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Quando decorre

do amor primeiro

o aviso incerto

não sabe se morre

ou desmaia inteiro

a alma em recorte.

O rosto é rubor

um frenesi se espalha

o corpo tonto se agasalha

nos braços do primeiro amor.

Respiração ofega

frêmito evolui os sentidos

mais e mais se agrega

o olhar aos traços enternecidos.

O beijo, ah, esse detalhe!

cria de espasmos uma ciranda

a voz nem ata, nem desanda

os lábios ornados qual entalhe.

O abraço se sucede

como quem carrega um andor

o corpo infla, não se excede

o impulso do primeiro amor.

 

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Comentário de Sandra Leone em 22 março 2017 às 1:58

O primeiro amor, o primeiro beijo, nossa,ficam marcantes em nossa vida. Parabéns Rui, como sempre, você escreve com maestria. Amei sua Analogia ao primeiro amor. Bjos

Comentário de m do carmo f.de assis em 20 março 2017 às 21:45

BRAVO

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