Olhando para trás e rotos vendo
Largados pelo chão os pobres lírios
Soluço, atormentado por martírios:
O viço dos vergéis se desfazendo

Fumaças dos imensos cemitérios
Afligem-me, de espinhos me vestindo
O coração engasgam, foi-se o lindo
Recanto de aconchego, refrigérios

Em meio à névoa fria, pardacenta
Sombrias aves grasnam ansiosas
Espreitam excitantes estertores

No campo onde lamento os desamores
Recolho os restos dessas venenosas
Roseiras que me iludem... Morte lenta!

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Comentário de Sílvia Mota em 26 abril 2017 às 18:35

Tema que vagueia pelas sendas comuns aos poemas góticos. Versos fortes e belos. Gosto muito. Parabéns! Beijossssssssssss

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