Acordei, procurei pelo quarto e não te encontrei
O silêncio roubava a paz de tudo que um dia amei
Da cozinha um forte cheiro de gás congelava minhas ações
No chão estirada estava você, com um papel nas mãos

Abri a janela, uma folha caia da árvore nas manhãs de outono
No bilhete você dizia: acaba-se assim o nosso futuro
Eu tentei amor, lhe mostrar o quanto eu era forte
Mas o azar veio e levou minha sorte

Pensei mesmo que era grande e fracassei
Não posso lhe ser o amor da forma que desejei 
Por isso minha vida a morte atirei

Eu lhe deixo a moeda que um dia me pagou
Deixo a filha que minha alma acaridou
E levo o coração traiçoeiro da sua culpa, que nunca amou 

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Comentário de Sílvia Mota em 1 abril 2014 às 16:40

Muito triste...

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