ir ao circo tentei ser trapezista

E fui apanhada por um policia que via uma menina a vaguear

Menina perdida na grande cidade que queria ver tudo

O grande carrossel da vida

O pai angustiado na grande cidade procurando a sua menina

Feliz sentada ao colo de um policia na esquadra perto de casa

via o comboio passar e dizia ..Ali vai a minha vovó

E foi crescendo e surge o grande momento

Em que os livros a ânsia de saber tomou conta de mim.

Os estudos em nada impediam umas voltas de bicicleta

Mas travaram a vontade de continuar os estudos de musica

Mas não o momento ,em que escrevia contos de príncipes e fadas

que lia livros proibidos comprados na loja  de velharias

E os escondia no seu cantinho dos segredos

O momento do primeiro sentimento, que fazia bater o coração

Vivia o momento mais controverso da adolescência 
De emoções.Alvoroços, agitações.Efervescências
Coisas que almejava desejos  reprimidos.
Ultrapassei.as barreiras da adolescência.viva e com mais sabedoria

Mulher me tornei depressa.

Outra vida me esperava

Emoções desilusões

Os estudos absorviam tudo

Não havia tempo para pensar que eu já era mulher

Que precisava de conhecer a vida para além quotidiano

das viagens das mil ocupações que me abafavam
Cresci, por fora, e por dentro de mim.

Com as mil e uma repressões, com o isto não é próprio

Com as concepções moralistas do tempo
Mas dentro de mim já adulta
Sempre existiu a criança livre ,risonha ,aberta á vida

que esperou tempo demais para subir as alturas

Ém que já não aparavam as pontas das asas para levantar voo

Que se engastou e que agora ressurge,
de mim, de alma liberta.
Agora que me reconheci
Estou a viver tal como deveria ter feito e não fiz.
Mas de nada me arrependi.

Nem clamo pelos erros de uma educação reprimida

das raivas contidas e desesperos camuflados

Da vontade de dizer bem alto, não, não é assim, estão enganados

Chorei muitas vezes ,com a alma desgastada 

Porque minha luta, não servia de nada 

Era a autoridade legislada 

Que me impedia soltar o vulcão,preso por um nada

Sou o que sou, nunca mudei nada
Amadureci.mas continuo com alma da criança que fui, com os mesmos sonhos

de adolescente com os mesmos desejos camuflados pelas concepções do tempo,

Com a mesma garra de mulher que alcançou a liberdade e cortou as correntes com determinação ,, 

Não.... Sempre é tempo de viver amar e voar.e atingir o paraíso .


De Té  Etelvina da Costa 

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